TECNOLOGIA

Os robôs mais aguardados de 2018 são a maior decepção

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Feira de tecnologia em Las Vegas mostrou que ainda não dá pra confiar em nossos amigos de lata, como o armário que dobra roupas e o assistente pessoal

Os robôs mais aguardados de 2018 são a maior decepção

(Foto: YouTube/Aeolusbot)

A gente sabe que o futuro é das máquinas. Quase toda semana aparece um robô incrível prometendo revolucionar a sua vida. Mas uma coisa são aqueles vídeos bonitos produzidos pelo pessoal das melhores empresas ou faculdades mundo afora, mostrando humanóides que pintam, bordam e rodopiam. Outra, bem diferente, é o teste da realidade - quando nossos companheiros cabeças de lata são colocados à prova num auditório.

Alguns dos robôs mais esperados de 2018 fizeram feio na maior feira de tecnologia do mundo, a CES, em Las Vegas. Como o armário que, em teoria, dobra roupas sozinho, o FoldiMate. A ideia parece genial (já pensou tirar uma camisa do varal, jogar numa gaveta de qualquer jeito e deixar que o próprio móvel ajeite a peça entre suas roupas?). Pena que o equipamento de US$ 1 mil se atrapalhe todo e viva dando pau, engasgando com as mangas das blusas, de acordo com relatos de quem estava na feira.

Os robôs mais aguardados de 2018 são a maior decepção

(Foto: Divulgação/FoldiMate)

E aquele robô diarista que faz faxina, organiza a casa e ainda te serve bebidas? Falamos do Aeolus aqui alguns dias atrás, e a ideia parece incrível. Mas vários jornalistas na CES contaram que ele derrubou latinhas no chão mais de uma vez, durante suas exibições. A máquina ainda não está 100% pronta e só chega ao mercado no fim do ano. Mas, se não melhorar até lá, haja saco para limpar a sujeira de um copo derrubado por seu assistente pessoal que custa alguns milhares de dólares.

A maior decepção, no entanto, foi o prometido robô faz-tudo da LG. Em teoria, ele realiza coisas que você manda e ainda interage fisicamente ou por meio de ruídos, como um R2-D2. Mas bem no palco, quando o vice-presidente da companhia, David VanderWall, estava mostrando os dotes do pequeno CLOi, o dróide resolveu ignorá-lo completamente.

Os robôs mais aguardados de 2018 são a maior decepção

(Foto: Divulgação/LG)

“CLOi, já lavei minhas roupas”, disse o executivo, esperando que o robozinho recolhesse as peças ou interagisse. Silêncio total e constrangimento. “Até os robôs têm dias ruins”, tentou aliviar VanderWall. E por mais que ele puxasse assunto, a máquina não respondia de jeito nenhum. Uma péssima primeira impressão para o tão esperado assistente pessoal.

"Tudo bem, eram apenas apresentações”, você pode ponderar. Afinal, são produtos que ainda nem estão no mercado e podem melhorar. Mas cabe a pergunta: essas máquinas, que vão estar nas lojas em poucos meses, vão mais ajudar ou atrapalhar? Será um daqueles casos em que a tecnologia vem para suprir necessidades que não temos e, no meio do caminho, acabam criando problemas antes inexistentes?