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A ascensão de novos líderes políticos traz novas oposições de imprensa

Pedro Zambarda de Araújo
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Pedro Zambarda de Araújo

Sobre as vitórias de Michel Temer e João Doria Jr. e o novo posicionamento da imprensa.

A ascensão de novos líderes políticos traz novas oposições de imprensa

Michel Temer tornou-se presidente depois do impeachment de Dilma Rousseff. Deu o golpe ao trair seus antigos aliados, diz a esquerda. João Doria Jr. venceu em primeiro turno as eleições para prefeito em São Paulo. Em 2016, o PT foi dizimado eleitoralmente e os escândalos de corrupção do Petrolão e do Mensalão pegaram. A direita venceu.

Mas se a direita achava que governaria no sossego, estava enganada. Voltou a dar dinheiro para a grande mídia, reduzindo o financiamento público que petistas davam a blogs como DCM, GGN, Carta Maior, Brasil247 e outros. O Estadão ficou acoelhado, mas a Folha começou a bater forte em Temer com os vazamentos de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro envolvido na Lava Jato. Veja deu uma capa estampando a corrupção de Temer, Serra, Aécio e Alckmin no Petrolão.

Os sites de esquerda agora estão apurando irregularidades de João Doria Jr. Nos dias da treta entre Doria e Amazon, o site Imprença do jornalista esquerdista Victor Amatucci divulgou a denúncia do vereador petista Antonio Donato de que o prefeito devia R$ 90 mil de IPTU. A caça às bruxas ao PT produziu, de maneira positiva, órgãos de comunicação que hoje denunciam os tucanos, o PMDB e outros políticos que se corromperam e corrompem as instituições brasileiras.

Muitos me chamam de ranzinza e "parcial" quando critico o PSDB e a oposição ao PT. Sou parcial mesmo. Todo jornalista é. Ele está preso em suas referências, sejam elas quais forem.

Mas é bom que existam abutres como eu sou.

Os novos líderes da política produzem nova imprensa. 

E cá estamos, fazendo a oposição necessária.