LAVA JATO

5 vezes em que Lula detonou companheiros para escapar da Lava Jato

Márcio Juliboni
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Márcio Juliboni

Já virou hábito: ex-presidente não hesita em dizer que aliados nunca foram aliados, se for pelo bem de seu pescoço

5 vezes em que Lula detonou companheiros para escapar da Lava Jato

(Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci é apenas o caso mais recente de um companheiro transformado, por Lula, em “traidor” e “mentiroso” para que o ex-presidente se salve da Lava Jato. Antes dele, Lula já queimou, em praça pública, vários políticos e empresários para quem era só elogios e sorrisos. Relembre alguns casos:

Sobre Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS

Em depoimento a Sérgio Moro, o empreiteiro confirmou que o tríplex do Guarujá era de Lula. Em resposta, o petista disse que a denúncia era uma tentativa de Pinheiro obter um “alvará de soltura”:

"Entendo que há pessoas como Léo Pinheiro, que já está há algum tempo tentando fazer delação. Primeiro foi condenado a 23 anos, aí se mostra a vida de nababo dos delatores."

Sobre Marcelo Odebrecht

O empresário confirmou, a Moro, que o codinome “amigo” nas planilhas da empreiteira referia-se a Lula. Sua resposta:

"Duvido que tenha um empresário neste país que possa dizer que o Lula pediu cinco centavos para ele. Já investigaram minha vida até na China, e podem continuar investigando. O que não dá é para conviver todos os dias com vazamentos mentirosos, com alguns canalhas vazando as coisas propositadamente. Isso cansou o Brasil. Tem gente que está fazendo deste denuncismo um modo de viver, e isso está quebrando o país".

Sobre Delcídio do Amaral, ex-líder do governo no Senado

Delcídio afirmou que Lula e Dilma Rousseff o pressionaram a convencer Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, a ficar quieto. Por meio do Instituto Lula, o ex-presidente declarou:

"O ex-presidente Lula jamais conversou com o Delcídio sobre ações para obstruir a Justiça ou sobre qualquer ato ilícito. Em depoimento à Procuradoria Geral da República, em 7 de abril, o ex-presidente Lula esclareceu os fatos e desmentiu o ex-senador.”

Sobre Alexandrino Alencar, ex-diretor da Odebrecht

Em sua delação premiada, o executivo afirma que Lula lhe pediu, pessoalmente, que pagasse uma mesada ao irmão, Frei Chico. A resposta do ex-presidente:

"Eu nunca dei um real para meu irmão Frei Chico. Ele é mais velho do que eu, ele que me colocou na política. E agora inventam que a Odebrecht dava R$ 5 mil pra ele por mês? Ora, isso é problema deles. Acusam uma reforma em um sítio que não é meu... O mesmo com o apartamento do Guarujá, que não é meu. Mas a Globo passou três anos dizendo que era meu. Como que agora vai mudar?"

Sobre Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda

Na semana passada, Palocci afirmou que Lula sabia do esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e as empreiteiras. O ex-ministro chegou a afirmar que o petista selou um “pacto de sangue” com a Odebrecht. A Sérgio Moro, Lula rebateu:

“Eu conheço o Palocci bem. O Palocci, se não fosse um ser humano, ele seria um simulador. Sabe? Ele é tão esperto, que ele é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade. Palocci é médico, é calculista, é frio...”