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Não invista em uma aplicação desconhecida antes de fazer estas 8 perguntas

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Veja o que perguntar para escapar dos investimentos furados que algumas instituições podem oferecer

Não invista em uma aplicação desconhecida antes de fazer estas 8 perguntas

(Imagem: Pexels)

Tem alternativa de investimento que é mesmo muito tentadora. Em grandes instituições financeiras, quase todo mundo já ouviu promessas de que, com alguns reais por mês, dá para juntar uma grana interessante, concorrer a prêmios e coisas do tipo.

Pode ter muita coisa boa sendo oferecida sim, mas também tem muita armadilha. Alguém que não tem experiência com aplicações financeiras, porém, não sabe nem bem o que checar para descobrir em qual caso cada oferta se encaixa.

Para resolver esse problema, segue um roteiro básico com perguntas simples mais fundamentais para avaliar se uma aplicação vale mesmo apenas ou se é cilada.

1- Tem taxa de carregamento, administração ou custódia?

Muitos investimentos cobram um percentual sobre o valor aplicado para remunerar essas tarefas feitas pelo banco ou corretora. Em geral, nas grandes instituições financeiras os percentuais são mais altos e as cobranças podem se sobrepor.

2- Tem taxa de saída?

Alguns investimentos, geralmente planos de previdência, podem cobrar um percentual no caso de saída ou portabilidade. Pergunte se é o caso do que está sendo oferecido.

3 - Qual é a liquidez dessa aplicação?

Explicando de maneira mais simples, liquidez é o prazo em que o investimento pode ser retirado com algum rendimento. Na poupança, por exemplo, é preciso esperar o aniversário de um mês para a grana render, mas o saque pode ser feito a qualquer momento quase que instantaneamente. Tente saber se existe um prazo mínimo obrigatório para seu investimento e qual a facilidade de realizar o saque.

4- E quanto perco se sair antes do prazo?

Emergências acontecem e é preciso entender qual o percentual do rendimento de uma aplicação você receberá caso precise sacar o dinheiro antes do vencimento pré-determinado (quando for permitido fazer isso).

5- Qual é o percentual do CDI que esta opção rende?

Em muitas aplicações de renda fixa, a remuneração é calculada com base nessa taxa. Se o banco te oferecer um investimento que renda x%, pergunte quanto isso equivale em relação ao CDI (aplicável para a maior parte dos casos). Isso pode facilitar a comparação na hora da escolha. Um exemplo: grandes bancos costumam oferecer CDBs (Certificado de Depósito Bancário) que rendem até 90% do CDI, quando os bancos de menor porte, via corretoras de valores, tem opções de 100% do CDI para cima.

6- Qual é o imposto que incide sobre esse investimento?

As opções de investimentos isentos são inúmeras, mas não são todas. É preciso saber se há imposto e como ele é aplicado para avaliar se aquele investimento vale a pena.

7- Existe alguma garantia para esse investimento?

Produtos simples de grandes bancos muito provavelmente não terão alto risco. Ainda assim, é importante perguntar. Também vale lembrar que muitas aplicações no Brasil são garantidas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Procure saber se é o caso da oferecida e quais são os limites de valores seguros.

8- Como vem sendo a rentabilidade desse produto?

Uma das primeiras regras de todo bom investidor é lembrar que rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Mas que dá uma boa dica, isso dá. Então exija dados sobre o desempenho do produto de investimento oferecido antes de colocar dinheiro nele.