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Como se livrar do efeito sanfona - de um jeito saudável

Lilis Sobral
há 2 meses3.8k visualizações

Devagar e sempre, é possível cuidar do corpo e manter as conquistas

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Como se livrar do efeito sanfona - de um jeito saudável

Flickr / franchise opportunities

Se tem uma expressão que quem vive de dieta conhece, esta é “brigar com a balança”. As idas e vindas do peso se transformam, até no nome, numa batalha. Mas não precisa ser assim.

Com um pouco de paciência – e muito amor ao corpo – dá para identificar o que está causando em você o tal do efeito sanfona e minimizar bastante – ou até eliminar – o espaço que ele tem na sua vida.

Escolha uma dieta sustentável
Sabe aquela história de que o que vem fácil, vai fácil? Pois é. O método escolhido para emagrecer tem tudo a ver com o por quanto tempo você vai conseguir manter um peso saudável.

Uma dieta bastante restritiva com certeza vai eliminar quilos extras mais rapidamente. Porém, será muito mais difícil de manter e, ao final, existe uma grande chance das tais “recaídas” ficarem mais frequentes e você voltar ao peso antigo.

Considere fazer reeducação alimentar ao invés de dieta. De preferência, com um nutricionista ou outro tipo de apoio profissional por perto, como os grupos de apoio especializados. Talvez você precise de alguns meses a mais para alcançar seu objetivo, mas aprender a comer de maneira saudável, sem exageros e sem passar vontades, é um ensinamento mais fácil de levar para a vida inteira.

Pratique exercícios
Sim, é aquela velha história. Mas a questão é que muita gente pega pesado na atividade durante o processo de emagrecimento e, uma vez atingido o peso almejado, larga de vez a prática esportiva.

Ao invés disso, procure um exercício que você realmente se identifique e comprometa-se com um objetivo real de frequência para manter esse hábito para o resto da vida (e não só pela dieta).

Considere fazer musculação

Puxar ferro ajuda a diminuir o efeito sanfona. Isso porque a musculação acelera o processo de substituição da gordura pela massa magra (músculos) no corpo. Mas atenção: quem investe na musculação vê o número da balança aumentar bastante (porque músculo é pesado), ainda que as medidas fiquem menores. Então se optar por investir no exercício, não caia no erro de depositar sua atenção apenas nos quilos.

Escolha um objetivo possível
Ser saudável é ser realista. Para definir o tal do “peso ideal” não podemos nos basear nas musas fit do Instagram, modelos ou atrizes. A rotina (e, provavelmente, o metabolismo) destas mulheres tem particularidades e características que certamente são diferentes das suas. Tudo isso, com o perdão do trocadilho, deve ser pesado na balança. Trace uma meta que seja realmente possível, respeitando seu estilo de vida, altura e saúde.

Visite seu médico

Se você está com alimentação em dia e conseguiu dizer não ao sedentarismo, mas, mesmo assim, o peso não acompanha seu novo estilo de vida, algo mais profundo pode estar acontecendo. Várias doenças e síndromes, como o hiper e hipotireoidismo, por exemplo, podem mexer com nosso corpo e nos levar a engordar ou emagrecer muito, independente dos hábitos saudáveis. Se é seu caso, procure um médico e mantenha as consultas em dia.

Entenda como os carboidratos podem ser aliados no emagrecimento

Lilis Sobral
há 2 meses4.4k visualizações

Tidos como vilões em dietas restritivas, os carboidratos podem ajudar no processo de perda de peso de quem adota a reeducação alimentar

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Entenda como os carboidratos podem ser aliados no emagrecimento

Uma onda de dietas que eliminam de vez o carboidrato do cardápio se popularizou nos últimos anos. A questão é que tirar completamente o macronutriente do dia a dia pode não funcionar para todo mundo, especialmente para pessoas que têm trabalhos que demandam mais energia ou força física.

Além disso, apesar do emagrecimento à base de proteínas ser mais rápido, ele é mais difícil de manter no longo prazo e pode não se sustentar, abrindo espaço para o famoso efeito sanfona.

A boa notícia é que os carboidratos têm vez – e um papel importante – nas dietas que se baseiam em reeducação alimentar (a famosa alimentação balanceada). Entenda porque:

Carboidratos não são calóricos
Para começar, é importante dizer que existe uma falsa ideia de que carboidratos são mais calóricos do que as proteínas e, por isso, engordam.

Não é verdade. Os dois macronutrientes têm exatamente o mesmo valor calórico: 4 calorias por grama.

A questão é que eles têm funções diferentes no corpo humano (já vamos falar sobre elas) e, por isto, a quantidade que consumimos de cada um deve ser adequada à rotina, ao estilo de vida e à atividade física praticada.

Cuidado com a escolha

Infelizmente, conseguir emagrecer comendo um prato de macarronada por dia, ou pãozinho francês toda manhã não é algo muito provável.

Por outro lado, incluir opções como massa integral e cereais em pequenas porções pode fazer muito bem para o organismo. Essa é a diferença entre carboidratos complexos e simples.

Os carboidratos simples oferecem muita energia rapidamente, mas ela fácil vem e fácil vai. O açúcar destes alimentos segue diretamente para o sangue e eles não fornecem a nutrição que seu corpo precisa e merece. Nessa categoria estão aquelas comidas que devem ser evitadas, como doces à base de açúcar refinado ou massas brancas.

Já os carboidratos complexos vão liberando o açúcar no corpo aos poucos. São mais amigáveis ao processo de digestão, regulam as doses de energia e são também nutritivos. Por conta disso tudo, também ajudam a eliminar aquela vontade constante de doces que algumas pessoas sentem. Aqui estão os produtos integrais e alimentos naturais como a batata doce.

Open bar de fibras
As fibras são fundamentais para o bom funcionamento do aparelho digestivo. Sem fibras, o intestino fica preguiçoso e o inchaço pode ser facilmente confundido com ganho de peso.

Aveia e grãos, por exemplo, são ótimas fontes de fibra que complementam a alimentação e ajudam a manter o intestino em dia.

São fonte de energia

Parte importante do processo emagrecimento são os exercícios, especialmente aeróbicos. Enquanto as proteínas ajudam a construir músculos e aumentar sua massa magra, elas não são o melhor combustível para quem pega pesado nos exercícios que fazem suar.

Experimente fazer 30 minutos de corrida, em ritmo de moderado a alto, só à base de ovos mexidos. O resultado provavelmente incluirá fraqueza ou dores de cabeça. Porém, consumir carboidratos complexos vai te dar energia para desbravar cada vez mais quilômetros.

Também tem carboidratos com dupla função para estes casos. A banana, por exemplo, contém muito potássio que ajuda a prevenir câimbras.

O tal do glúten
Existe muita discussão sobre o glúten fazer mal ou não para pessoas que não são celíacas (alérgicas de fato ao danado). Virou moda eliminar a proteína (sim, o glúten é uma proteína presente em alguns carboidratos) da dieta indiscriminadamente.

Realmente pode ter gente com alguma sensibilidade ao glúten que, mesmo sem ser celíaco, sente sintomas como inchaço ao consumir o componente em grande quantidade. Algumas medidas para ajudar a diminuir esse efeito, como o consumo regular de chás naturalmente diuréticos, bastante água para hidratar e consumo moderado, podem ser a solução para evitar medidas drásticas como cortar completamente o glúten da dieta.

Mas se esta for mesmo sua opção (ou necessidade), vale lembrar que tem uma série de carboidratos sem a proteína que podem fornecer energia para encarar desde um exercício pesado até o dia a dia no trabalho. Ex: mandioca, batata doce e tapioca. 

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lilis.sobral
Jornalista que gosta de escrever textos como conversa na mesa de um bar.