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Quer ter um pet? Prepare o bolso

Yazar

Ter um animal de estimação exige planejamento financeiro de longo prazo

Quer ter um pet? Prepare o bolso

Imagem: Pexels

Quem gosta de animais sabe: morar com um bichinho de estimação é uma fonte de felicidade imensa. Nada como ver um peludo abanando o rabo quando chegamos em casa depois de um dia difícil, ou ganhar aquele tão sonhado ronronar de um gatinho.

Mas cuidar e dar qualidade de vida para os bichinhos não é nem um pouco barato. Por isso, para todo amor não virar dor de cabeça, preparar o bolso é fundamental.

A boa notícia é que bastante gente parece já entender esse recado. Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 23 de outubro, mostrou que 60% dos pet lovers entrevistados se preparam financeiramente para receber mais morador em casa.

Porém, os dados copilados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram também o tamanho do problema de não fazer essa preparação. Segundo a pesquisa, 14% dos entrevistados ficaram com o nome sujo por conta de gastos com seus bichinhos.

Quanto custa?

Os gastos, é claro, variam muito de acordo com o estilo de vida que o animal pode ter. Existem rações de diversos tipos, brinquedos dos mais simples aos mais modernos, e serviços como banho que podem ser pagos ou feitos por você em casa.

Mas para ter uma ideia de quanto isso pode pesar no bolso, vale olhar essa pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Segundo os dados, famílias de classes B e C (de 10 a 20 salários mínimos, e de quatro a 10 salários mínimos, respectivamente) costumam gastar cerca de 3,2% a 7% da renda mensal com cães, e 1,3% a 2,8% dos ingressos com gatos todos os meses.

Vale ressaltar que a pesquisa considerou produtos “standard”, ou seja, nem os mais simples, nem os top de linhas. Também é importante ressaltar que os gastos com as mesmas compras ocupariam um percentual maior da renda de famílias de classes mais baixas.

Como me preparo?

O primeiro passo é revisitar suas finanças e tentar fazer um diagnóstico completo de sua renda e gastos. Se mais de uma pessoa na casa for responsável pelo bichinho, é importante fazer isso com todas.

Após analisar sua situação financeira atual, é hora de tentar entender quão pesado ficaria no orçamento incluir mais esse gasto. Usando a pesquisa da Abinpet como base, vale extrapolar os dados e considerar que seu bichinho poderia custar até 10% da sua renda mensal. Reforçando: é uma conta para cima. Mas isso pode evitar dor de cabeça e surpresas.

Voltando agora para a primeira pesquisa, a do SPC e CNDL, outro dado interessante é que 73% dos entrevistados já tiveram gastos imprevistos com seus bichinhos, especialmente com doenças. A conta do veterinário é sempre cara e mais ainda em emergências.

Por isso, vale fazer um exercício. Seis meses antes de levar um animal de estimação para casa, separe mensalmente 10% da sua renda, que é o que gastaria com o novo companheiro, e coloque em um investimento de baixo risco e alta liquidez. Pode ser até a poupança.

Esse exercício vai servir para duas coisas: 1) testar se você consegue comprometer essa parcela mensal. 2) criar uma reserva para ser gasta com emergências com o próprio bichinho.

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Dá para economizar?

Existem serviços hoje em dia que podem ajudar muito na hora de diminuir os gastos. Um exemplo é o aplicativo Dog Hero, pelo qual você procura anfitriões que possam cuidar de seus animais durante uma viagem por um valor mais baixo que de um hotelzinho.

Também existem serviços de compra de ração por assinatura e até convênio médico para animais.

Estude estas alternativas que podem fazer sentido em alguns casos para economizar dinheiro e ser feliz com seu pet.