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Tudo o que você precisa saber sobre a acne da mulher adulta

Lilis Sobral
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Lilis Sobral

Se você achou que fosse se livrar das espinhas quando a adolescência acabasse, ou comemorou ter passado por essa fase livre do pesadelo, trago más notícias.

Tudo o que você precisa saber sobre a acne da mulher adulta

Imagem: Pexels

Muitas mulheres precisam encarar um problema batizado de “acne da mulher adulta”. Ela costuma aparecer entre os 25 e 30 anos, mas pode durar por muito tempo. Está atrelada a fatores hormonais e é bem diferente daquela espinha adolescente (mas tão chata quanto).

Entender e conhecer as especificidades desta questão podem te ajudar a fazer as pazes com seu rosto, seus hormônios, e escolher o melhor tratamento. Aqui estão algumas coisas que você precisa saber para encarar as temidas espinhas de frente:

De onde ela vem

A espinha da mulher adulta tem origem hormonal. Às vezes por um desequilíbrio, às vezes apenas por uma tendência mesmo. Elas não têm relação nenhuma com a espinha da adolescência. Assim, o fato de você ter sofrido ou não com as marquinhas quando mais jovem não é determinante para saber se a acne da mulher adulta vai te afetar. Outros fatores, como alimentação, cigarro e oleosidade da pele podem aumentar o problema.

Como ela é

Este tipo de espinha costuma se concentrar na região inferior do rosto, especialmente no queixo da mulher. A zona pode apresentar bastante vermelhidão e espinhas internas, o que acaba causando um pouco de dor em alguns casos. A espinha da adolescência não se concentra apenas nessa região, tomando conta da chamada zona T e bochechas.

Tem relação com a menstruação?

Pode ter sim. Como a liberação de hormônios varia de acordo com o período do ciclo, é muito comum notar um aumento das espinhas em algumas fases dele. Uma ideia é começar a usar aplicativos que monitoram a menstruação para tentar estabelecer um padrão. O Clue, por exemplo, permite que você anote o estado da pele a cada dia. Assim fica mais fácil de começar a tratar a região antes das primeiras espinhas aparecerem para minimizar o problema.

Anticoncepcional resolve?

Muitos médicos sugerem o uso de anticoncepcionais para minimizar o problema. Porém, a questão acaba sendo controlada com a carga de hormônio da pílula, mas não é tratada de fato. Sem contar que a pele pode sinalizar problemas de saúde mais relevantes, que o anticoncepcional pode mascarar. A decisão é pessoal, mas, para quem já usa outros métodos contraceptivos, é melhor pensar duas vezes se vale a pena tomar o anticoncepcional, que mexe com todo o corpo, só para tratar espinhas.

Como é o tratamento?

O dermatologista pode optar por tratamentos tópicos (aplicados diretamente na pele) ou, em casos mais severos, adotar medicação via oral. Os tratamentos tópicos podem incluir diversos tipos de ácidos que secam as espinhas e funcionam como antibióticos. Geralmente são remédios fortes, que só podem ser utilizados com receita médica. Também é importante evitar o sol, pois os ácidos podem manchar a pele, e reforçar o protetor solar no período do tratamento.

Limpeza de pele

A técnica também pode complementar o tratamento. Mas atenção: se a acne estiver severa e a pele muito sensível, o médico precisa autorizar a limpeza para evitar cicatrizes.

Hidratar é preciso

Especialmente se você estiver fazendo tratamento com ácido, a pele tende a perder a hidratação natural e nutrientes fundamentais. Por isso, é importante usar um hidratante específico para seu tipo de pele.

Tratamentos naturais

Vários tratamentos naturais podem complementar o tratamento médico. Para as meninas mais pacientes, podem inclusive substituir. O mais eficiente é a limpeza com óleo de melaleuca (tea tree) diluído, que pode ser aplicado com um algodão sobre o rosto (como se fosse um tônico). O óleo tem um alto potencial anti-inflamatório, que além de tratar as espinhas que já estão por ali, retarda o surgimento de novas.