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Piqué chora por referendo da Catalunha e ameaça deixar seleção espanhola

PTorre
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PTorre
Piqué chora por referendo da Catalunha e ameaça deixar seleção espanhola

(Facebook / Barcelona)

Piqué deixou de ser apenas um zagueiro do Barcelona para se tornar uma referência do clube e da cidade já há algum tempo. Nascido na Catalunha e formado na base do Barça, o jogador não se furta de ter posições claras sobre o momento político da região. O conturbado referendo para decidir sobre a autonomia da Catalunha, porém, mexeu além do normal com o defensor.

Piqué foi um dos jogadores que preferia não ter entrado em campo contra o Las Palmas enquanto a cidade fervia com os inúmeros confrontos entre a Guarda Civil espanhola, que combatia os cidadãos que iam à votação, considerada ilegal pelo governo espanhol. Piqué chegou a votar e publicar no Twitter a imagem de sua participação no referendo.

Mas não houve jeito. O Barcelona, ameaçado de punição pelos diretores de La Liga, entrou em campo contra o Las Palmas e venceu por 3 a 0. A diretoria do clube, no entanto, preferiu não abrir o Camp Nou para o público e o jogo foi disputado de arquibancada vazia. Ao deixar o jogo, Piqué não se furtou em se posicionar sobre o problema. E chorou ao falar sobre as imagens de violência no referendo que correram o mundo com idosos e mulheres agredidos por policiais.

"Foi um dia muito duro, em que famílias queriam votar e a Polícia Nacional e a Guarda Civil Espanhola... as imagens falam por si. O mundo inteiro viu as imagens e haverá consequências", disse um emocionado Piqué.

Perguntado se a posição dele poderia causar um problema com a Federação Espanhol de Futebol ou o técnico da seleção da Espanha, Julien Lopetegui, Piqué mais uma vez não ficou em cima do muro. Segundo ele, se alguém achar que há algum problema ele não vê obstáculos para deixar a Espanha antes mesmo da disputa da Copa da Rússia, em 2018. Tudo pela consciência política....