TECNOLOGIA

Robô gerentão fiscaliza se funcionários estão trabalhando

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Máquina projetada para construção civil usa radares para acompanhar a evolução da obra e dedurar para o chefe, caso o serviço não esteja rendendo

Robô gerentão fiscaliza se funcionários estão trabalhando

(Imagem: YouTube/Doxel)

Quem já fez alguma reforma em casa sabe a dureza que é cumprir cronogramas. Agora imagine quando a obra é o prédio de uma grande construtora - estourar prazos pode significar milhões de reais perdidos. Por isso a empresa Doxel acaba de inventar um robô equipado com radares para fiscalizar o andamento de projetos de construção civil.

Esse pequeno tanque de guerra robótico tem uma câmera e um lidar (aquele radar que geralmente é usado pelos carros autônomos para checar mudanças no ambiente). Ele passeia pela obra e coloca na ponta do lápis como está cada etapa do trabalho - diz, por exemplo, que o encanamento está 58% pronto, enquanto a parte elétrica ainda encontra-se nos 35%.

Em tempo real, esse carrinho bate as informações colhidas com as metas planejadas pela construtora e, então, define se o ritmo de trabalho está dentro do esperado ou não. O robô ainda tem a capacidade de verificar erros estruturais e avisar o engenheiro-chefe, caso os funcionários não tenham seguido as orientações do projeto ao pé da letra.

Esse inspetor consegue colher imagens e sons para concluir se o ambiente está organizado, se existe barulho de gente trabalhando e se aquela parede que precisava ser levantada está saindo do chão. Com isso, a máquina consegue avisar o chefe, se alguém estiver fazendo corpo mole.

O software desenvolvido pela Doxel pode ser colocado no tanque de guerra mostrado no vídeo abaixo, para obras internas, e também em drones, para conferir áreas externas.

Esse tipo de tecnologia tem um claro benefício para a indústria, que pode economizar muito dinheiro ao ser mais eficiente. Mas haveria aqui também um dilema ético? O quão justo e humano é fiscalizar funcionários com câmeras e radares 100% do tempo? Mais uma questão para pensarmos sobre nossa relação com as máquinas.