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Luis Felipe dos Santos
luisfelipehá 2 anos

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Coisas interessantes sobre ciência
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Muitos jovens não se importam mais com o HIV, e isso é um problema grave

No Dia Mundial da Aids em 2015, alguns dados aterradores sobre o HIV no Brasil foram revelados:

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- A prevalência entre meninos de 17 a 20 anos aumentou 30% nos últimos 5 anos.

- Aumentado o espectro para adultos jovens (15 a 24 anos) o aumento é de 50% em 6 anos;

No mundo, os casos caíram 32% na última década, mas o sinal é de alerta.

- Apenas 33% das pessoas entre 18 e 34 anos já fizeram o teste para HIV;

- Nos EUA, mais da metade das pessoas até 34 anos acredita que não corre risco de pegar aids, segundo a Planned Parenthood.

- Apenas 23% dos homens brancos jovens dos EUA já fizeram o teste (o percentual aumenta para 60% entre as mulheres negras jovens).

Esses números e percentuais provocam a maior ameaça de retorno da epidemia de aids em muitos anos; os avanços da ciência relacionados ao tratamento e à prevenção estão criando uma geração de descuidados.

No mundo, 91% dos casos de HIV acontecem através da transmissão de uma pessoa que não sabia que tinha aids.

No Brasil, ainda morrem 11 mil pessoas por ano de HIV. “Hoje, a maioria dos jovens acha que ninguém mais morre de aids. Se alguém pegar o vírus, é só tomar os remédios do coquetel que acaba com a doença, o que está longe de ser verdade”, afirma o médico Dráuzio Varella, que dispensa apresentações, no seu site oficial.

Quais são as alternativas para mudar esse quadro?

Em primeiro lugar: faça o teste. É anônimo, é gratuito, e você pode saber onde fazer através do telefone 136.

Em segundo lugar: previna-se. Não adianta esperar para que surja mais uma grande campanha do Ministério da Saúde como aquelas dos anos 90. A prevenção vai desde o uso de camisinha até a profilaxia pós-exposição. 

E você? Já fez o teste? Conhece alguém que pensa que "é só tomar remédio e tudo bem?" Compartilhe para essa pessoa esse texto, e os links a seguir. Você pode salvar várias vidas.

Como o “mundo do trabalho” está acabando com as amizades entre colegas

Como o “mundo do trabalho” está acabando com as amizades entre colegas
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Pare para pensar: quantos amigos você tem no trabalho? À primeira vista você pode responder: muitos, todos eles estão na minha lista no Facebook. Pense mais um pouco: quantos colegas de trabalho você encontra depois do expediente? Quantos encontrou em eventos sociais depois que deixaram de ser colegas? Quantos conhecem a sua casa? Com quantos colegas você dividiria um quarto? Com quantos você sairia de férias?

As mudanças no “mundo do trabalho” no século 21 estão acabando com as “amizades de trabalho”, de acordo com o psicólogo Adam Grant, professor da Wharton School da Universidade da Pensilvânia. Menos da metade dos americanos acredita que é importante encontrar um trabalho onde dá para fazer amigos – esse percentual era de 54% em 1976. 32% dos americanos já levaram um colega para sua casa. Apenas 6% sairiam com um colega de férias.

As principais alterações que levaram a esse cenário, segundo o psicólogo, estão em novos conceitos do mundo do trabalho. “A explicação econômica é que o emprego de longo prazo acabou: ao invés de passar as carreiras inteiras em uma organização, a expectativa é que as pessoas saiam em um par de anos”, afirma Grant. “O trabalho é um espaço de transição. Nós vamos para ser eficientes, não para formar laços”.

O estudo, entretanto, varia bastante a cada país. Na Polônia, por exemplo, 66% já convidaram um colega de trabalho para a sua casa, e esse número chega a 71% na Índia. Também na Índia, 45% dos trabalhadores convidariam um colega para passar com ele as férias; na Polônia esse percentual é de 25%.

Para Grant, isso está diretamente envolvido com a construção da sociedade norte-americana em bases protestantes. “Lutero pregava que o trabalho duro era uma tarefa que fazia sentido, um chamado de Deus. Calvino, inclusive, afirmava que as relações sociais no trabalho eram uma distração”, disse ele ao jornal 'New York Times'.

No Brasil, uma pesquisa da rede de relacionamentos LinkedIn de 2014 afirma que o peso das amizades no trabalho continua sendo relevante: 36% dos brasileiros acreditam que dividir o escritório com amigos aumenta o ânimo para trabalhar. 53% afirmam que não sacrificariam uma amizade por promoção (a média global foi de 38%) e 51% mantém contato com os chefes fora do horário de trabalho.

Entretanto, a tendência é de mudança nesse aspecto. A lealdade à amizade no trabalho é maior entre as pessoas entre 55 e 65 anos, enquanto a geração entre 18 e 24 anos tem uma tendência maior a passar por cima das amizades em troca de sucesso: apenas 39% afirmam que não sacrificariam uma amizade por promoção.

Para você, a diminuição das amizades no mundo do trabalho é um problema? Compartilhe esse texto com a sua opinião.

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