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PT erra ao insistir em Lula

Márcio Juliboni
2 ay önce24.3k görüntüleme

Renovar lideranças é a única coisa que não importa para o PT agora, mesmo com Lula correndo o sério risco de perder a eleição, ou nem sequer disputá-la

PT erra ao insistir em Lula
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(Foto: Ricardo Stuckert/Página Oficial de Lula/Facebook)

Luiz Inácio Lula da Silva iniciou, nesta quinta-feira (17), sua caravana pelo Nordeste, prevista para durar 25 dias e passar por todos os Estados da região. Como era de se esperar, houve confrontos entre militantes pró e anti-PT, intervenção a tiros da PM, e liminar barrando a concessão de título de doutor honoris causa a Lula. Mas o que mais chama a atenção, neste início de campanha, passou quase batido: a pesquisa do site Poder 360 que mostra que o PT virou refém do ex-presidente. Caso ele não concorra, seus potenciais eleitores não migrariam automaticamente para outro candidato petista. O grande erro do PT é ser um partido de um nome só.

Aos números da pesquisa do Poder 360: as intenções de voto em Lula variam entre 31% e 32%, conforme o cenário proposto. Em segundo lugar, vem o deputado federal Jair Bolsonaro, representante da extrema-direita, com 18% a 25%. A liderança de Lula e a ascensão de Bolsonaro já eram bastante esperadas. O problema revelado pela pesquisa é outro: caso Lula seja impedido de concorrer à Presidência, seus eleitores ficarão “órfãos”. Mesmo a entrada de outro petista na disputa é insuficiente para conquistar o apoio automático dos lulistas.

Especificamente, o nome proposto pela sondagem foi o do Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo. Embora bem avaliado pelos petistas, Haddad oscila entre 3% e 5% nas intenções de voto. Ou seja: apenas 10% a 20% de quem vota em Lula optaria automaticamente pelo ex-prefeito, se ele fosse o candidato.

Aleluia, companheiros!

Não é de hoje que cientistas políticos e mesmo correntes de esquerda afirmam que o PT se tornou um partido messiânico, glorificando Lula acima de todas as coisas. Sua supremacia impede o surgimento de alternativas, a renovação de lideranças e o arejamento das propostas. Aliás, à medida que Lula se impunha, o partido fez o caminho oposto: promoveu expurgos dos dissidentes, se distanciou de intelectuais mais críticos (basta ver que Hélio Bicudo, um de seus fundadores, pediu o impeachment de Dilma Rousseff), assistiu a desfiliações importantes, como a de Cristovam Buarque, recebeu a filiação de militantes fisiológicos e aproveitadores etc.

O sotaque salvacionista do PT está entranhado nas origens do partido. O sociólogo José de Souza Martins, no livro Do PT das Lutas Sociais ao PT do Poder (Editora Contexto), explica como o messianismo do partido é uma herança dos movimentos católicos que participaram de sua fundação, com o claro objetivo de fomentar um movimento sindical de esquerda que não fosse comunista e, portanto, ateu.

“Foi a Igreja, e não as esquerdas, que criou a figura poderosamente simbólica que, na pessoa de Lula, cumpre a promessa do advento do ungido. Na verdade, um reavivamento do sebastianismo, a espera messiânica no retorno do rei dom Sebastião para libertar o reino”, afirma lá na página 63. Uma página depois, continua: “Esse fenômeno traz à mente os reis taumaturgos, da Idade Média, cuja legitimidade estava na capacidade de operar milagres, bastando tocá-los. Só o ungido podia curar ou redimir os pobres. O substrato medieval do nosso catolicismo popular subsiste e é muito forte. E a ação das Igrejas no sentido de construir essa imagem de Lula é mais do que evidente.”

Calvário grupal

O problema é que, à medida que a Lava Jato avança, a santidade de Lula parece cada vez mais uma cortina de fumaça para ocultar suas verdadeiras (e reprováveis) relações com empreiteiros e frequentadores de varandas gourmet em geral. A aura de Salvador da Pátria decai dia a dia, e só os militantes mais aguerridos acreditam que ele é capaz de trazer este país larazento de volta dos mortos.

Enquanto isso, toda a máquina partidária petista engaja-se em promovê-lo, expô-lo, adulá-lo e não melindrá-lo. Renovar lideranças é a única coisa que não importa agora, mesmo com Lula correndo o sério risco de perder a eleição, ou nem sequer disputá-la, caso seja preso após a condenação em segunda instância. Estão todos dispostos a morrer abraçados à cruz.

Se nazismo é socialista, Bolsonaro é de esquerda

Márcio Juliboni
2 ay önce10.1k görüntüleme

Filiado a um partido socialista, defensor de greve nas Forças Armadas e julgado na Corte Militar por exigir aumento salarial... comuna, só pode ser comuna!

Se nazismo é socialista, Bolsonaro é de esquerda
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(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

A bizarra insistência com que alguns grupos pregam, nas redes sociais, que o nazismo é “de esquerda” ultrapassa qualquer limite da honestidade intelectual necessária para um debate realmente sério sobre os profundos problemas do Brasil. Eu poderia escrever agora um textão comparando um com outro, recorrer a pensadores e cientistas políticos etc, mas prefiro outro caminho. Seguir, passo a passo, o raciocínio desses cidadãos de bem para provar que, pela sua lógica, Jair Bolsonaro é, pasmem, de esquerda!

Duvida? Vamos lá!

Argumento 1 (o mais tosco): o nazismo é de esquerda, porque tem “socialismo” no nome. Ora, ora, ora... Jair Bolsonaro é um grande esquerdista! Veja: embora diga que trocará de partido o mais rápido possível, ele é formalmente filiado ao Partido Social Cristão (PSC). Só poderá assinar a ficha de filiação com o PEN (se assinar, pois impôs condições que a direção da legenda reluta em cumprir) na janela de troca partidária para que não perca o mandato. Logo, desde o ano passado, ele milita num partido de esquerda. Por quê? Ora! Se tem “social” no nome é socialista. “Ah, mas ele está de saída.” Puxa, se o deputado é coerente com seus ideais, não deveria nem ter se filiado ao partido. Se filiou? É porque gosta de “social”. Coisa de esquerdista.

Argumento 2: assim como o nazismo, o socialismo defende a ditadura. Logo, o nazismo é de esquerda. Mais um ponto para o Bolsonaro esquerdista! Além de homenagear o coronel Ustra em seu voto pelo impeachment de Dilma Rousseff (um notório torturador), acrescentou, dias depois, que o erro do regime foi torturar, e não matar, os adversários. Coisa de socialista que defende a aniquilação do adversário por uma ditadura.

Argumento 3: só esquerdistas defendem greve; quem é de direita trabalha e prospera sozinho. Bolsonaro é esquerdíssimo nisso. Na edição de Veja de 3 de setembro de 1986, o então capitão de artilharia do 8º Grupo de Artilharia de Campanha e paraquedista escreveu um artigo que causou fúria na hierarquia militar. O motivo? Reclamava da elevada inflação, que corroía o poder aquisitivo do soldo das Forças Armadas, afirmava com todas as letras que o salário era baixo e não se podia viver com ele, apoiava cadetes expulsos da corporação por se rebelarem (num nítido desprezo pela hierarquia, própria de comunas), e ainda dizia que, ao contrário dos demais funcionários públicos, não havia como se defender, porque greves eram proibidas no Exército. Leia, caro incrédulo:

“Agora, na Nova República, novamente sofremos uma grande perda salarial: a maioria dos trabalhadores, através de lutas sindicais que nos são expressamente proibidas, gozava de adiantamentos, trimestralidade, bônus e outros ganhos que foram incorporados aos salários. Como não tínhamos esse privilégio, perdemos novamente o equivalente a três meses de inflação na época em que ela corroía consideravelmente o poder aquisitivo da população.”

Se nazismo é socialista, Bolsonaro é de esquerda

(Reprodução/Veja)

O quê? Quem fala de perda salarial é petralha. Quem menciona “trabalhadores” é comunista. Lutas sindicais... ainda por cima, reclamando que não tem direito a elas... é um subversivo! Inflação comendo salário? “Chola mais, esquerda, chola”, como dizem os pseudointelectuais de Facebook. Se preocupar que o aumento de preços estava maltratando o bolso da população? Que é isso? População? Quem se preocupa com o povo é comuna.

Até a boina que ele usava na foto da Veja era vermelha. Coisa de bolivariano, cubano, castrista. Mentira? Tanto é verdade, que os superiores de Bolsonaro o levaram à Corte Militar por isso. Censuraram publicamente as declarações. Consideraram-no insubordinado. Agitador. Enfim, coisa de quem não tem o que fazer. Se tivesse, iria trabalhar. Quer saber? Esse Bolsonaro “chola muito”. É uma melancia! Verde por fora e vermelho por dentro.

Hikayeyi okudun
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tarafından yazıldı
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m.juliboni
Escreve sobre política e economia desde 2000. E ainda se espanta com isso!!!