BELEZA

Tudo o que você precisa saber sobre low e no poo

Lilis Sobral
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Lilis Sobral

Técnicas ajudam a reduzir a química na hora de lavar os cabelos. 

Tudo o que você precisa saber sobre low e no poo

Lavar os cabelos deveria ser uma atividade simples e natural. Para muitas meninas, porém, acaba virando um grande evento – e não por bons motivos.

Tem gente que acorda mais cedo para isso, não pode sair de casa sem bater um secador, passa diversos produtos e, ainda assim, não consegue ficar feliz com o visual dos fios.

A questão é a seguinte: produtos capilares são como uma maquiagem. Todos aqueles ingredientes vão mudando a estrutura do cabelo e fazendo ele parecer saudável, mas nem sempre tratam o fio de fato. Por isto que às vezes é tão difícil alcançar um resultado natural que nos agrade.

Duas técnicas de lavagem capilar pretendem ajudar as adeptas a, pouco a pouco, facilitar esse ritual e alcançar cabelos mais naturais. O “no poo” e o “low poo” parecem, no começo, tão complicados quanto os nomes. Mas quem pega o jeito e passa do famigerado período de transição, espalha a palavra das técnicas por aí.

Interessou? Segue um guia básico para aprender mais e inspirar.

O que é
“Poo” é a abreviação de shampoo.

Low poo é a técnica que usa shampoos mais suaves, sem a presença de alguns elementos químicos que estão proibidos, já que estes deixam resíduos que os produtos leves não têm como retirar dos fios a cada limpeza.

No poo é a técnica mais profunda que proíbe o uso de shampoos. A limpeza, neste caso, fica por conta de receitas naturais ou do tal do co-wash (calma, já vamos falar dele).

Muda a estrutura do cabelo?

Na verdade, é exatamente o contrário. Com menos química, o cabelo tende a voltar à sua estrutura original.

Uma pessoa que é naturalmente cacheada, mas vivia usando produtos para alisar as madeixas, vai ver os caracóis voltando pouco a pouco com o tempo. O mesmo acontece vice e versa. Aceitar o cabelo que a natureza nos deu é ponto fundamental para ser feliz com menos química.

Limpando sem shampoo
A técnica do co-wash é bastante difundida entre as adeptas do no poo. Nela, a ideia é lavar o cabelo apenas com condicionador, promovendo uma limpeza ainda mais suave que com os shampoos leves.

Outra sugestão é usar receitas naturais. O bicarbonato de sódio diluído em água é a mais famosa delas. Mas é preciso tomar cuidado, já que a substância pode ressacar os fios. Uma dica é começar usando uma vez a cada 15 dias e ver como o cabelo se adapta. Também é fundamental combinar com uma receita caseira de hidratação. Outra mistura famosa para isto é diluir vinagre de maçã em água (não, o cabelo não fica com cheiro “azedo” se a mistura estiver bem diluída) e usar apenas no comprimento.

Transição
É preciso ter muita paciência até o cabelo se acostumar com as novas técnicas.

Não existe um período pré-definido para isso. Mas é um raciocínio simples: quem vive à base de progressiva, tintura ou permanente, vai demorar mais para se adaptar.

A tesoura pode ser a melhor amiga nesta fase. Um bom corte para tirar o máximo possível de química ajuda bastante a não desanimar com a adaptação.

Elementos proibidos
Existem alguns componentes que, no longo prazo, são os mais prejudiciais para o cabelo. Além disso, eles vão deixando resíduos por ali, que se acumulam, mudam a estrutura dos fios e deixam eles pesados. O ponto central das técnicas é escolher produtos que não tenham nada disso na composição:

-Sulfatos

-Derivados do petróleo (óleo mineral, parafina, vaselina e petrolato)

- Silicones insolúveis

Se os produtos são o “alimento do cabelo”, quanto mais atenção prestamos na composição, mais saudável fica a cabeleira.

Quem pode fazer
Todo mundo!

A técnica ficou muito famosa entre cacheadas e crespas, já que com o tempo o cabelo vai retomando seu formato natural e ganhando mais hidratação. Mas a opção também pode ser muito boa para mulheres de cabelo liso ou oleoso, já que o corpo, com o tempo, vai entender que não precisa se defender tanto dos produtos químicos e a oleosidade tente a se equilibrar.