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Quer ter sucesso financeiro? Invista como uma mulher

Lilis Sobral
há 22 dias631 visualizações

Uma gestora de investimentos americana pesquisou a carteira de seus clientes e descobriu que as mulheres investem melhor que os homens.

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Quer ter sucesso financeiro? Invista como uma mulher

Imagem: Unsplash

A conclusão é da Fidelity, que percebeu que o girl power financeiro gerava retornos 0,4% superiores aos investimentos feitos por homens (o que faz toda a diferença no longo prazo).

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Mas a parte mais interessante do estudo é que a Fidelity decidiu destrinchar o que levava o time das meninas a obter retornos maiores. O resultado é que todos os investidores têm algumas boas lições para aprender com o jeitinho feminino de aplicar.

Confira as conclusões do estudo e os ensinamentos que podemos tirar delas:

Mulheres traçam um objetivo e pensam holisticamente

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A pesquisa identificou que as mulheres, geralmente, investem pensando em um objetivo específico para elas ou para suas famílias, ao invés de pensar simplesmente na performance de uma aplicação. Por conta disso, diz a pesquisa, investidoras tendem a manter suas aplicações por um prazo maior. No mercado de ações, é mais comum comprar e segurar ações por alguns anos, ao invés de apostar em operações curtas de acordo com a flutuação do mercado.

Lições:

- Trace um objetivo e escolha os investimentos mais apropriados para ele

Pode ser aposentadoria, comprar um imóvel ou colocar os filhos na faculdade, não importa. Manter em mente sua meta ajuda a ter foco e disciplina nas aplicações.

- Cuidado com o efeito manada

Quando a pesquisa fala que mulheres tendem a ficar com as ações por um prazo maior, ela trata de duas estratégias opostas do mercado financeiro: buscar boas ações para segurar ou aproveitar alta e baixa da bolsa para obter ganhos no curto prazo.

Essa segunda estratégia é muito boa para um público específico, que une conhecimento de mercado financeiro e tempo para se dedicar a isso. Quando não temos essas características, adotar a estratégia pode nos fazer incorrer num erro bastante ruim, que é o de seguir o efeito manada. Isso pode te levar a fazer operações mais arriscadas, nas quais pode perder um bom investimento simplesmente porque operou “no susto”.

Quem adota ações para o longo prazo pode tirar melhor proveito ainda se escolher papéis que pagam dividendos. Estes são uma espécie de recompensa que algumas empresas distribuem para quem topou segurar seus papéis após um certo período. Os valores são baseados nos resultados que as empresas têm e, geralmente, rendem alguns centavos por ação. É pouco se pensarmos separadamente, mas pode render uma boa graninha ao final de um prazo mais longo.

Mulheres têm menos apetite por risco

Mulheres tendem a escolher ativos mais apropriados à sua idade, pensando no espaço que tem para arriscar em termos de anos. Além disso, menos mulheres têm todas suas aplicações em renda variável, ao contrário dos homens, que não dão tanta atenção para a diversificação.

Lições:

- Idade é um fator importante

Parece uma frase estranha, mas vamos tentar entender. Uma pessoa que começa a aplicar para sua aposentadoria aos 20 anos tem mais ou menos uns 40 anos para corrigir possíveis erros. Ou seja: se lá pelos 30 anos de idade este investidor ou investidora perder tudo, ainda sobram outros 30 anos para reconstruir uma carteira. Isso dá mais espaço para aplicações com algum risco, que geralmente rendem mais. Agora quem começa a investir para a aposentadoria com 40 anos de idade tem menos espaço para corrigir possíveis erros (e acredite, eles acontecem) e maiores chances de sucesso com investimentos mais conservadores.

- Diversificar é fundamental

Às vezes os juros estão altos e isso torna a renda fixa muito mais atraente. Já em outros momentos, é a bolsa que está subindo e juros e inflação descendo (e aí as ações viram estrelas). É possível acompanhar as notícias e tentar antecipar tendências, mas no fundo, nem bola de cristal prevê o mercado financeiro. Assim, quem diversifica tem maiores chances de aproveitar oportunidades em várias frentes.

Mulheres são pacientes

A pesquisa identificou que os clientes homens da Fidelity são 35% mais suscetíveis do que as mulheres a comprar e vender ações rapidamente.

Lições:

-Investir em renda variável é ter sangue frio

Outro erro muito comum de quem investe no mercado de ações é ficar com medo de perder dinheiro ao ver uma de suas ações caindo na bolsa. Para quem investe no longo prazo, a tática pode ser ruim, já que há uma chance das aplicações se recuperarem no futuro. Assim, adotar a técnica do longo-prazo na renda variável exige calma, paciência e sangue frio para os momentos de dificuldade no mercado financeiro.

Educação estimula ação

Quer ter sucesso financeiro? Invista como uma mulher

A gestora identificou que mulheres que participam de cursos presenciais ou online de finanças pessoais tendem a não ficar só na teoria e aplicar o aprendizado na prática muito mais que os homens.

Lições:

-Invista em educação financeira

Sempre temos algo para aprender. Até porque o mercado é dinâmico e as regras e produtos mudam.

Para começar, vale olhar os cursos que a B3, a nossa bolsa de valores, oferece. Há opções pagas e gratuitas. A CVM, que é a instituição que fiscaliza o mercado financeiro, também tem vários cursos gratuitos.

A Selic caiu de novo. E seu bolso com isso?

Lilis Sobral
há um mês578 visualizações

O Banco Central fez um novo corte na taxa básica de juros, acionando uma regra que faz a poupança render menos

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A Selic caiu de novo. E seu bolso com isso?

Crédito: Agência Brasil

Na tarde de quarta-feira, dia 6 de setembro, o Copom (Comitê de Política Monetária) fez mais um corte na Selic. O grupo do Banco Central avaliou que tinha espaço para reduzir a taxa de juros em 1 ponto percentual e ela passou de 9,25% para 8,25%. A decisão foi unânime.

Na semana que vem, o grupo divulgará uma ata e poderemos saber mais detalhes sobre como chegou à conclusão de que tinha espaço para mais um corte na Selic. Por enquanto, o Copom divulgou um comunicado, justificando a medida pela inflação mais controlada, sinais de recuperação gradual na economia e cenário externo favorável.

Mas o que seu bolso tem a ver com isso, afinal? Muito, especialmente desta vez.

Poupança
O Banco Central já vem reduzindo a Selic há um tempo. Todos os anos acontecem religiosamente oito reuniões para discutir o assunto. Para se ter uma ideia, em 2017 já se foram seis delas e, em todas, a Selic caiu um pouco.

A Selic caiu de novo. E seu bolso com isso?

Mas desta vez, a queda tem um detalhe bastante importante, com efeito direto para os brasileiros. Estão lembrados quando lá em 2012 o governo federal mudou as regras para o rendimento da poupança? Pois bem. No conjunto de medidas, que vale até hoje, está previsto que quando a Selic é maior que 8,5%, a poupança tem um rendimento fixo e pré-definido, de 6,17% + TR (taxa referencial, um outro índice que serve de base para o investimento) ao ano. Ou seja: igualzinho era antes da mudança de regras.

A situação fica mais complicada quando a Selic é de 8,5% para baixo. Ou seja: como está agora. Nesse caso, a poupança paga para ao investidor 70% da Selic + TR ao ano. Traduzindo:

A Selic caiu de novo. E seu bolso com isso?

A regra vale para o dinheiro que foi aplicado a partir de 4 de maio de 2012, quando a mudança entrou em vigor.

Outros investimentos também sofrem
A questão da poupança é significativa pois a queda de ontem ativa a regra que muda a remuneração. Mas outros investimentos, que já vinham perdendo atratividade com as reduções constantes também precisam ser reavaliados.

O maior exemplo são os títulos do Tesouro que usam a Selic como base para pagamento. Nesse investimento de renda fixa, quem aplica pode escolher títulos que oferecem diversos tipos de remuneração e um deles leva a taxa básica em consideração para pagar o investidor.

Os títulos atrelados à Selic costumam ser uma opção bastante buscada para reservas de emergência, pois têm liquidez e prazos bastante variados. Com a taxa em trajetória de queda, porém, títulos que usam outros índices na base da remuneração, como o IPCA (inflação) podem ser mais vantajosos.

Selic x bancos
Falou em queda de juros e você já pensa: EBA! Hora de tomar um crédito para comprar algo que estou planejando há um tempo. Calma lá!

A Selic é sim uma das bases para bancos e financeiras definirem os juros que serão cobrados de você, consumidor. Porém, até o efeito chegar nessa ponta da cadeia, demora.

A Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) é uma instituição que faz a conta para mostrar como nosso bolso continua sofrendo com juros altos, mesmo diante da Selic em queda. Eles liberam todo mês uma pesquisa. A mais recente é de julho e, embora não reflita o último corte promovido pelo Copom, já dá uma boa ideia da demora que é para as decisões baterem em nossos bancos.

A Selic caiu de novo. E seu bolso com isso?

Viu? Não faz nem cócegas...

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lilis.sobral
Jornalista que gosta de escrever textos como conversa na mesa de um bar.