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'Pânico' passa de todos os limites e aterroriza Panicats com novo quadro

Micheli Nunes
há 4 meses11.3k visualizações
'Pânico' passa de todos os limites e aterroriza Panicats com novo quadro
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Dizer que o programa Pânico, da Band, passou dos limites é quase uma redundância. Apesar da audiência praticamente nula, nas últimas semanas eles se envolveram duas polêmicas nas redes sociais. Primeiro mostraram um pênis ao vivo, em uma cena de claro assédio na TV aberta, e fazendo o apresentador e cria de Silvio Santos, Dudu Camargo, passar as mãos na genitália de dançarinas. Mas aparentemente, na corrida para fugir do traço de audiência vale absolutamente qualquer coisa. Segundo o colunista Flávio Ricco, do UOL, uma pessoa da direção do programa criou um quadro chamado “Churrasquíni”, em que as Panicats seriam vestidas em biquinis feitos de carne assada e oferecidas a moradores de ruas, para que eles comessem as peças.

A ideia, que segundo o colunista já recebeu o "sinal verde" para ser produzida no Rio de Janeiro, teria aterrorizado as Panicats, com toda razão. Essas garotas, todas na faixa dos 20 e poucos anos, são usadas como decoração e submetidas a todo tipo de humilhação por salários baixíssimos desde o surgimento do programa. E a coisa tem ficado cada vez pior à medida que a audiência vem caindo e a produção recorre a situações cada vez mais vexatórias que, via de regra, exploram as Panicats e seus corpos. Dessa vez, porém, não são apenas as jovens deslumbradas com a fama a serem exploradas. O programa quer humilhar e constranger também outro grupo ainda mais vulnerável: os moradores de rua. 

Ter um programa como o Pânico no ar em 2017 já é uma aberração inexplicável. Eles usam do que há de mais baixo no universo do entretenimento e mascaram de "politicamente incorreto". Machismo, homofobia, transfobia, racismo, xenofobia e outras diversas formas de preconceitos são perpetuadas sem constrangimentos, em troca de algumas risadas e uns pontos de audiência, tudo isso em uma emissora que goza de concessão pública

Todos os absurdos que esse programa já colocou no ar deveriam, no mínimo, ser questionados, mas expor funcionárias nesse nível e oferecer comida a uma pessoa faminta em troca de exploração não é nada menos que criminoso. Se esse quadro de fato for produzido, o programa mostra que passou há muito do "politicamente incorreto" e foi direto para a barbárie.

Você colaria um acessório na cabeça do seu bebê?

Micheli Nunes
há 7 meses5.4k visualizações

Uma empresa brasileira desenvolveu uma cola para grudar acessórios na cabeça de meninas, tudo para que os pais não corram o perigosíssimo risco de sua recém nascida seja confundida com um menino.

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Você colaria um acessório na cabeça do seu bebê?

O site da empresa que desenvolveu a cola, a Babydeia, ainda está em construção, mas uma pesquisa mostra que o produto está no mercado há pelo menos dois anos, de acordo com o review de algumas mães blogueiras. O caso veio à tona quando o PlayGround BR fez um vídeo com imagens promocionais da marca e compartilhou no facebook. 

Segundo um blog, a "girlie glue", como é chamada, vem para substituir a técnica de colar o acessório usando sabonete (???). Na descrição, a empresa afirma que a cola é para mamães (porque pais obviamente não cuidam das filhas) deixarem suas princesas lindas com toda a segurança. "Às vezes na correria do dia-a-dia, não dá tempo de enfeitar e colocar uma roupinha rosa, então eu só passo a colinha, coloco o lacinho e tá tudo certo", afirma uma mãe no vídeo.

Essa história inteira é ridícula, mas é bom lembrar que não é novidade. Todo o famoso "enxoval" já é desenhado de acordo com o possível sexo da criança, e acessórios para meninas existem há séculos, inclusive brincos. A importância que alguns pais e mães dão para a divulgação do gênero do bebê, muito antes dele nascer, é uma coisa fascinante. Afinal, qual o problema de pensarem que sua filha é um menino ou vice-versa? Não basta esclarecer caso alguém pergunte? Eu hein...

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micheli.nunes
Micheli é jornalista especialista em cinema, e escreve sobre filmes, séries de TV, feminismo e cultura pop há 9 anos.