TECNOLOGIA

Pesquisadores monitoram enchentes com inteligência artificial

Marco Zanni
Autor
Marco Zanni

Programa verifica tuítes e informações compartilhadas por cidadãos para detectar e prever inundações em comunidades costeiras

Pesquisadores monitoram enchentes com inteligência artificial

(Foto: Creative Commons)

A chuva castiga as cidades litorâneas nesta época do ano, e a tecnologia pode ajudar as pessoas a lidar melhor com as catástrofes naturais. Cientistas da Universidade de Dundee, na Escócia, estão usando inteligência artificial, redes sociais e informações dos cidadãos para monitorar enchentes nos municípios costeiros.

A ideia é desenvolver um sistema de detecção antes de a enchente acontecer. Em três meses de pesquisa, os estudiosos garantem ter conseguido criar uma ferramenta mais confiável que as atuais - monitoramento via satélite, sensores espalhados pelas ruas e pessoas escaladas pelo governo, soluções muito custosas.

A alternativa combina informações de dois aplicativos: a rede social Twitter e o MyCoast, um programa no qual cidadãos reportam tempestades, enchentes e outros problemas. O software de inteligência artificial, então, busca palavras-chave e analisa o comportamento dos usuários antes, durante e após enchentes. Ele também verifica fotos, determinando se a região está inundada, se a tempestade é forte e coisas assim.

Após recolher esse conhecimento e filtrar as informações (afinal, a rede social tem muitos tuítes que contêm as palavras-chave procuradas, mas são irrelevantes), o programa estabelece padrões e, no futuro, consegue prever situações de risco com algumas horas de antecedência, classificando os possíveis eventos por severidade e localização.

Os pesquisadores acreditam que a ferramenta já é bastante eficaz, mas ainda não está perfeita. Sua precisão, no que diz respeito a detectar se os locais estão sofrendo com enchentes ou não, chega a 70%. A equipe vai continuar aperfeiçoando o sistema de inteligência artificial e acrescentando bancos de dados para, nos próximos meses, oferecer uma alternativa barata e eficaz aos governos para prevenção contra desastres naturais.