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Ela estava condenada à morte por uma doença. Está perto de descobrir a cura

Uma mulher começa a sofrer de insônia. O estado entre acordar e dormir se torna quase que permanente, até o sono virar impossível. Em alguns meses, o diagnóstico: a insônia é uma doença priônica – degenerativa, fatal e genética. Em 2010, ela morre, aos 52 anos. Você sabe que vai sofrer da mesma doença e morrer da mesma forma. Assim, você resolve estudar.

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Ela estava condenada à morte por uma doença. Está perto de descobrir a cura

A história de Sonia Vallabh como pesquisadora genética começa assim. Em 2009, ela era uma advogada formada em Harvard, e seu marido Eric Minikel era um urbanista formado pelo Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT). Ao sofrer com a doença da mãe, Sonia resolve dar uma reviravolta na sua carreira, aos 29 anos de idade, sabendo que teria no máximo mais 20 anos de vida: passa a trabalhar como pesquisadora de células e genes no Hospital Geral de Massachussetts. Meses depois, o marido larga a sua carreira e também vai estudar com ela.

Na quarta (20) eles, ao lado de um time de pesquisadores, publicam um estudo que afirma: o tratamento para a doença degenerativa existe. Ela mesma utilizou. E descobriram: o tratamento não tem efeitos colaterais e diminui em 50% a chance das proteínas que provocam a doença priônica afetarem as células e degenerarem o cérebro.

A 'insônia fatal', descobriram eles, é uma consequência da encefalopatia espongiforme bovina, popularmente conhecida como “Doença da Vaca Louca”. Ela acontece por uma mutação em um gene PRNP, e também é vista como uma nova variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob. As proteínas mutantes do gene acabam por provocar um gatilho em outras proteínas do cérebro, que geram células que funcionam de forma anormal. “Minha mãe estava lúcida o suficiente para saber de tudo que estava acontecendo com ela”, disse Sonia à revista The Atlantic. “É uma maneira brutal de morrer”.

As respostas dos médicos e cientistas para as possíveis motivações da doença não foram suficientes para Sonia. Ela resolveu entrar no MIT como aluna especial, e o trabalho como técnica de laboratório no Hospital Geral foi uma consequência disso. Eric e Sonia passaram anos analisando doenças degenerativas, como Huntington, e em setembro de 2014 foram aprovados no doutorado de Ciências Biológicas e Biomédicas na escola de medicina de Harvard.

“Muitos nos perguntaram: 'vocês têm certeza que querem mudar totalmente suas carreiras e seus trabalhos?'. Porém, quando começamos a fazer ciência diariamente, percebemos que é muito diferente tratar desse assunto no nível molecular, ou de pesquisa, em relação a pensar na sua possível morte a todo momento”, disse Sonia em 2014.

O artigo publicado na quarta mostra que Sonia e Eric estão muito perto de descobrir um tratamento real e efetivo para a doença. O estudo desenvolvido por ambos e por sua equipe mostra que as variações genéticas das doenças priônicas são bem comuns entre a população em geral, mas o risco degenerativo acontece em um pequeno espectro.

“Os genes que provocam as doenças priônicas são diminuídos quando são usados remédios que limitam o dano no sistema nervoso. A comunidade médica sempre foi cética em relação ao tratamento, pois não está claro quais proteínas podem afetar as células. Porém, três pessoas analisadas carregam o gene que provoca a doença priônica e produzem apenas 50% das proteínas que afetam o cérebro. Essa é a primeira evidência de que os tratamentos para redução priônica não causam efeitos colaterais, desde que as proteínas seja reduzidas a 50% da contagem normal”, afirma o estudo publicado pela Science Mag.

Essa descoberta mostra que o tratamento está bem perto da implementação, de acordo com Michael Dlugos, do site Meta. Isso não quer dizer, entretanto, que o tratamento está garantido.

Sonia e Eric mantém o site prionalliance.org, e recebem doações via PayPal para continuar seus estudos. Se quiser saber mais, confira o link abaixo.

“É totalmente possível que o tratamento para as doenças priônicas degenerativas esteja disponível em até 20 anos”, afirmou Sonia em fevereiro de 2015. Bom, talvez demore ainda menos. :-)

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Alinhamento de planetas: quer saber como ver? Siga essas 5 dicas

Alinhamento de planetas: quer saber como ver? Siga essas 5 dicas
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Um evento raro começa hoje no céu: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno estarão alinhados entre o horizonte e a lua, e poderão ser visualizados a olho nu.

Isso quer dizer que você vai conseguir olhar para o céu e assistir a tudo? Isso quer dizer que o Segundo Sol vai chegar? Calma, não é bem assim.

Para não se decepcionar, siga essas 5 dicas, baseadas em um texto do astrônomo Alan Duffy, da universidade de Swinburne.

1. Acorde cedo

Os fenômenos astronômicos não esperam você levantar, normalmente. O alinhamento planetário deve ser visível entre as 5h10 e as 5h40 da manhã – o pico é de 1 hora, entre 5h e 6h do dia 20 de fevereiro, último dia para o alinhamento. Quanto mais próximo da linha do Equador é o local, mais cedo é a visualização do alinhamento, que fica visível pouco menos de uma hora antes do nascer do sol.

2. Afaste-se da cidade grande

Alinhamento de planetas: quer saber como ver? Siga essas 5 dicas

Dificilmente em uma metrópole você conseguirá ter uma boa visão do céu. O ideal para conseguir ter uma boa visualização do alinhamento planetário é afastar-se o máximo possível do cenário urbano e de coisas que podem poluir o céu, como grandes indústrias ou empresas de celulose.

Você já deve ter visto aquela história de que no terremoto de Los Angeles, em 1994, as pessoas ligavam para a polícia perguntando “o que era aquela nuvem estranha no céu”, quando na verdade era a Via Láctea? Pois, aquela história é real.

3. Tente encontrar um horizonte plano

Quanto mais plano o horizonte, maior a possibilidade de traçar uma linha imaginária com o braço entre a Lua e o horizonte, onde devem estar os cinco planetas, alinhados.

4. Siga a Lua

A Lua vai passar por cada um dos planetas. Logo, se você observar a Lua a partir do dia 28, será mais fácil identificar os outros cinco planetas em alinhamento.

Tabela da passagem da lua:

Júpiter  - 28/janeiro

Marte  - 1 a 2/fevereiro

Saturno  - 4/fevereiro

Vênus  - 6/fevereiro

Mercúrio -  7/fevereiro

Alinhamento de planetas: quer saber como ver? Siga essas 5 dicas

5. Perdeu tudo? Não se desespere

Outro alinhamento deve ocorrer em agosto deste ano, em data ainda não definida. Porém, oportunidade igual a esta deve acontecer apenas em outubro de 2018.

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