Luz, câmera, figurinos.
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Todo mundo tem uma história para contar
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Rococó Style

Imagina você, ter que sair de casa aos 14 anos, para um casamento forçado, sendo mandada a outro país, tendo um marido que a rejeita, costumes novos e o seu casamento ser uma grande manobra política? Pois bem, já sabe de qual filme estamos falando?

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Um beijo pra você que disse Marie Antoinette, o filme aclamado pela crítica e vencedor de um Oscar de melhor figurino em 2007, foi dirigido por Sofia Coppola e a figurinista que eu amo Milena Canonero. Um obra centrada na vida excêntrica da monarquia, deixando um pouco de lado o contexto histórico da Revolução Francesa, trazendo uma visão mais humana da rainha que era considerada por muitos fria, fútil e fracaPor meio de roupas, sapatos e penteados, a rainha se impôs, colocando-se acima de qualquer mulher francesa. Vamos falar um pouquinho desse figurino que, se transforma em um quadro vivo do século XVIII. E quem não viu ainda tem trailer aqui!

Maria Antonieta foi conhecia pelas roupas que usava e seus penteados gigantescos os poufs que chegavam a quase 1 metro de altura. No filme, se é muito bem transmitido os seus 4 momentos dentro da monarquia francesa. A saída de sua terra natal, quando ela começa a assumir o controle de sua própria situação, o nascimento dos filhos e a chegada da revolução.

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No inicio do filme a chegada em Versalhes, até o acontecimento do casamento, nos deparamos com pouco diálogo. Mas o ritual da vestimenta matinal em que a Delfina era arrumada pela nobreza nos faz delirar,  ao ver a grande gama de cores quentes, tons pastéis com flores e enfeites por todas as partes.

Rococó Style
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Quando Maria enfim se casa a personagem começa assumir o controle e surge uma nova explosão de cores, camadas, corpetes, saias, adornos, babados, broches e um lindo "All-Star" que faz uma "ponta" no filme representando a sua passagem para o mundo adulto.

Rococó Style
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Rococó Style
Rococó Style
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Em sua fase campestre (onde se refugiou no Trianon) surge o abandono do espartilho e a preferencia por roupas e tecidos leves, sem grandes adornos em um clima camponês. As cores dos figurinos eram sóbrios e tons pastéis, refletindo visivelmente seu estado de espirito.

Rococó Style
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No momento final do filme, os dias de luto se fazem presente e o abandono das cores claras fica visível, começa então a utilização do preto e o filme é tomado por uma atmosfera de melancolia. (Nesse momento Maria era completamente odiada, tanto pela nobreza quanto pelo povo)

Rococó Style
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Esse filme é incrível e na época de estreia rendeu documentários e um editorial maravilhoso feito pela Vogue Americana. Outra coisa muito legal é que muitas tomadas do filme foram rodadas em partes restritas de Versalhes, porém a mobília não é original.

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Eu ainda poderia ficar aqui escrevendo mais um MILHÃO DE COISAS. Mas deixo para vocês a oportunidade de se imergir ao mundo dessa mulher fantástica e tirarem suas próprias conclusões.

O Grande Hotel Budapeste

A figurinista da vez é nascida em Turim, na Itália em 1946. Ela assinou os figurinos dos filmes "Laranja Mecânica", "Barry Lyndon", "Carruagens de Fogo" e "Maria Antonieta" .  Além de ter sido responsável pelos trajes de "O Iluminado", "Entre dois amores", "O Poderoso Chefão - Parte 3" e "Deus da Carnificina". Já sabe de quem estamos falando?  Estamos falando de Milena Canonero.

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O Grande Hotel Budapeste

O filme de Wes Anderson conta a história de Gustave H, o lendário concierge em um famoso hotel europeu entre o período de guerra. Ele conhece um jovem empregado, Zero Moustafa, o mensageiro e os dois vivem aventuras e uma bela amizade. Vivem também as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.

Falando em transformações históricas, o filme se passa em um país fictício e foi todo filmado na Alemanha. Um dos grandes acertos do filme é sua paleta de cores. Como a história se passa num período de guerra, alguns figurinos até mesmo o cenário do hotel apresentam tons cinzas e frios.  Mas a mistura do tons pastéis e o colorido vibrante trazem alegria e sofisticação no ambiente.

O Grande Hotel Budapeste
O Grande Hotel Budapeste
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Já o figurino do filme se destaca principalmente pelas vestimentas masculinas, que contextualiza uma época em que o "confortável porém chic" era uma das regras sociais. Milena assinou toda a produção das peças mas teve ajuda de duas grandes maisons Padra, Fendi e Louis Vuitton.

O Grande Hotel Budapeste
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Outro figurino em destaque é de Tilda Swinton, com uma beleza diferenciada dos padrões hollywoodianos, ela aparece transformadíssima no filme.  O seu personagem, uma mulher de 90 anos, muito rica e excêntrica era também uma colecionadora de arte e a sua profissão estava presente nas suas roupas, tanto que uma de suas peças tem inspiração no famoso  quadro Retrato de Adele Blovh-bauer I de Gustave Klimt.

O Grande Hotel Budapeste
O Grande Hotel Budapeste
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O filme tem um eixo temporal bem contextualizado, com peças da década de 20 a 40. A história é muito bem contada e você não consegue tirar os olhos de um cenário tão envolvente.  Aquela dica, se não viu poem na lista Wes Anderson vai te deixar apaixonado.

 

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