MULHERES

Lana de Holanda mostra que o ativismo na Globo é importante sim

Micheli Nunes
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Micheli Nunes
Lana de Holanda mostra que o ativismo na Globo é importante sim

A temática feminista e LGBT está cada vez mais presente nas mídia mainstream, o que tem gerado uma divisão nos movimentos ativistas. É verdade que quando levamos esses assuntos para veículos tradicionalmente conservadores, as informações acabam adquirindo ruído. Entendo as críticas das pessoas que se opõem, principalmente no que diz respeito à visibilidade, pois muitas vezes esses veículos falam sobre pessoas sem dar a elas o protagonismo das suas histórias. E quando trazem essas pessoas para a TV, geralmente escolhem as mais "aceitáveis" para o público geral, ou seja, menos polêmicas ou transgressoras, dando a impressão de que todo o movimento é assim.

Mas com cada vez mais informação sendo compartilhada de maneira independente na internet, esse ruído tem diminuído. E temas como feminismo e transexualidade acabam sendo mostrados  na TV com alguns problemas, mas de maneira positiva no saldo final. Uma prova disso é o enorme impacto que esses programas e reportagens têm na vida das pessoas que vivem aquela realidade. Já falei disso no post sobre o feminismo do Amor & Sexo e revisito o tema para compartilhar a experiência da Lana de Holanda. 

Lana é uma jornalista e ativista trans do Rio de Janeiro. Depois de um episódio da reportagem especial do fantástico sobre pessoas transgênero, ela passou por duas experiências poderosíssimas, que relatou em sua página do Facebook. A primeira foi em um Subway, quando um dos atendentes se referiu a ela com o pronome masculino e logo foi corrigido por uma colega: "É senhora, seu burro! Não viu o Fantástico não?". Leia o relato completo abaixo:

A outra experiência de Lana é ainda mais emocionante. Ela relata que sua mãe, com quem não falava há um ano por não aceitar a transição da filha, está assistindo ao especial e agora entende melhor o que a filha vive e aceita. Leia também o post completo:

 

É por isso que mesmo usando alguns termos errados e transmitindo alguns conceitos ultrapassados, o especial do fantástico é vitorioso na missão de humanizar pessoas trans e alcançar pessoas que o ativismo online não alcança. E esse trunfo não tem preço.

Aviso: O feminismo em que eu acredito inclui mulheres trans. Estou ciente de que outras vertentes não dividem os mesmos princípios, mas todo o conteúdo que você vai encontrar nos meus textos tem a intenção de ser inclusivo e interseccional.