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Especialistas estão preocupados com o filme sobre anorexia da Netflix

Micheli Nunes
Yazar
Micheli Nunes
Especialistas estão preocupados com o filme sobre anorexia da Netflix

O longa O Mínimo para Viver (To the Bone), que será lançado no dia 14 de julho na Netflix, tem apenas um trailer no ar e já está levantando polêmicas nas redes sociais. Com Lilly Collins no papel principal, a história acompanha a jornada de Ellen, uma jovem de 20 anos que passou toda a adolescência lutando contra distúrbios alimentares sem sucesso. 

Apesar da importância do tema, especialistas ao redor do mundo estão demonstrando preocupação com a abordagem. Isso porque anorexia, assim como outros distúrbios alimentares, são o que psicólogos chamam de "doenças competitivas", o que faz com que as pessoas que têm pré-disposição para desenvolvê-las, sintam-se incentivadas e desafiadas ao vê-las retratadas na mídia. 

"O trailer fala da contagem calórica específica de diferentes alimentos, mostra uma atriz que parece estar emaciada e mostra comportamentos de transtorno alimentar, como exercício físico compulsivo e restrições alimentares. São mensagens que funcionam como gatilhos, como por exemplo quando a atriz diz 'estou no controle'", escreveu Jennifer Rollin, psicoterapeuta especialista em distúrbios alimentares em uma coluna no Huffington Post.

Para Jennifer, quando esses problemas são romantizados, principalmente na pele de uma atriz bonita e carismática, e mostrados em detalhes, isso pode servir como um "manual de instruções". A crítica é muito similar ao que foi dito da série 13 Reasons Why, também da Netflix, que falava de suicídio de maneira irresponsável, mostrando, em detalhes, a cena em que a personagem principal corta os pulsos e morre.