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Pesquisa revela países mais e menos democráticos em 2017

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Unidade de pesquisa da The Economist mostra que o mundo ficou menos democrático no ano passado

Pesquisa revela países mais e menos democráticos em 2017

(Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A The Economist Intelligence Unit, unidade de pesquisas da prestigiada revista inglesa The Economist, publica todos os anos um índice que mede a democracia em 165 países e dois territórios independentes. O estudo é um ótimo termômetro para ver como vamos avançando (ou retrocedendo) numa questão que parece tão básica no mundo moderno.

Mais uma vez, a Noruega ficou em primeiro lugar no ranking que sai desse estudo, divulgado nesta quarta-feira, 31 de janeiro, pelo instituto. Lá embaixo, na outra ponta, ficou a fechada e misteriosa Coreia do Norte. Nenhum país, porém, marcou o máximo de dez pontos, como mostram as tabelas:

Pesquisa revela países mais e menos democráticos em 2017

Para chegar aos resultados, a pesquisa considerou os seguintes critérios: processo eleitoral e pluralismo, liberdades civis, funcionamento dos governos, participação política e cultura política.

O resultado geral traz um alerta importante: o mundo ficou menos democrático no ano passado. A média global passou de 5,52 em 2016 (que já era bem ruim) para 5,48 no ano passado. Isso aconteceu com 89 países vendo suas pontuações diminuírem, o que levou o total global também para baixo.

O que sobra na Noruega...

Pesquisa revela países mais e menos democráticos em 2017

(Fortaleza de Akershus, em Oslo, Noruega. Imagem: Wikipedia)

O primeiro lugar pode não ser uma surpresa, mas sempre traz importantes lições. Segundo a pesquisa, a Noruega ocupou a primeira posição principalmente por ter um processo eleitoral estruturado e transparente e alta participação política da sociedade. Nesses dois quesitos, o país marcou nota máxima, de 10 pontos.

...falta na Coreia do Norte

O país menos democrático do mundo é cercado de mistérios. A economia norte-coreana é uma das mais fechadas do globo, a população sofre com a falta de acesso à informação e o país vive em meio à inconstância e incerteza de uma guerra com seus vizinhos asiáticos Japão e Coreia do Sul (e agora até contra os Estados Unidos). Não poderia dar outra.

E o Brasil com isso?

Não estamos entre os piores, mas em ano de eleições, os números tampouco são animadores. O Brasil marcou 6,86 pontos, figurando em 49ª no ranking global.

O que nos salva é o estruturado processo eleitoral, critério no qual marcamos 9,58 pontos (num máximo de 10). Na outra ponta, a cultura política (5 pontos) e o funcionamento dos governos (5,36 pontos) puxam a média total para baixo.

Sobre o país, a pesquisa ainda traz mais um alerta. O Brasil, diz a The Economist, precisa melhorar e muito no que diz respeito à liberdade de imprensa. O relatório conta que jornalistas brasileiros sofrem com ameaças de morte e que, diante da impunidade, praticam autocensura. Para o instituto de pesquisas, direito de falar e reportar com segurança é o primeiro passo para a construção de uma democracia consistente.

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