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Como o “mundo do trabalho” está acabando com as amizades entre colegas

Como o “mundo do trabalho” está acabando com as amizades entre colegas
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Pare para pensar: quantos amigos você tem no trabalho? À primeira vista você pode responder: muitos, todos eles estão na minha lista no Facebook. Pense mais um pouco: quantos colegas de trabalho você encontra depois do expediente? Quantos encontrou em eventos sociais depois que deixaram de ser colegas? Quantos conhecem a sua casa? Com quantos colegas você dividiria um quarto? Com quantos você sairia de férias?

As mudanças no “mundo do trabalho” no século 21 estão acabando com as “amizades de trabalho”, de acordo com o psicólogo Adam Grant, professor da Wharton School da Universidade da Pensilvânia. Menos da metade dos americanos acredita que é importante encontrar um trabalho onde dá para fazer amigos – esse percentual era de 54% em 1976. 32% dos americanos já levaram um colega para sua casa. Apenas 6% sairiam com um colega de férias.

As principais alterações que levaram a esse cenário, segundo o psicólogo, estão em novos conceitos do mundo do trabalho. “A explicação econômica é que o emprego de longo prazo acabou: ao invés de passar as carreiras inteiras em uma organização, a expectativa é que as pessoas saiam em um par de anos”, afirma Grant. “O trabalho é um espaço de transição. Nós vamos para ser eficientes, não para formar laços”.

O estudo, entretanto, varia bastante a cada país. Na Polônia, por exemplo, 66% já convidaram um colega de trabalho para a sua casa, e esse número chega a 71% na Índia. Também na Índia, 45% dos trabalhadores convidariam um colega para passar com ele as férias; na Polônia esse percentual é de 25%.

Para Grant, isso está diretamente envolvido com a construção da sociedade norte-americana em bases protestantes. “Lutero pregava que o trabalho duro era uma tarefa que fazia sentido, um chamado de Deus. Calvino, inclusive, afirmava que as relações sociais no trabalho eram uma distração”, disse ele ao jornal 'New York Times'.

No Brasil, uma pesquisa da rede de relacionamentos LinkedIn de 2014 afirma que o peso das amizades no trabalho continua sendo relevante: 36% dos brasileiros acreditam que dividir o escritório com amigos aumenta o ânimo para trabalhar. 53% afirmam que não sacrificariam uma amizade por promoção (a média global foi de 38%) e 51% mantém contato com os chefes fora do horário de trabalho.

Entretanto, a tendência é de mudança nesse aspecto. A lealdade à amizade no trabalho é maior entre as pessoas entre 55 e 65 anos, enquanto a geração entre 18 e 24 anos tem uma tendência maior a passar por cima das amizades em troca de sucesso: apenas 39% afirmam que não sacrificariam uma amizade por promoção.

Para você, a diminuição das amizades no mundo do trabalho é um problema? Compartilhe esse texto com a sua opinião.

Saiba mais:

Você conhece o "zíper de rua"? Pois bem: ele salva vidas

Você conhece o "zíper de rua"? Pois bem: ele salva vidas
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Por 45 anos, a ponte Golden Gate, em San Francisco, foi uma via normal de duas mãos. Quer dizer: normal para quem estava acostumado com as rodovias americanas. Sem barreiras entre as linhas e com a pista central mudando de direção conforme o tráfego.

Por isso, a pista central era chamada de “suicide lane”, ou “pista suicida”: foram 128 choques entre carros frente a frente, entre 1970 e 2001. 16 pessoas morreram nesses acidentes. Quando a ponte foi reaberta, em 2015, a “pista suicida” era motivo de grande preocupação das autoridades do tráfego, pois tão importante quanto conter os acidentes era que a variação da pista central acontecesse, para que ninguém ficasse trancado no caminho entre San Francisco e Sausalito.

Então, o Estado resolveu comprar, por 30 milhões de dólares, um “zíper de rua”. É, isso mesmo.

O vídeo, da Business Insider, mostra melhor o que é.

A máquina é da Lindsay Transportation Solutions. Ela coloca uma barreira de aço e concreto móvel sobre a pista, a 6,11 quilômetros por hora. Pode ser utilizada inclusive quando o tráfego está intenso. As linhas azuis na pista demarcam onde as partes da barreira devem ser colocadas ou retiradas. Ao todo, são 1,5 mil partes, ocupando 3,5 km. 

"30 milhões de dólares? Se salva vidas, é barato", disse Frank Armas, ciclista que frequenta a Golden Gate, ao jornal San Francisco Chronicle.

Até a instalação do "road zipper", nenhum acidente frontal aconteceu.

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