ENTRETENIMENTO

Pedimos mais publicidade da Mulher-Maravilha, mas não bem era isso que queríamos

Micheli Nunes
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Micheli Nunes
Pedimos mais publicidade da Mulher-Maravilha, mas não bem era isso que queríamos

Sempre que um grande filme de super-heróis vai estrear, vemos um monte de ações publicitárias em todas as plataformas possíveis. Isso inclui matérias em jornais, capas de revistas, teasers, trailers, linha de brinquedos, tour com os atores pelo mundo, campanhas nas ruas, licenciamento para refrigerante, roupas, videos com os atores nas redes sociais e etc. Porém, não temos visto muita coisa do novo filme da Mulher-Maravilha, que chega aos cinemas no dia 2 de junho. Um mês antes da estreia, o longa tinha apenas 5 filmes em seu canal do Youtube, enquanto Batman vs Superman tinha 30, na mesma época. Estranho, não?

Alguns jornalistas americanos notaram a falta de publicidade do filme e logo uma teoria da conspiração começou a rolar. Mulher-Maravilha seria o primeiro grande filme de super-herói protagonizado por uma mulher em muitos anos. Outras experiências similares (como Electra, e Mulher Gato) foram malsucedidas pela baixa qualidade dos longas e falta de crédito dos estúdios, mas depois de experiências positivas na TV, com Jessica Jones, Agent Carter e Supergirl, estava mais do que na hora da amazona ir para a telona. E os fãs estavam temendo que o longa de Diana não fosse tão legal assim, afinal, se o estúdio não gasta dinheiro na promoção, significa que não está apostando no produto.

E em meio a essa discussão, uma promoção muito bizarra apareceu nos Estados Unidos:

Isso mesmo, a marca ThinkThin, de produtos de emagrecimento que literalmente se chama PENSE MAGRA fez uma parceria com a Warner Bros. Pictures para o lançamento. É óbvio que a ação pegou super mal, porque todo o mote do longa é baseado em empoderamento feminino, representatividade e em dar bons exemplos para meninas, que raramente têm heroínas para admirar. E uma empresa que ganha dinheiro vendendo ideais irreais de que mulheres precisam ser sempre magras, e consequentemente dilapidando a autoestima delas, não deveria estar envolvida com este filme.

É bom lembrar também que o famoso bodyshaming, ou seja, o ato de criticar a aparência física de outras pessoas, já está presente no filme desde que o casting. Quando o nome de Gal Gadot foi anunciado no papel da heroína, lá em Batman vs Superman, a rejeição foi monumental, tudo porque ela seria "magra demais" para o papel. Como os comentários não paravam, a atriz fez declarações lembrando que nunca é OK atacar uma pessoa por sua aparência física, e que força pode ser medida de outras maneiras além dos músculos. 

As críticas só diminuíram depois da excelente participação de Gal no filme do morcego e do homem de aço. E depois o trailer excelente de Mulher-Maravilha, tudo indicava que o longa salvaria os rumos da DC no cinema. Mas a falta de uma publicidade consistente tem deixado o público apreensivo. 

Ainda assim, nós, fãs fa heroína, aguardamos ansiosamente o lançamento. E é crucial que ele seja bem sucedido, porque isso abriria portas para mais franquias de super-heróis com mulheres no papel principal. Então, por favor, Warner Bros. Pictures, não nos decepcione.