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Micheli Nunes
micheli.nuneshá 5 meses

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Mulheres inspiradoras da vida real e da ficção, retratadas em filmes, séries, animações, documentários e etc
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Helen Mirren dá recado para quem não se considera feminista

Micheli Nunes
há 5 meses226 visualizações
Helen Mirren dá recado para quem não se considera feminista
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Também conhecida como Rainha do Universo, a atriz e vencedora do Oscar e do Globo de Ouro Helen Mirren fez um discurso de arrepiar na última semana, em uma universidade na Louisiana, um dos estados mais conservadores dos Estados Unidos. "Não importa o seu gênero, Seja Feminista", afirmou ela, que lembrou o fato de que muitas pessoas não se dizem feministas por não saberem o significado da palavra.  

"Em todos os países e culturas que visitei, da Suécia a Uganda, de Cingapura a Mali, é muito claro que quando se respeita as mulheres, e lhes dá a liberdade de realizarem seus sonhos pessoais e ambições, a vida melhora para todo mundo", disse a atriz, que admitiu que por um tempo não gostou da palavra: "Não me definia como feminista até pouco tempo, mas sempre vivi como feminista e sempre acreditei no óbvio: que as mulheres são tão capazes, tão energéticas e tão inspiradoras quanto os homens”.

Ela explicou também que não se considerava feminista por achar que o termo era político demais. “Unir-me a um movimento que se chama feminismo me parecia didático demais, muito político. No entanto, comecei a entender que o feminismo não é uma ideia abstrata, mas uma necessidade se nós quisermos seguir em frente, e não retroceder em direção à ignorância. Então agora eu sou uma feminista declarada”, afirmou.

Helen pode ter levado anos para "assumir", mas sempre agiu como feminista e já enfrentou o machismo diversas vezes. Independente e sem filhos aos 74 anos, ela já teve que responder perguntas sexistas de jornalistas dezenas de vezes. Uma dessas entrevistas, bem antiga, veio à tona recentemente. Em 1975 O repórter Michael Parkinson perguntou a Helen se seus "atributos físicos" a ajudaram na carreira, enquanto fazia gestos com as mãos, referindo-se aos seios dela. A atriz rebate: "Que atributos? Meus dedos?", e segue dizendo que a pergunta era idiota. Os dois se reencontraram em 2007 e Michael mencionou novamente a aparência física de Helen, que não se acanhou: "Toda vez que eu encontro você esse assunto surge. (...) Você é um sexista por mencionar meus seios". PISA MENOS!

Veja o vídeo completo:

Maior pirata de todos os tempos era uma mulher e deixaria Khaleesi impressionada

Micheli Nunes
há 5 meses24.5k visualizações
Maior pirata de todos os tempos era uma mulher e deixaria Khaleesi impressionada
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Cheng I Sao foi uma corsária chinesa que deixou Barba Negra no chinelo. Ela teve uma frota maior, juntou mais dinheiro e ficou na ativa por muito mais tempo do que qualquer outro pirata. Conhecida como Madame Ching, ela governou os sete mares com punho de ferro, mas tinha uma regra de ouro: em sua frota de bandidos, estupro era proibido.

Madame Ching se tornou uma ameaça para o governo chinês e foi uma das piratas mais procuradas de todos os tempos, mas conseguiu um belo acordo de aposentadoria aos 35 anos e viveu tranquila sua velhice. E de alguma maneira sua história quase não é contada fora da cultura chinesa. Uma das pouquíssimas homenagens que ganhou na cultura pop ocidental foi uma breve aparição na franquia Piratas do Caribe:

Maior pirata de todos os tempos era uma mulher e deixaria Khaleesi impressionada

Sua história começa no século 18, quando trabalhava em um prostíbulo flutuante e foi pedida em casamento por um pirata. Diz a lenda que ela se ofendeu com a proposta e tentou arrancar os olhos do sujeito, mas no fim acabou concordando em se casar, se ele desse a ela metade de seu tesouro e de seus navios.

Juntos, eles trabalharam para unir diversos clãs de piratas em um enorme monopólio de saqueadores. E quando o marido morreu, Madame Ching se tornou líder da gigantesca frota aos 32 anos, e continuou aumentando seu contigente, no maior estilo Daenerys Targaryen, só que sem dragões!

Estima-se que ela reuniu cerca de 70 mil piratas, em uma frota de 2 mil navios. Um número que superava a maioria das marinhas da época e pelo menos duas vezes maior que a chinesa. Com uma equipe do tamanho de uma enorme empresa, ela desenvolveu um método de administração bastante moderno: selecionou coordenadores e gerentes para sua frota, juntou conselheiros e tesoureiros e começou a cobrar "impostos" de cidades litorâneas em troca de proteção. Importantes inovações no mundo da pirataria.

Conhecida por sua organização meticulosa e regras extremas, Madame Ching não aceitava desobediência. Cada bucaneiro podia ficar com 20% do que roubava, o resto ia para o tesouro da frota. Se alguém roubasse uma moeda perdia a cabeça. Mas a regra que a deixou mais conhecia foi a proibição de estupro. Sob seu comando, nenhum pirata tinha permissão para tocar nenhuma mulher, mesmo prisioneira, ou seria executado imediatamente.

E em apenas um ano, ela conseguiu reduzir a frota oficial da marinha chinesa pela metade, saqueando barco por barco. Sem o controle de suas águas, o governo chinês pediu ajuda para Inglaterra e Portugal e armou uma emboscada para Madame Ching. Eles a cercaram e tentaram afundar seu navio por oito dias, mas ela resistiu. Em desespero, os oficiais tentaram mandar barcos carregados de explosivos para o meio da frota dela, mas em um golpe de sorte, uma corrente de ar trouxe os barcos com pólvora de volta para o meio da marinha e danificou a maior parte dos navios, permitindo que Ching escapasse quase ilesa.

Depois de alguns anos, no entanto, Madame Ching se cansou da vida de pirata. Decidida a negociar sua rendição, ela pediu para falar com as autoridades chinesas. Por sua temível fama, todos esperavam que ela fosse atracar com uma guarda armada até os dentes, mas Ching simplesmente desceu do navio com algumas de suas esposas e os filhos delas, e caminhou calmamente até o imperador. Surpreso, ele concordou em dar a ela e aos seus piratas o perdão real e até mesmo uma mesada para que eles conseguissem viver uma vida confortável fora da pirataria!

A história de Madame Ching foi contada no podcast This American Life, e aparece no livro "Pirate Women: The Princesses, Prostitutes, and Privateers Who Ruled the Seven Seas"  ("Mulheres Piratas - As Princesas, Prostitutas e Corsárias que Comandaram os Sete Mares"), da jornalsta Laura Sook Duncombe, disponível em inglês na Amazon.

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micheli.nunes
Micheli é jornalista especialista em cinema, e escreve sobre filmes, séries de TV, feminismo e cultura pop há 9 anos.