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Levar crianças a shows e festivais é uma boa ideia?

Lilis Sobral
há um mês883 visualizações

Vendo vídeos e fotos do primeiro final de semana do Rock in Rio pela internet, percebi que muitos pais levaram suas crianças para curtir o evento.

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Levar crianças a shows e festivais é uma boa ideia?

Imagem: Pexels

O festival tem classificação etária de 16 anos, mas menores que isto podem ir acompanhados dos pais ou responsáveis, portando um termo de responsabilidade que o próprio evento disponibiliza na internet.

Burocracias a parte, estas imagens me deram foi é saudades da minha infância e adolescência. Lá pelos meus 15 anos, eu já tinha um caderninho de ingressos de shows do nível de Iron Maiden, Korn, Raimundos... Pois é, só rock pesado.

O show dos Raimundos foi o primeiro (mentira, teve Xuxa antes, mas abafa), meu presente de aniversário de 13 anos (eu tinha 12 no dia do show). 

Mas eu não fui sozinha a nenhum destes. No início da minha vida badalada de shows, minha mãe fazia questão de me levar a todos, mesmo nos que ela só sabia balbuciar meia música. Nesse ai dos Raimundos, lembro que perguntei para ela: tudo bem se eu cantar os palavrões hoje? Eu não sabia de nada, inocente...

Então fiquei pensando: será que isso não era loucura? Por que minha mãe topava me levar a estes lugares que, à primeira vista, não são nem um pouco apropriados para crianças?

Com a palavra, Eliete Sobral, minha mãe:

“Sempre achei que devemos respeitar a opinião das crianças, pois é nessa fase que a personalidade está se formando. O gosto musical é uma parte importante dessa formação. Então eu levava minha filha [eu aqui ó!!!] aos shows que ela gostava para que ela sentisse toda a energia de ver um ídolo de perto”.

Olha, faz sentido para mim. Mas ainda fica uma dúvida: e o ambiente? Especialmente de um show de rock?

“O ambiente de um show de rock é igual a qualquer outro. Lá é até mais gostoso por que está todo mundo feliz, fazendo o que gosta”.

Ponto para dona Eliete de novo.

Aqui entramos naquela velha discussão de querer proteger as crianças de coisas que, invariavelmente, elas vão precisar encarar um dia.

Para quem tem dúvidas sobre levar ou não os filhos em shows ou festivais, queria dizer que estou aqui e estou super bem. Mas este texto não quer convencer ninguém a encher seus pimpolhos de piercings, tatuagens e jogá-lo de um palco ao som de Sepultura. Para quem acha uma boa ideia começar a acompanhar os filhos em eventos musicais assim, existem algumas dicas que podem tornar a experiência mais segura e confortável.

Minha mãe deu duas...

1 – Documento sempre por perto

Deixe um documento, que pode ser cópia, sempre em poder do menor, num lugar seguro para evitar que ele perca. No caso de um tumulto ou desencontro, a identificação vai ajudar.

2- Ponto de encontro

Assim que chegar no lugar, a primeira coisa a se fazer é combinar um ponto de encontro. Explique para a criança que, caso se percam, ela pode esperar lá tranquilamente. Diga que talvez você demore um pouco para aparecer, mas aquele é um lugar seguro para os dois.

... e eu lembrei de algumas mais

3- Prefira áreas confortáveis

Escolhe setores menos suscetíveis a tumultos. Talvez seja uma boa ideia evitar a pista. Mas se vocês quiserem mesmo estar lá no meio do povo, prefira ficar longe do palco ou nas laterais, onde a aglomeração é menor.

4- Paciência na hora da saída

Com crianças, a ideia principal sempre é evitar tumulto. Na hora da saída, ele é quase garantido. Tenha muita paciência e combine com seu filho com antecedência: vão sair antes do bis, ou vão ficar por mais 30-40 minutos após o show acabar para sair quando o lugar já estiver mais vazio?

5- Identifique sua posição

Procure as saídas de emergência mais próximas e os postos de segurança e médico.

6- Em festivais

Em casos como o do Rock in Rio, o ideal é combinar com seus filhos um horário para assistir as apresentações ou shows específicos. É complicado passar o dia inteiro embaixo do sol e com uma estrutura que pode não ser a mais confortável para quem é muito novinho. Aqui entra seu poder de negociação.

Do mais: divirta-se!

Kate Middleton tem hiperêmese gravídica. Você sabe o que é isso?

Lilis Sobral
há um mês7.8k visualizações

Condição, que não é comum, causa enjoos severos, desidratação e desnutrição da mãe

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Kate Middleton tem hiperêmese gravídica. Você sabe o que é isso?

Quando anunciou que Kate Middleton e o príncipe William vão ter mais um bebê real, o Kensington Palace, residência oficial da família, disse que a Duquesa de Cambridge está sofrendo de “hyperemesis gravidarum” (em português, hiperêmese gravídica).

O anúncio, aliás, falou muito mais sobre a saúde de Kate do que sobre a chegada de um novo filho ou filha. O palácio disse que a mamãe real precisou cancelar compromissos para receber cuidados e descansar em casa. Disse também que a condição esteve presente nas outras duas gestações, quando Kate esperava por George e Charlotte.

Mas você sabe o que significa a tal da hiperêmese? O palácio resumiu no comunicado:

“É uma versão muito aguda do enjoo matinal, que requer hidratação extra, medicamentos e nutrientes”.

Mas vamos mais fundo nisso:

Todo mundo tem?
Não. O enjoo matinal é muito comum, afeta quase todas as mulheres durante as primeiras semanas de gravidez. A condição mais severa, porém, atinge cerca de 1% das mulheres.

As gestantes com a condição sofrem com vômito mais constante e severo. Essa é a principal diferença entre o que seria um nível normal de desconforto e enjoo matinal e uma condição que exige cuidados médicos. Os sinais costumam aparecer entre a quarta e sexta semanas de gestação, com ápice entre a nona e décima terceira.

Pode afetar o bebê?
Se não for tratada de maneira apropriada, infelizmente sim. Isso acontece porque o corpo da mãe não consegue se manter forte e nutrido o suficiente nem para suas funções convencionais de antes da gravidez. Quando ele está trabalhando por dois, a necessidade de vitaminas e hidratação aumenta. A hiperêmese pode dificultar o ganho de peso do bebê, o que afeta diretamente seu desenvolvimento. Com o cuidado médico apropriado, porém, o tratamento é bastante eficiente.

Como controlar?
Como o próprio palácio disse, a hidratação é ponto central do tratamento. Com enjoo matinal mais forte e um aumento nos episódios de vômito, aumenta muito a chance de desidratação da mãe.

A suplementação com vitaminas também é bastante recomendada, mas só o médico poderá orientar sobre como dosar esse complemento. Os medicamentos entram apenas em casos mais graves.

Precisa mudar a dieta?

Sim e essa é uma parte muito importante do tratamento. Primeiro porque é preciso dar ao corpo as vitaminas e nutrientes que ele próprio está expelindo. Segundo porque é importante priorizar alimentos que não machuquem o estômago, o que poderia aumentar a frequência e intensidade dos enjoos.

Dicas práticas
O repouso total nem sempre é recomendado ou possível. Nestes casos, é importante que a gestante esteja preparada para lidar com os sintomas.

A organização inglesa Pregnancy Sickness Support sugere ter algo para comer sempre por perto. Como a náusea pode te impedir de se alimentar de maneira regrada, existe uma chance de a fome chegar forte demais e de repente.

Eles também avisam que, às vezes, a gestante pode vomitar sem ter muitos sinais antes, como sentir náusea. Sem ter tempo de procurar um banheiro, isso vai fazer com que você precise ter na bolsa algumas coisas para emergências, como toalhas pequenas, lenços umedecidos e sacos como os oferecidos nos aviões.

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lilis.sobral
Jornalista que gosta de escrever textos como conversa na mesa de um bar.