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Saudar o “esforço” das crianças pode ser prejudicial, diz psicóloga

Saudar o “esforço” das crianças pode ser prejudicial, diz psicóloga
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A psicóloga da Universidade de Stanford Carol Dweck escreveu em 2007 um livro chamado Mindset: A Atitude Mental Para o Sucesso, que se tornou um best seller. O livro traz a ideia de que existem dois padrões mentais: aquele que considera que o talento é inato e aquele que leva para o sucesso, na qual a habilidade aumenta com o esforço ao longo dos anos.

Entretanto, nove anos depois da publicação do seu best seller, Dweck faz uma alteração na sua teoria: para ela, dizer para as crianças que “está tudo bem falhar em uma tarefa se o esforço foi muito grande” pode prejudicar o crescimento. À revista “Education Week”, Dweck disse: “Recentemente, alguém me fez uma pergunta que me deixou sem dormir. É sobre o medo de que os conceitos de padrões mentais, que cresceram para contar o movimento de baixa auto-estima, não poderiam perpetuar a baixa auto-estima.”

Isso, diz Dweck, aconteceria por um motivo: o “esforço” que não leva a lugar nenhum dá uma sensação de fracasso muito superior ao “esforço” que faz sentido. Parece uma lógica normal para adultos, mas para crianças, saudar o esforço que não leva a lugar nenhum pode fazer com que a criança pense que não tem capacidade de superar aquele erro. “Não é apenas esforço pelo esforço, como abstração. Alguns educadores usam o 'você se esforçou' como um prêmio de consolação, e isso nem sempre leva ao crescimento.

Porém, qual seria a solução? Segundo Dweck, não é dizer para as crianças não esforçarem ou condenarem suas falhas. Existe uma palavra que cria um atalho para o desenvolvimento.

“Nós percebemos que em certas frases, o “ainda não” ou “ainda” tem um poder enorme na motivação. Se um estudante diz “eu não sou bom em matemática – ainda” ou “eu não consigo fazer isso – ainda”, isso quer dizer que, com a sua orientação, ele vai continuar sua trajetória de aprendizado e chegar lá. Sai da ideia fixa e vai para uma ideia de crescimento, de aprender usando o tempo”.

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Tecnologia pode deprimir crianças; veja sintomas e saiba como evitar

Tecnologia pode deprimir crianças; veja sintomas e saiba como evitar
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Foto: Kevin Jarrett - PadCamp 2012 (sem modificações - http://bit.ly/1JFa9fk)

A ChildLine é como um CVV britânico para crianças: através do número 0800 1111, pessoas até 19 anos podem ligar para dividir seus dramas, pedir conselhos ou simplesmente desabafar. Em 2015, mais de 35 mil crianças ligaram para a Childline com um problema um tanto sério: não sabem como ser felizes. Muitas dessas ligações vieram acompanhadas de outros problemas, como bullying nas mídias sociais e o desejo de se parecer com celebridades.

"Parece claro que a pressão para manter relações com amigos e ter a vida perfeita online está aumentando a tristeza que os jovens sentem diariamente", diz Mairead Monds, gerente da ChildLine na Irlanda do Norte. Segundo a ONG Action for Children, 23% dos pais britânicos afirmam que a maior dificuldade com os filhos é controlar as atividades tecnológicas (videogame, TV, computador, tablet, celular). O percentual supera alimentação saudável (19%), ir para a cama (18%) e fazer o tema de casa (10%).

"O uso de dispositivos é uma parte necessária da vida das crianças e dos pais, mas é preciso balancear com outras atividades e um tempo qualificado de interação familiar. Relacionamentos fortes com os pais constroem a resiliência nas crianças, tornando-as menos suscetíveis a bullying ou abusos fora de casa, além de encorajá-las para falar com os pais sobre quaisquer medos ou preocupações", diz Carol Iddon, diretora da Action for Children.

A Action for Children dá 5 dicas para os pais que precisam desconectar seus filhos:

1. Planejar atividades para a família inteira que não envolvam tecnologia;

2. Balancear as atividades tecnológicas com as outras atividades: criar uma agenda semanal colocando horas específicas para atividades conectadas e desconectadas;

3. Compartilhar a sua própria experiência: quando você foi criança, qual era o seu jogo favorito? Divida-o com os filhos;

4. Identifique os desafios que seus filhos gostam nos videogames e tente replicá-los. Eles gostam de jogos sobre esporte? Encoraje-os a praticar no parque, ou vá com a família a uma partida. Os jogos favoritos são charadas, ou envolvem testes mentais? Organize um jogo de tabuleiro.

5. Pratique o que você prega: quando as crianças estão no "tempo de desconexão", desligue também os seus aparelhos. Não desperdice a oportunidade!

Mesmo com essas atividades, as crianças podem apresentar quadros que necessitem de auxílio profissional. Segundo o Centro de Saúde para Crianças da Austrália, cerca de 10% das crianças entre 6 e 12 anos têm sentimentos de tristeza persistentes que podem durar semanas ou meses, e 2% apresentam quadros de depressão grave. A partir da adolescência, o quadro de depressão grave pode subir a até 5%. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o transtorno depressivo é a principal causa de incapacidade de jovens entre os 10 e os 19 anos.

Como identificar se a criança ou o adolescente precisam de ajuda psicológica ou psiquiátrica? O órgão do governo australiano cita os seguintes tópicos:

. Sentimento de tristeza ou infelicidade que dura por duas semanas ou mais

. Falta de interesse ou prazer nas atividades que antes agradavam

. Evitar amigos

. Irritabilidade

. Distúrbio do sono por algumas semanas

. Mudanças de apetite, com alterações súbitas no peso

. Falta de controle das necessidades fisiológicas, em uma criança que já foi treinada para usar o vaso sanitário

. Falta de concentração

. Desesperança ou inobservância da sua importância no mundo

. Culpa persistente por problemas de amigos ou família

. Cansaço permanente

. Falar ou brincar muito sobre a morte

. Mencionar suicídio

. Falta de noção de riscos ou não se importar com dores ou machucados

. Machucar outras crianças ou animais

. Raiva ou ressentimento pela maior parte do tempo

Se vários desses tópicos forem apresentados por mais de duas semanas, a criança ou o adolescente precisam de ajuda. 

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