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Iris, a fashionista de 95 anos que continua revolucionária

Micheli Nunes
8 ay önce175 görüntüleme

"Eu não sou bonita, nunca serei bonita, mas tenho algo muito melhor. Tenho estilo."

Iris, a fashionista de 95 anos que continua revolucionária
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Você já deve ter visto a imagem de uma senhora de cabelos curtos e brancos, óculos gigantes e muitos, MUITOS acessórios. Essa figura emblemática é Iris Apfel, uma designer de interiores americana que chegou a decorar a Casa Branca para nove presidentes e, com seu estilo único, tornou-se um ícone da moda.

Iris, a fashionista de 95 anos que continua revolucionária

Se existe uma palavra que define a linha estética de Iris, essa palavra é "acessorizar". Sempre com dezenas de penduricalhos, a fashionista não gosta da tendência minimalista - do "menos é mais" - que toma parte do cenário da moda há algumas décadas: "Eles acham que são estilosos, mas todos usam preto. Isso não é estilo, é uniforme". 

Iris possui dezenas de peças caríssimas de designers famosos em seu guarda-roupa, mas sua maior paixão são os brechós. Adora comprar pulseiras antigas e baratas e sempre faz questão de usar tudo o que compra. Seus looks peculiares chamam atenção em aparições nas semanas de moda pelo mundo, ou em exposições de suas coleções. Nessas ocasiões, a mídia não especializada trata Iris como excêntrica, mas no mundo da moda ela é idolatrada. É referência em ousadia e mistura estilos, tecidos, estampas e acessórios com maestria, sem nunca perder a fineza do todo e a direção estética.

"Não tenho nenhuma regra, porque eu só ficaria quebrando as regras. É uma perda de tempo"

Nascida em 1921, em Nova York, Iris cresceu durante a grande depressão. Formou-se pela prestigiada NYU e se especializou em artes na Universidade de Wisconsin. Por ter visto muitos tesouros familiares serem vendidos e abandonados durante a crise de 1930, ela desenvolveu um fascínio por trabalhos de restauração. Em 1948, casou-se com Carl Apfel, e juntos eles fundaram a Old World Weavers, uma das fábricas de tecidos mais luxuosas do mundo. Eles estiveram juntos até a morte de Carl, em agosto de 2015.

Iris nunca se encaixou nos padrões que lhe foram impostos. Casou-se aos 27 anos, uma idade avançada para a época. Não quis uma grande festa, concordou em uma cerimônia pequena por causa de seus pais e avós, mas sempre diz que preferia "fugir" com o noivo. Muito prática, Iris escolheu se casar em um vestido simples, cor-de-rosa, que poderia reutilizar mais tarde apenas tirando o véu. Ela até hoje guarda os sapatos de plataforma de cetim, que usa sempre que retornam à moda: "Se você espera o suficiente, tudo volta".

O casal nunca teve filhos, questão que sempre vem à tona quando a entrevistam. Iris brinca que Carl já dava trabalho suficiente, mas a verdade é que ela sempre foi uma talentosa mulher de negócios, que encontrou plenitude em sua carreira e nunca sentiu vontade ou necessidade de ter filhos. Se ainda hoje muitas mulheres tornam-se mães por pressão, a determinação de Iris, em plena década de 50, é ainda mais admirável.

No um universo opressor e potencialmente ditatorial que é a indústria da moda, uma mulher que não se curva aos padrões, envelhece sem medo e usa o que bem entende sem se desculpar é uma heroína. Com suas dezenas de pulseiras multicoloridas, Iris continua sendo uma revolucionária aos 95 anos.

Você pode saber mais sobre essa mulher sensacional no documentário Iris, dirigido por Albert Maysles (que já foi indicado ao Oscar e dirigiu o icônico Grey Gardens). Iris está disponível na Netflix e obrigatório pra quem gosta de moda.

O show da Lady Gaga foi político SIM

Micheli Nunes
8 ay önce101 görüntüleme
O show da Lady Gaga foi político SIM
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Com as medidas absurdas de Donald Trump, muita gente esperava que Gaga fosse fazer um show mais transgressor no Super Bowl, especialmente por ter sido uma grande apoiadora de Hillary Clinton. Acredito que a maioria concorda que a performance foi excelente, mas por mais que todos saibam que aquele espaço é cedido sob muitas regras contratuais rígidas e conservadoras, teve muita gente reclamando porque Gaga "apenas" cantou seu repertório, sem um "FORA TRUMP" sequer.

E tudo bem querer um posicionamento mais aberto, eu também queria. Mas afirmar que o show não foi político é um absurdo. A mensagem está lá, era só escutar:

Não se esconda, seja uma rainha, quer você seja quebrado ou um milionário

Se você for negro, branco, amarelo ou latino, se você for libanês ou oriental

Não importa se os obstáculos te afastaram, assediaram ou importunaram

Alegre-se e ame-se hoje, pois, baby, você nasceu assim

Não importa se você é gay, hétero ou bi, lésbica ou se é transexual

(Born This Way)

Futebol não é um meio onde gays são bem-vindos. Nem o nosso, nem o futebol americano. Nos estádios, "xingar" o adversário de "viado" (da forma mais pejorativa) é a coisa mais comum e aceitável, por mais que em outros ambientes a prática esteja começando a ser considerada condenável. Em times profissionais do Brasil, até hoje nenhum jogador de futebol saiu do armário publicamente. Nos EUA houve alguns casos tímidos, seguidos por muita retaliação, e a maioria deles quando o jogador já estava na aposentadoria.

Mas ontem, no meio do maior evento do ano de futebol americano, o campo pertenceu aos LGBTs. Durante 13 minutos, Lady Gaga tomou o palco e mostrou que ali não é lugar só de hétero. E por mais que diversas outras divas pop amadas pelos gays já tenham performado no famoso Half Time Show - como Janet Jackson, Beyoncé e Madonna -, nenhuma delas é tão vocal e envolvida com a causa LGBT como Lady Gaga é hoje.

Abertamente bissexual, Gaga tem diversos projetos de apoio a jovens LGBT, já apareceu no Grammy vestida Jo Calderone, sua persona masculina, de barba e tudo, fala sempre em apoio a crianças gays, lésbicas e trans e, em termos de fandom com identidade LGBT, talvez se compare apenas com Cher.

E mesmo em um momento mais introspectivo de sua carreira, com o álbum Joanne, Gaga visitou sua persona mais pop performando um mashup de seus hits, desde Just Dance, até A Million Reasons. Mas o momento mais forte da apresentação foi quando ela cantou as estrofes mais poderosas de Born This Way, um dos maiores hinos gays da história da música pop.

Tudo bem querer mais. Mas vamos combina, se entrar em um ambiente homofóbico, machista e racista, na frente de 100 milhões de pessoas, cantando que não importa sua cor, sua origem, seu gênero e sua sexualidade, você É LINDO E TEM VALOR, não for um ato político, eu não sei o que é.

Hikayeyi okudun
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tarafından yazıldı
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micheli.nunes
Micheli é jornalista especialista em cinema, e escreve sobre filmes, séries de TV, feminismo e cultura pop há 9 anos.