ECONOMIA

Por que a poupança vale cada vez menos a pena?

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Mitos ainda impedem investidores de abandonar a opção que não supera nem a inflação

Por que a poupança vale cada vez menos a pena?

(Imagem: Facebook Casa da Moeda)

Antes apontada como uma das únicas alternativas para investidores mais conservadores, a poupança vem perdendo atratividade ano a ano no Brasil.

A remuneração, que já não era lá essas coisas, agora está limitada inclusive por regras que fazem com que seja difícil conseguir sequer a reposição da inflação com esse investimento.

Esse cenário ficou ainda mais evidente em setembro de 2017, quando o Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, fez mais um corte na Selic, que passou de 9,25% para 8,25%. Com a decisão, foi acionada uma regra que reduz o ganho da poupança.

Funciona assim: desde 2012, quando a Selic é maior que 8,5%, a poupança tem um rendimento fixo e pré-definido, de 6,17% + TR (taxa referencial) ao ano. Mas quando é de 8,5% para baixo, a poupança paga para ao investidor 70% da Selic + TR ao ano, reduzindo bastante o rendimento.

É claro que é importante reconhecer o papel que a poupança teve especialmente na educação financeira do brasileiro, mas com opções tão ou mais seguras de renda fixa disponíveis no mercado, escolher essa aplicação já não faz sentido.

Mas o que ainda impede os poupadores de migrarem para outras aplicações de renda fixa? Alguns mitos cercam a poupança e vale a pena derrubá-los:

1) É o investimento mais seguro de todos

Existem várias outras opções de renda fixa que são tão ou mais seguras que a poupança. O Tesouro Direto, por exemplo, tem como garantia o suporte do governo, que é superior ao de qualquer banco.

Já títulos privados como os CDBs (certificados de depósito bancário) têm apoio do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), uma espécie de seguro que cobre até R$ 250 mil por CPF cadastrado em cada instituição.

2) Tem a melhor liquidez

É fato que a poupança pode ser resgatada a qualquer momento pelo investidor. Mas para conseguir alguma remuneração, é preciso esperar que cada aplicação faça um mês de aniversário. Com o acesso facilitado, raramente os poupadores lembram de respeitar esse limite e acabam perdendo ainda mais dinheiro.

Para quem se preocupa em fazer uma reserva de emergência, vale a pena lembrar que é possível vender títulos do Tesouro antes da data de vencimento.

3) Rende mais porque não tem imposto

A poupança pode até ser isenta, mas não é a única opção assim. Títulos como LCI (letra de crédito imobiliário) e LCA (letra de crédito do agronegócio) também são isentos e remuneram mais que a poupança.

Além disso, opções como CDBs e LCs (letras de câmbio) têm um rendimento tão superior que, mesmo tendo imposto, valem mais a pena no final das contas.

Hoje em dia já é possível encontrar opções de bancos médios e financeiras que pagam mais de 120% do CDI (certificado de depósito interbancário, taxa de referência para alguns títulos).

Conheça as alternativas no site da Easynvest.