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Os 10 mandamentos do bom investidor

Lilis Sobral
há 2 meses1.5k visualizações

Entenda o que todo entusiasta do mercado financeiro precisa fazer antes de começar a investir para ter sucesso.

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Os 10 mandamentos do bom investidor

Reprodução / B3  

Estilo, nível de conhecimento, objetivo e um monte de outros detalhes diferenciam um investidor do outro. Mas existem alguns pontos que, independente de tudo isso, servem de base de quem quer entrar nesse mundo do mercado financeiro com o pé direito - e ficar nele. Conheça:

1) Trace um objetivo

Tanto para escolher bem suas aplicações, quanto para manter a motivação na hora de investir, é importante ter bem claro o porquê da sua poupança. Pode ser aposentadoria, a compra de um imóvel, de um carro ou uma grande viagem. Não importa. Tenha claro as razões do seu investimento para escolher os prazos e alternativas que melhor se adequem aos seus sonhos.

2) Conheça (e respeite) seu perfil
Existem investimentos bem seguros, em geral de renda fixa, que têm remunerações boas, mas não que não são as maiores. Também tem a renda variável, que no caso das ações, por exemplo, exige uma dose de sangue frio, mas pode dar rendimentos ainda melhores.

Para escolher como e no que aplicar é preciso entender qual é seu perfil. Você vai conseguir ver suas ações caírem 50% num ano e manter o dinheiro lá mesmo assim? Ou prefere ganhar menos, mas sem passar sufoco? Fazer este exercício é fundamental para determinar onde você vai aplicar. Também é importante variar seus investimentos e definir seu estilo ajuda a distribuir os percentuais entre diversos tipos de aplicação.

3) Procure uma corretora parceira
O banco no qual você tem conta corrente provavelmente já oferece a possibilidade de investir em títulos de renda fixa, por exemplo. Porém, como são instituições grandes, nem sempre oferecem as melhores taxas. Escolha uma corretora de valores para chamar de sua.

Para isso, veja quais são as taxas que cada uma cobra em cada tipo de investimento. Também busque escrever um e-mail perguntando se a instituição tem consultores financeiros que possam tirar suas dúvidas no meio do caminho. Algumas oferecem até cursos gratuitos de finanças, presenciais ou pela internet!

Uma vez que escolheu a instituição, dê uma olhada nesta ferramenta do Banco Central, pesquisando pelo nome. Aqui, você tem a garantia de que está tudo certo com a escolhida.

4) Comprometa-se
Investir em renda fixa ou variável não exige um valor mínimo mensal obrigatório. Assim, vale a pena se organizar e se comprometer pessoalmente com uma rotina de investimento (que pode aumentar em tempos de bonança).

5) Estude
Procure material bem escrito de corretoras de valores para entender o que cada investimento significa. Sabia que a B3, a nossa bolsa de valores, oferece cursos presenciais e online para todos os níveis de conhecimento? Boa parte é paga, mas também aparecem algumas opções gratuitas eventualmente. O departamento de educação também pode te ajudar a agendar uma visitar para conhecer a bolsa por dentro. A CVM, que é a instituição que fiscaliza o mercado financeiro, também tem vários cursos gratuitos que valem a pena.

6) Acompanhe o noticiário
Especialmente se você quer aplicar em ações de grandes empresas. É preciso saber o que está acontecendo com estas firmas, já que comprar papéis delas significa que você vira um pequeno sócio.

7) Acompanhe sua carteira
Faça uma tabela com todos os seus investimentos onde tiver mais facilidade: vale de excel a caderninho. Anote ali quanto aplicou e quando. Marque uma data para, a cada dois meses (mais ou menos, você escolhe), ver quanto cada aplicação rendeu ou perdeu no período. Isso ajuda na hora de definir novos aportes.

8) Livre-se das dívidas

Dívidas têm juros. Em geral, o melhor investimento é livrar-se delas. Além disso, é importante encerrar essa obrigação financeira antes de comprometer o dinheiro de outra forma.

9) Faça uma reserva de emergência
Escolha uma aplicação segura, que seja fácil de acessar em casos de emergência, aplique e não mexa ali! Não considere esse valor como parte de sua carteira de investimentos, pois o objetivo desse montante é te tirar de algum sufoco, e não maximizar ganhos.

10) Não converse muito

Isso mesmo! Quando começamos a investir, é normal ter o impulso de sair contando para todo mundo e bater papo sobre isso na mesa do bar com outros investidores apaixonados. O problema é que o que funciona para uma pessoa, nem sempre funciona para outra. Você e seus amigos provavelmente têm objetivos, corretoras, aplicações e perfis diferentes. Falar sobre investimentos pode te assustar e forçar movimentos que não necessariamente sejam bons para você.

5 investimentos de renda fixa para complementar a previdência

Lilis Sobral
há 2 meses376 visualizações

Se nos últimos dias você passou pelo menos dez minutos consumindo notícias, provavelmente sabe que está em debate no Brasil uma tal de reforma da previdência. 

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Diante da necessidade de corte de gastos, o tema virou uma das bandeiras do governo.

5 investimentos de renda fixa para complementar a previdência

Crédito: Flickr / Tax Credits

Se você ainda não se enquadra no grupo que tem direito adquirido (ou seja, já pode se aposentar), provavelmente algumas coisas vão mudar no seu tempo de contribuição mínimo.

Salve-se quem puder
Diante das dúvidas que o atual cenário apresenta, muita gente começa a recorrer a investimentos que possam complementar a previdência social.

O reflexo natural é buscar um plano de previdência privada. O problema é que esse modelo não é o mais flexível, já que na maior parte dos casos, os planos determinam aportes mínimos mensais. Além disso, as altas taxas de administração, manutenção e até de saída (um valor que você paga ao retirar o investimento) podem comer uma parte bastante relevante do seu lucro.

Com a dificuldade de entender por onde começar a buscar alternativas ou com o medo da sopa de letrinhas que é o mundo dos investimentos, muita gente acaba optando por estes planos pela facilidade. Assim, é possível que você acabe perdendo oportunidades de ganhar rendimentos maiores ou de investir de acordo com suas possibilidades mensais, sem uma obrigação de aporte mínimos.

Mas por onde começar? Conhecendo suas opções.

O mundo dos investimentos tem assunto infinito e pode ser bastante complexo em alguns pontos. Mas algumas aplicações demandam um conhecimento mais básico e se tornam um bom ponto de partida. As de renda fixa são bem menos assustadoras do que as de renda variável, por exemplo. Não é preciso ser nenhum Lobo de Wall Street para começar a aprender.

Conheça algumas dessas alternativas:

Títulos públicos de renda fixa (Tesouro Direto)

O que é
O princípio básico dos títulos de renda fixa é que, no geral, você vai emprestar dinheiro para alguém e, em troca, vai receber juros sobre esse empréstimo. É assim que o seu dinheiro rende.

No caso específico do Tesouro, você estará emprestando dinheiro ao governo. Mas calma, vamos pensar juntos. Os títulos têm prazos de médio a longo. Lá no site do Tesouro Direto têm alguns que vencem (data do pagamento final) só em 2050! Assim, quem opta por esta aplicação tem que deixar a política de lado. Não pense que está emprestado dinheiro para o governo do partido x ou y, porque dá tempo trocar de presidente algumas várias vezes se você investir no longo prazo, ok?

Quanto rende
No que o mercado chama de “prateleira”, existem diversos títulos com rentabilidades diferentes. Quando você olhar pela primeira vez, provavelmente vai levar um susto e achar que as opções NTN-B, LFT, LTN e NTN-F (nome dos títulos) são informação demais para a cabeça. Bem, se você está começando, provavelmente são mesmo. Então, ao invés de se ater a isso, preste atenção na característica do título (pré-fixado ou pós-fixado).

No pré-fixado, você sabe desde o momento que aplica quanto seu título vai render. No pós-fixado, ele depende da variação de algum índice macroeconômico. Por exemplo, a inflação (IPCA) ou os juros básicos (Selic). Neste caso, seu título vai render o que aquele índice variou no ano + os juros determinados no dia que você comprou (está tudo escrito lá na tal da prateleira).

Também é legal observar se ele vai te pagar algum tipo de juros semestrais ou se o rendimento vai acumular e só vai chegar na data de vencimento.

Vantagens
-Pode tirar em emergências, lembrando que existe um prazo de mais ou menos dois dias uteis até ter o dinheiro na sua conta corrente. Você faz isso vendendo o seu título.

-Como você pode optar por comprar só um “pedaço” de um título, dá para investir a partir de R$ 30. Ou seja, até o troco do cafezinho pode virar investimento no final do mês.

Desvantagens
-É possível encontrar títulos privados que rendem ainda mais.

Quanto custa
Existe uma taxa de custódia de 0,30% sobre o valor dos títulos que é cobrada todo ano. Esse valor é um pagamento feito para B3 (bolsa de valores). Quando você abre conta em uma corretora para investir em um título, é preciso deixar ali um valor em dinheiro para que aconteça este desconto, já que a bolsa não pode descontar diretamente do que você aplicou.

Também é importante verificar se a corretora escolhida cobra taxa, ainda que a maioria seja gratuita.

Além disso, quando você saca seu investimento, é preciso pagar imposto (geralmente, retido na fonte pela própria corretora) sobre o rendimento. A boa notícia é que, quanto mais tempo você deixa o dinheiro investido, menor é a tributação. Atenção: se você sacar o valor em até 30 dias depois que aplicou, ainda vai pagar IOF sobre o rendimento como uma espécie de “multa”.

5 investimentos de renda fixa para complementar a previdência

CDB e LC

O que é
Emprestar dinheiro para que bancos (CDB) ou financeiras (LC) concedam créditos.

Quanto rende
Os títulos estão sempre conectados a uma taxa de referência e rendem xxx% desta taxa (o x você fica sabendo na hora de comprar o título e decide se aceita ou não).

A principal taxa de referência é o CDI (certificado de depósito interbancário), um índice que muda todo dia, mas é sempre muito parecido com a Selic (taxa básica de juros). Existem CDBs que pagam menos de 90% do CDI, mas também há opções que pagam mais de 110% do CDI.

Vantagens
-Convenhamos: se um banco quer que você empreste dinheiro, o mínimo que pode fazer em troca é pagar bem por isto, certo? Assim, os CDBs e as LCs têm ótimos rendimentos. Mas atenção: os bancos pequenos e médios pagam muito mais que os grandes bancos (aquele em que você tem sua conta corrente). Assim, vale a pena abrir uma conta em uma corretora de valores para conhecer as ofertas antes de escolher.

-Bastante seguro. Os dois títulos são garantidos por uma instituição que chama Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ou seja: se o banco ou a financeira te der um calote na data de vencimento do título (algo bastante improvável para uma instituição de médio porte), o FGC garante seu dinheiro de volta. Mas atenção: essa garantia vai até R$ 250 mil. Passou disso, você corre o risco de perder a grana. Por isto, vale a pena diversificar.

Desvantagens
-Nos bancos maiores, podem existir opções que te pagam menos juros, porém têm liquidez diária. Ou seja: todo dia rende um pouco e você pode sacar antes do vencimento. Agora, quando escolhemos um título que rende mais via corretora, provavelmente ele obedecerá ao modelo em que o saque só pode ser feito depois da data de vencimento (que em geral, demora alguns anos). Assim, é melhor pensar duas vezes antes de usar o instrumento como reserva de emergência.

Quanto custa
-Verifique se a corretora cobra taxa de custódia ou manutenção. Existem várias que não cobram nada.

-Também tem imposto sobre o rendimento, igualzinho no Tesouro Direto. O IOF, que é a “multa” para saques em menos de 30 dias, também incide aqui.

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LCI e LCA

O que é
De maneira simplificada, é emprestar dinheiro para bancos usarem em financiamentos imobiliários (LCI - letra de crédito imobiliário) ou do agronegócio (LCA - letra de crédito do agronegócio).

Quanto rende
Assim como o CDB e LC, esses títulos estão conectados há uma taxa de referência. Como eles são livres de imposto, geralmente pagam menos do que os CDBs e as LCs.

Vantagens
-Não tem imposto

-Bastante seguro. Assim como os CDBs e as LCs, tem garantia do FGC para até R$ 250 mil

Desvantagens
-Algumas opções não têm liquidez diária e só podem ser sacadas no dia do vencimento.

-Por não ter imposto, rende menos que CDB e LC. É preciso fazer continhas para ver se vale a pena.

Quanto custa
-Verifique se a corretora cobra taxa de custódia ou manutenção.

-Isento de imposto.

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lilis.sobral
Jornalista que gosta de escrever textos como conversa na mesa de um bar.