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Com tecnologia de ultrassom, você pode sentir a realidade virtual

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Ultrahaptics usa frequências de som gravíssimas para simular o tato nos sistemas de VR

Com tecnologia de ultrassom, você pode sentir a realidade virtual

(Imagem: YouTube/Ultrahaptics)

Você já foi a um daqueles cinemas 5D, 6D ou sei lá quantos dês? Eles geralmente são atrações de parquinho e, além das imagens em três dimensões, têm cadeiras que se mexem, líquidos espirrando na sua cara, disparadores de cheiro e coisas assim. É tudo meio tosco, mas ajuda a transmitir as sensações do filme ao espectador. E adereços do tipo estão surgindo para melhorar também a experiência da realidade virtual.

Já existe um acessório que você encaixa num óculos de VR para sentir cheiros. E outro que “assopra” no seu rosto e te faz sentir vento, calor e frio de acordo com o que está acontecendo na tela. A mais nova tentativa de aumentar a imersão nesses dispositivos é da Ultrahaptics, uma startup que está usando tecnologia de ultrassom para simular o tato nos filmes e jogos.

Funciona assim: um pequeno emissor de ondas sonoras (isso mesmo, uma espécie de alto-falante) gera frequências tão graves que o ouvido humano não é capaz de escutar, apenas sentir. É como se você estivesse num show ao vivo, com o bumbo da bateria estourando no seu peito. Mas o som desse aparelho da foto abaixo é ainda mais grave, de modo que seus ouvidos não podem perceber. Sobra, portanto, somente a sensação.

Com tecnologia de ultrassom, você pode sentir a realidade virtual

(Foto: Divulgação/Ultrahaptics)

A ideia da empresa é desenvolver um software, ou encontrar parceiros que o façam, para encaixar esse emissor ultrassom nos dispositivos de realidade virtual, como Oculus Rift e HTC Vive. Digamos que um terremoto aconteça no seu jogo - o acessório seria capaz de interpretar o ambiente e jogar ondas sonoras em cima de você, gerando uma resposta tátil interessante.

Não se engane: essa tecnologia não vai se desenvolver a ponto de termos uma excelente simulação da realidade, no que diz respeito ao tato. A Ultrahaptics diz que não vai dar para o jogador tocar em coisas no ambiente virtual e sentir as texturas com precisão - para isso, os chamados wearables (acessórios de vestir, como luvas ou joysticks) ainda parecem uma aposta melhor. Mas ondas gravíssimas que tremem o chão são uma boa ideia para complementar a experiência.

Desde o ano passado, a empresa tem feito demonstrações da tecnologia em outras aplicações, e não somente na realidade virtual. O vídeo abaixo mostra como ela seria usada para controlar dispositivos eletrônicos e até eletrodomésticos.