CIÊNCIA

Robôs virtuais aprendem sozinhos a jogar futebol e lutar sumô

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A startup de inteligência artificial de Elon Musk colocou modelos 3D para competir, e eles desenvolveram habilidades surpreendentes, sem o comando de humanos

Robôs virtuais aprendem sozinhos a jogar futebol e lutar sumô

(Imagem: Divulgação/OpenAI)

Esses bonequinhos coloridos aí da imagem fizeram uma coisa incrível: estimulados a competir uns com os outros, aprenderam a jogar futebol ou praticar artes marciais, sem que nenhum humano lhes ensinasse a chutar a bola ou usar braços e pernas para golpear o adversário. Ou seja, eles praticaram esportes e desenvolveram suas habilidades, como num treino, sem uma programação específica ou simulação baseada em captura de movimentos de atletas, como fazem videogames.

Quem criou esses programas de computador foi a OpenAI, a startup de inteligência artificial de Elon Musk, fundador da Tesla. Eles funcionam como redes neurais, modelos matemáticos baseados em organismos inteligentes, que aprendem a fazer as coisas sozinhos, com base na experiência. Se o programador ensinar à máquina as regras de sumô e der aos bonecos a ordem de derrubar seu oponente do tatame, eles vão dar um jeito de aprender como usar seus corpos para fazer isso, na tentativa e erro.

Dê uma olhada no vídeo abaixo em como esses programas estão lidando com as novas habilidades - mas, por favor, não faça bullying com o jeito esquisito dos novatos.

Legal, né? Explicando melhor o que acontece nesse filme: os robôs 3D que perdem a disputa aprendem a não cometer os mesmos erros, enquanto os vencedores colocam em seu arsenal a tática que deu certo. Além do sumô e do futebol, eles também aplicam técnicas de futebol americano para derrubar o adversário.

Outro teste mostrado aí foi a transferência de habilidades para novos ambientes. No exemplo, os bonecos recebem a tarefa de ficar de pé diante da maior ventania, usando para isso os movimentos de corpo e equilíbrio que aprenderam nas artes marciais.

Por enquanto, a OpenAI ainda é um grupo de pesquisa, com investimento de US$ 1 bilhão e 60 funcionários. Nem eles dizem ao certo qual tipo de aplicação será possível construir no futuro com esse conhecimento, mas os dois anos de trabalho já renderam alguns resultados que deixaram a sociedade tecnológica de boca aberta.

Em agosto deste ano, um programa criado pela startup aprendeu sozinho a jogar o complexo Dota 2, num período de duas semanas, e foi capaz de vencer o gamer profissional Danylo "Dendi” Ishutin. Quer dizer, o computador bater em você num simples joguinho de xadrez já é coisa do passado. O que mais será que ele pode aprender?