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Saudar o “esforço” das crianças pode ser prejudicial, diz psicóloga

Luis Felipe dos Santos
Yazar
Luis Felipe dos Santos
Saudar o “esforço” das crianças pode ser prejudicial, diz psicóloga

A psicóloga da Universidade de Stanford Carol Dweck escreveu em 2007 um livro chamado Mindset: A Atitude Mental Para o Sucesso, que se tornou um best seller. O livro traz a ideia de que existem dois padrões mentais: aquele que considera que o talento é inato e aquele que leva para o sucesso, na qual a habilidade aumenta com o esforço ao longo dos anos.

Entretanto, nove anos depois da publicação do seu best seller, Dweck faz uma alteração na sua teoria: para ela, dizer para as crianças que “está tudo bem falhar em uma tarefa se o esforço foi muito grande” pode prejudicar o crescimento. À revista “Education Week”, Dweck disse: “Recentemente, alguém me fez uma pergunta que me deixou sem dormir. É sobre o medo de que os conceitos de padrões mentais, que cresceram para contar o movimento de baixa auto-estima, não poderiam perpetuar a baixa auto-estima.”

Isso, diz Dweck, aconteceria por um motivo: o “esforço” que não leva a lugar nenhum dá uma sensação de fracasso muito superior ao “esforço” que faz sentido. Parece uma lógica normal para adultos, mas para crianças, saudar o esforço que não leva a lugar nenhum pode fazer com que a criança pense que não tem capacidade de superar aquele erro. “Não é apenas esforço pelo esforço, como abstração. Alguns educadores usam o 'você se esforçou' como um prêmio de consolação, e isso nem sempre leva ao crescimento.

Porém, qual seria a solução? Segundo Dweck, não é dizer para as crianças não esforçarem ou condenarem suas falhas. Existe uma palavra que cria um atalho para o desenvolvimento.

“Nós percebemos que em certas frases, o “ainda não” ou “ainda” tem um poder enorme na motivação. Se um estudante diz “eu não sou bom em matemática – ainda” ou “eu não consigo fazer isso – ainda”, isso quer dizer que, com a sua orientação, ele vai continuar sua trajetória de aprendizado e chegar lá. Sai da ideia fixa e vai para uma ideia de crescimento, de aprender usando o tempo”.

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