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Poderosas mas nem tanto: Mulheres de Game of Thrones têm menos espaço que homens

Micheli Nunes
4 месяца назад50.6k просмотров
Poderosas mas nem tanto: Mulheres de Game of Thrones têm menos espaço que homens
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Depois de uma quinta temporada muito criticada por colocar no ar DUAS cenas de estupro com pouca importância para a trama, os produtores da série Game of Thrones fizeram tudo para se redimir e colocaram as mulheres no foco da sexta temporada. Há menos de 20 dias da estreia da sétima, o mundo de Gelo e Fogo está dominado por mulheres. Cersei senta no trono de ferro, Daenerys chega a Westeros com seus exércitos e dragões, Arya já está tocando o terror entre seus inimigos e Sansa senta soberana ao lado de Jon, no Norte. Porém, todo esse poder não reflete no espaço da tela.

A empresa de pesquisas americana Looker fez uma análise de toda a série e chegou a conclusões decepcionantes. Os 45 personagens masculinos apareceram na tela por 2.265 minutos, enquanto as 22 personagens femininas só tiveram 1.205 no foco. E só de ter o dobro de personagens masculinos do que os femininos já é um fato decepcionante, mas você pode argumentar que é uma questão de quantidade, certo? Errado.

Tyrion Lannister, o personagem masculino que mais aparece na série tem um total de 293 minutos, enquanto Daenerys Targaryen tem 221. Isso é mais de uma hora de diferença! E para uma comparação mais equilibrada, Jon Snow e Dany aparecem no mesmo número de episódios: 49. Porém João das Neves tem 47 minutos a mais do que a mãe dos dragões.

E não adianta vir com o papinho de "é uma série medieval, mulheres não tinham tanto espaço", porque é uma série de FANTASIA. Se dá pra imaginar um dragão tacando fogo nas pessoas, dá pra imaginar um universo onde homens e mulheres têm a mesma relevância.

Especialistas estão preocupados com o filme sobre anorexia da Netflix

Micheli Nunes
4 месяца назад131.4k просмотров
Especialistas estão preocupados com o filme sobre anorexia da Netflix
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O longa O Mínimo para Viver (To the Bone), que será lançado no dia 14 de julho na Netflix, tem apenas um trailer no ar e já está levantando polêmicas nas redes sociais. Com Lilly Collins no papel principal, a história acompanha a jornada de Ellen, uma jovem de 20 anos que passou toda a adolescência lutando contra distúrbios alimentares sem sucesso. 

Apesar da importância do tema, especialistas ao redor do mundo estão demonstrando preocupação com a abordagem. Isso porque anorexia, assim como outros distúrbios alimentares, são o que psicólogos chamam de "doenças competitivas", o que faz com que as pessoas que têm pré-disposição para desenvolvê-las, sintam-se incentivadas e desafiadas ao vê-las retratadas na mídia. 

"O trailer fala da contagem calórica específica de diferentes alimentos, mostra uma atriz que parece estar emaciada e mostra comportamentos de transtorno alimentar, como exercício físico compulsivo e restrições alimentares. São mensagens que funcionam como gatilhos, como por exemplo quando a atriz diz 'estou no controle'", escreveu Jennifer Rollin, psicoterapeuta especialista em distúrbios alimentares em uma coluna no Huffington Post.

Para Jennifer, quando esses problemas são romantizados, principalmente na pele de uma atriz bonita e carismática, e mostrados em detalhes, isso pode servir como um "manual de instruções". A crítica é muito similar ao que foi dito da série 13 Reasons Why, também da Netflix, que falava de suicídio de maneira irresponsável, mostrando, em detalhes, a cena em que a personagem principal corta os pulsos e morre.

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micheli.nunes
Micheli é jornalista especialista em cinema, e escreve sobre filmes, séries de TV, feminismo e cultura pop há 9 anos.