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Aumento de impostos: enfim, chegou a hora de você pagar o pato!!

Márcio Juliboni
3 ay önce940 görüntüleme

Brasileiros não se cansam de cair, como patinhos, na conversa de quem quer usá-los para atingir seus próprios interesses

Aumento de impostos: enfim, chegou a hora de você pagar o pato!!
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(Foto: Márcio Juliboni)

Se há algo que os brasileiros não se cansam de provar é que gostam de ser tapeados. Na República dos Espertalhões, uma das mais poderosas bandeiras pelo impeachment de Dilma Rousseff foi a raivosa indisposição de contribuintes e empresários de pagarem mais impostos para cobrir os rombos das contas públicas. “Cidadãos de bem” foram à Avenida Paulista, com suas camisas verdes e amarelas, para tirar selfies com o pato-símbolo do protesto em frente à Fiesp – uma das entidades que lideraram o Fora Dilma e mãe do pato. Pois bem, parabéns! Menos de um ano após Michel Temer assumir, chegou a hora de você pagar o pato.

A partir desta quinta-feira (20), o governo fará você, cidadão, cobrir R$ 10 bilhões do buraco previsto no Orçamento deste ano. Como? Elevando impostos sobre o preço dos combustíveis, uma medida que não depende de aprovação do Congresso. Isto é, basta a canetada de Temer. Nos próximos dias, a equipe econômica também pode anunciar novas tungadas no seu bolso, como o aumento das alíquotas de IOF para operações de câmbio à vista (sim, aquela sua viagem à Disney ou a Bariloche ficará mais cara, paciência...) e para operações de crédito (isso, sim, atinge o povão que precisa de financiamento para tocar a vida, como o crédito rotativo do cartão).

Tudo porque Henrique Meirelles já avisou Temer de que a meta fiscal não será cumprida, se nada for feito. Não estamos falando de um governo que quer gerar superávit (isto é, fechar o ano com as contas públicas no azul), nem mesmo de ficar no zero a zero. Trata-se de uma meta já ridícula: chegar a dezembro com um rombo de R$ 139 bilhões. Ou seja, sem o dinheiro que a equipe econômica está tirando do seu bolso, a partir de hoje, o Brasil encerraria 2017 com um prejuízo de quase R$ 150 bilhões.

Pague mais, leve menos

Mas isso não é tudo. Além de cobrar mais impostos para sustentar os gastos já previstos neste ano, o governo também pretende promover um novo contingenciamento de recursos. Em bom português: reduzir gastos. Temer começou o ano segurando cerca de R$ 40 bilhões do orçamento. Agora, deve apertar ainda mais as despesas. É meritório? Sim e não. Sim, porque racionalizar os gastos e promover a eficiência da máquina pública deveria ser, sempre, a primeira opção de qualquer governo, antes de elevar a carga tributária. Não, porque não se vê reestruturação racional de despesas. Temer, pura e simplesmente, suspenderá os pagamentos, sem melhorar a gestão – o que geraria uma saudável e bem-vinda economia de recursos públicos.

Chegamos, então, ao seguinte ponto: os moradores do Edifício Brasil se rebelaram contra a antiga síndica, acusando-a de incompetência e corrupção. Disseram que não aceitariam, nem a pau, que o condomínio fosse reajustado para cobrir tamanha desfaçatez. Foram à varanda e bateram panelas dias seguidos, em protesto contra a administradora do prédio. O subsíndico, com o apoio dos condôminos (inclusive os proprietários da cobertura), assumiu a função com o compromisso explícito de não aumentar o boleto. Menos de um ano depois, em julho, sem precisar passar por nenhuma assembleia de moradores, o agora síndico... aumentou o condomínio, assinala com outro reajuste e já avisou que, diante do rombo nas contas do prédio, cortará despesas. Esqueçam a manutenção do elevador, por exemplo. No edifício Brasil, quem quiser subir, que vá pela escada de incêndio – e leve sua própria lanterna. As luzes de emergência não funcionam. Ninguém cumprimenta mais o síndico e finge que não apoiou sua eleição, mas as panelas continuam bem guardadas. Caíram como patinhos...

O dilema de Bolsonaro: pequeno demais para uns; grande demais para outros

Márcio Juliboni
3 ay önce1.3k görüntüleme

Entre ser apenas mais um numa estrutura gigante, e ser um elefante na sala, deputado não se encaixa em lugar nenhum

O dilema de Bolsonaro: pequeno demais para uns; grande demais para outros
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O fora que Jair Bolsonaro tomou do PSDC nesta terça-feira (18), quando a legenda negou oficialmente qualquer interesse em tê-lo como candidato à Presidência, é um banho de realidade no estridente ex-militar. O episódio mostra o verdadeiro dilema de Bolsonaro: para alguns partidos, ele é pequeno demais; para outros, é grande o bastante para incomodar seus “donos”.

Por ora, o que se vê é o desejo efetivo do representante da ultradireita de sair do seu minúsculo PSC para viabilizar sua candidatura. Mas, quando bate à porta de legendas mais parrudas, como o PR do ex-governador fluminense Anthony Garotinho, é tratado como um grande nanico. É verdade que sua força entre conservadores e reacionários não pode ser ignorada. Afinal, 21% de intenções de votos (segundo o DataPoder360) não é de se jogar fora.

Mas grandes partidos têm grandes interesses e Bolsonaro parece não atendê-los. Primeiro, o tempo de TV com que contam, fruto de suas numerosas bancadas, é valioso para qualquer aspirante ao Planalto em 2018. E, em tempos de Lava Jato, “valioso” deve ser lido ao pé da letra – essas legendas vendem minutos a peso de ouro, como se viu nas delações. Por que, então, desperdiçar um bom negócio apenas para atender ao sonho de Bolsonaro? Não é por acaso, que o ex-capitão é cobiçado apenas como puxador de votos para a Câmara. O próprio PR, que estaria negociando sua filiação, não lhe garante até agora o direito a concorrer à Presidência. Ele até pode estar em ascensão, mas não tem cacife para desafiar velhos capitães da política tradicional. Seria apenas mais um no salão.

Sentando na janelinha

Quando se volta para partidos menores, como o PSDC de José Maria Eymael, as proporções se invertem. Bolsonaro é um gigante para essas legendas, que desejam apenas fazer sua figuração de sempre na disputa. Seria, portanto, um incômodo elefante no meio da sala, incapaz de ser ignorado. Isso causaria uma ciumeira danada entre os caciques encastelados na estrutura partidária. Afinal, por menor que seja, o repasse do fundo partidário sempre rende alguns milhões de reais por ano. Quem abriria mão de controlar esse dinheiro, considerando que um partido pequeno seria forçado a engolir o ex-capitão como uma liderança proeminente?

Por incrível que pareça, os movimentos de Bolsonaro revelam um idealismo ingênuo para os padrões brasileiros. Ele vem afirmando que busca um partido “honesto, patriota e cristão”. Mesmo que seja apenas retórica para entreter o eleitorado e posar de salvador da Pátria, não deixa de ser irônico: há tempos, não se veem partidos honestos, patriotas ou cristãos - e Bolsonaro é vítima, justamente, desses vícios que promete expurgar da política nacional. 

Hikayeyi okudun
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m.juliboni
Escreve sobre política e economia desde 2000. E ainda se espanta com isso!!!