Cultura POP
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Cultura POP
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Cultura POP
ic-spinner
Todo mundo tem uma história para contar
Encontre as melhores histórias para ler e autores para seguir. Inspire-se e comece a escrever grandes histórias sozinho(a) ou com seus amigos. Compartilhe e deixe o mundo conhecê-las.

Doctor Who: atriz revela que nova Doutora terá relacionamento com mulheres

Micheli Nunes
há 3 meses1.9k visualizações
Doctor Who: atriz revela que nova Doutora terá relacionamento com mulheres
Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

Cada dia um tiro diferente sobre os bastidores de Doctor Who! A atriz Michelle Gomez, que interpreta Missy (a encarnação feminina do Master), deu uma entrevista para o The Daily Star afirmando que "agora que temos uma Doutora, vai sim rolar romance de mulher com mulher". O Doutor, que já se interessou por homens e mulheres no decorrer da trama, só teve relacionamentos com mulheres, o que não deve parar com Jodie Whittaker no papel principal.

Lembrando que não será o primeiro relacionamento entre mulheres da série. Madame Vastra e Jenny são duas antigas amigas do Doutor que foram introduzidas na série como um casal na sexta temporada. As duas, inclusive protagonizaram o primeiro beijo entre mulheres da série (antes, o personagem Jack Harkness já havia beijado o próprio doutor), o que resultou em um monte de reclamações de fãs conservadores.

Mas os homofóbicos deveriam repensar suas ideias ou procurar outra série, porque Doctor Who sempre foi, e sempre será, uma série inclusiva. Além de Jack, que apareceu já na primeira temporada da retomada, ser um personagem pansexual, na nona temporada conhecemos Bill (Pearl Mackie), a primeira companion lésbica. 

Doctor Who: atriz revela que nova Doutora terá relacionamento com mulheres

Porém, infelizmente nem todas as notícias são boas. Quando perguntada se ia continuar na série como Missy, Michelle disse que provavelmente não: "Acho que já tivemos Missy o suficiente no momento. É bom saber a hora de ir embora da festa, e foi uma festa maravilhosa, mas agora é hora de ir". Porém, como nada em Doctor Who está escrito em pedra, a atriz deixou a possibilidade em aberto: "Quem sabe um dia eu não volto?".

Edgar Wright conquista o mundo com 'Em Ritmo de Fuga'

Micheli Nunes
há 3 meses2.4k visualizações
Edgar Wright conquista o mundo com 'Em Ritmo de Fuga'
Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

O jovem diretor britânico Edgar Wright é um daqueles cineastas autorais que não são super famosos, mas têm fãs totalmente fiéis. Edgar conquistou esse fandom em 2003, com o filme Todo Mundo Quase Morto (2004), dando o pontapé na excelente Trilogia de Sangue e Sorvete, que tem ainda Chumbo Grosso (2007), e Heróis de Ressaca (2013). Mas é Em Ritmo de Fuga (Baby Driver) que derruba as fronteiras consagra a popularidade do diretor no mercado mainstream, tudo por causa da magia da música (e de uma excepcional edição). 

Com um estilo de comédia totalmente baseado em diálogos inteligentes, ironia e nonsense, Wright sempre encontrou na língua uma barreira. Boa parte de suas piadas não traduzem bem para outros idiomas, o que em certo nível conteve sua popularidade entre pessoas que falam inglês. "Em Ritmo de Fuga tem menos diálogo do que todos os meus filmes anteriores, e isso foi pensado. Uma das coisas que eu tinha em mente quando escrevia o roteiro foi que os meus filmes não vão tão bem em territórios que não são de língua inglesa, porque eles são muito verbais", explicou o diretor na coletiva para divulgar o longa no Brasil. Por aqui, seus filmes anteriores nunca foram exibidos em tantas salas. "Claro, o filme ainda tem bastante diálogo, mas tem longas cenas que funcionam como um filme mudo. O resultado é que está passando em mais países do que qualquer outro dos meus longas".

Edgar Wright conquista o mundo com 'Em Ritmo de Fuga'

Talvez Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010) tenha sido o filme mais popular de Wright, mas Em Ritmo de Fuga está em outra categoria. Apesar de ser feito propositalmente para alcançar uma audiência maior, o filme não emburrece para ampliar o alcance, pelo contrário. É o trabalho mais sofisticado de Wright em termos de edição, ritmo, tom e storytelling. "Um dos motivos pelos quais acho que o filme está indo bem é porque as pessoas se conectam com esse jovem casal. As pessoas reconhecem algo deles dentro do personagem", palpita Wright. E é de fato a simplicidade da história que abre espaço para uma quantidade enorme de informação que é passada através da fotografia e da música, sem que isso fique cansativo, um erro comum de blockbusters.

O filme conta a história de Baby (Ansel Elgort), um jovem que trabalha como piloto de fuga para quitar uma dívida. Por causa de um problema no ouvido, Baby constantemente ouve um zumbido, que ele precisa abafar com música, e isso permite que a incessante trilha sonora conte a maior parte da história. "As pessoas usam música como escape, e é sobre isso que o filme fala. Sobre a nossa relação com a música e como ela pode mudar o tom da sua vida e transformar o que acontece ao seu redor. E como acontece de vez em quando, quando a música que estamos ouvindo nos fones entra em sincronia com aquele momento da nossa vida", explica precisamente o diretor.

E a música é mais que uma ferramenta narrativa, é parte fundamental da estrutura do filme. Wright selecionou a trilha antes mesmo de começar a escrever o roteiro. Aqui ela dita o tom e guia as emoções do espectador muito mais do que em filmes como Guardiões da Galáxia, por exemplo. Em Baby Driver, os personagens falam, andam respiram e dançam no ritmo da música, e até nas cenas de tiroteio as batidas são sincronizadas com os tiros. Fotografia, luz e edição dançam a trilha sonora (que, por sinal, está disponível no Spotify), e as letras não apenas narram indiretamente a história, como aparecem, literalmente, escritas no cenário. 

Em Ritmo de Fuga já virou o queridinho da crítica no mundo inteiro, e já até recebeu o título de "filme do ano" em um certo consenso. Wright, que é apaixonado pela comédia, tem poucas chances de levar um Oscar, que ainda privilegia dramas mais pesados ou longas cheios de autorreferências, mas certamente vai garantir algumas indicações. E se não levar as estatuetas de melhor edição e edição de som, pode carimbar que é marmelada.

Você leu a pasta de história
Story cover
escrita por
Writer avatar
micheli.nunes
Micheli é jornalista especialista em cinema, e escreve sobre filmes, séries de TV, feminismo e cultura pop há 9 anos.