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Paparicos de Temer ao mercado não garantem seu futuro

Márcio Juliboni
3 ay önce585 görüntüleme

São as reformas, como a trabalhista, que agradam empresários e investidores, não o presidente

Paparicos de Temer ao mercado não garantem seu futuro
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Parte da imprensa e dos aliados de Michel Temer vendeu a aprovação da reforma trabalhista, nesta terça-feira (11), como uma demonstração de força do Planalto, em meio à vergonhosa crise política e econômica. Para esses comentaristas voluntariosos, trata-se de um fato positivo que prova que Temer tem condições de seguir até 2018 e implantar as mudanças de que o Brasil necessita. Muita calma, nesta hora. Simplesmente, não é isso.

A agenda de reformas (trabalhista, previdenciária e tributária) pertence e sempre pertenceu ao mercado. São os empresários e investidores que empunham essas bandeiras. Por isso, qualquer aspirante à Presidência com um mínimo de cérebro (ou despudor) vai paparicar os donos do capital com promessas de que encamparão essas causas e farão de tudo para concretizá-las.

Um grande exemplo desses salamaleques é a já histórica (e ainda polêmica) “Carta ao Povo Brasileiro” que o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva publicou às vésperas da eleição de 2002. Seu objetivo era claro: garantir que respeitaria contratos e tocaria a economia de acordo com a cartilha bem-comportada preconizada por aqueles que, até então, eram seus inimigos em discursos de porta de fábrica e em palanques pelas periferias do Brasil. Como disse, maliciosamente, Delfim Netto à época: o governo é como um violino – se toma com a esquerda, mas se toca com a direita. Neste sentido, Lula foi um excelente violinista.

Da mesma forma, Temer segurou-se até agora na cadeira, mediante as promessas de que fará tudo o que o mercado deseja. Sem apoio popular (lembram-se dos pífios 7% de popularidade?), com uma base aliada de meter medo em Júlio César, acossado pela Lava Jato, o presidente e seus aliados vivem da autoilusão de que a aprovação das reformas lhes garantirá a sobrevivência política.

Despachantes de luxo

O mercado não tem ídolos, nem candidatos. Tem expectativas de lucros. Qualquer um que se mostra minimamente gabaritado para atendê-lo será “apoiado” ou, pelo menos, “tolerado”. Foi assim com Fernando Collor de Mello, vendido como o modernizador da economia de que o país precisava após a redemocratização. Foi assim com FHC, com o Plano Real e a queda da inflação. Foi assim com Lula, para desgosto e embaraço de quem o seguia caninamente.

Não é por acaso que, nos últimos dias, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, vem adotando um discurso mais “institucional” em relação às reformas. Maia, que exibia uma fidelidade de pacto de morte a Temer, começou a afirmar que a agenda de reformas pertence ao Brasil e deve ser tocada por quem quer que esteja com a faixa presidencial. Não tenham dúvidas: se empresários e investidores acharem que Maia pode mesmo defender seus interesses, Temer já era. No Brasil, como em muitas partes do mundo, o capital não tem candidatos; tem despachantes de luxo no centro do poder. E, como todo despachante, devidamente remunerado pelo cliente.

Com Temer ou sem Temer, tucanos já perderam

Márcio Juliboni
3 ay önce552 görüntüleme
Com Temer ou sem Temer, tucanos já perderam
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A cúpula do PSDB pretende decidir, nesta segunda, se o partido fica ou sai do governo de Michel Temer. Diante da já folclórica mania tucana de ficar no muro, ninguém deveria se espantar se a reunião prevista para esta segunda termine decidindo que é melhor adiar a decisão. De qualquer modo, abandonar ou não Temer não é a questão mais importante para o partido agora. O ponto é que os tucanos já perderam o respeito dos eleitores, e suas chances de reconquistá-lo até 2018 são, até aqui, sofríveis.

Primeiro, vejam a crise interna que apoquenta os tucanos de alta plumagem. Tasso Jereissati e Fernando Henrique Cardoso querem que o partido pule fora do governo Temer o quanto antes. O argumento que os une é que a situação do peemedebista está insustentável. A pinguela estaria prestes a arrear. Mas, mesmo entre eles, há conflitos. Tasso defende que o partido apoie Rodrigo Maia como a pinguela da pinguela. Já FHC prefere antecipar as eleições de 2018 e deixar que o povo decida, nas urnas, quem deve segurar esse forninho.

De outro, Geraldo Alckmin defende apoio ao peemedebista, sob o pretexto de que é preciso pensar no Brasil, aprovar as reformas e salvar a economia. Seu desejo secreto é que Temer faça o “trabalho sujo” de aprovar as reformas impopulares e sangre bastante, para facilitar a ascensão do governador paulista ao Planalto. Com cara de esfinge, João Dória alinha-se a Alckmin pelas reformas, mas faz aquele suspense de novela ruim sobre sua pretensão de furar a fila tucana e subir a rampa primeiro.

Te pego lá fora

Fora do quadro principal, José Serra foi chamuscado por delações da Lava Jato. Mas o mais queimado de todos, como se sabe, é o presidente afastado do partido, Aécio Neves. Ainda que Marco Aurélio Mello, do STF, tenha lhe rasgado elogios ao restituir sua cadeira no Senado e os demais senadores, em flagrante corporativismo, o tenham inocentado, Aécio tornou-se apenas uma sombra do que era. É carta fora do baralho de 2018.

As ruas também não estão para tucanos. Desde a época dos movimentos pelo impeachment de Dilma Rousseff, a hesitação do partido em apoiá-los foi fatal para afastá-lo de parte da população. Quando, enfim, o PSDB quis tirar uma lasquinha de um jogo já jogado, entrou com um pedido de cassação da chapa da petista no TSE. O que era apenas para “encher o saco” do PT, nas palavras sinceras de Aécio, tornou-se um tremendo constrangimento.

Sem você, não vivo

Temer, o vice decorativo, tornou-se um presidente cada vez mais figurativo com o apoio concreto do PSDB, que conta com cargos no ministério e experimentou a embaraçosa situação de defender, na Justiça, a cassação de Temer, ao mesmo tempo em que o apoia no Executivo e no Legislativo. Se alguém tinha dúvidas sobre a imperícia de Aécio para conduzir os tucanos em tempos bicudos, está aí um eloquente exemplo.

Agora, o PSDB vive o pesadelo perfeito. Se ficar com Temer, afundará junto com sua paralisante impopularidade. No ano que vem, quem terá coragem de defender, diante das câmeras, o governo? Sair tampouco vai aliviar a barra. O partido pode até, quem sabe, talvez, olhe lá, chegar ao Planalto com um discurso de que é o único capaz de promover as reformas e tirar o país da crise (aquele manjado lenga-lenga de campanha). O problema é um só: não terá forças para reunir uma maioria no Congresso sem voltar para os braços... do PMDB! Como um amante rancoroso pela rejeição, o partido de Temer vai cobrar caro para reatar o namoro.

Hikayeyi okudun
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m.juliboni
Escreve sobre política e economia desde 2000. E ainda se espanta com isso!!!