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10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

Breves considerações sobre as falas contraditórias e as besteiras ditas pelo ex-presidente antes das eleições de 2018.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda
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Lula indiscutivelmente é o maior orador entre os políticos de esquerda no Brasil. É capaz de reunir milhares de militantes na rua, fala efetivamente com centrais sindicais e possui uma lábia inclusive para se comunicar com empresários e outras autoridades. De maneira até preconceituosa, muitos confundem tal capacidade com "malandragem".

Mas como todo político, Lula fala uma porção de besteiras. E algumas delas inclusive o comprometeram historicamente com a esquerda política, que pode torná-lo candidato em 2018.

Separamos 10 delas. Confira.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

1. "Nunca fiz concessão política. Faço acordo... Se Jesus viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria que chamar Judas para fazer coalizão". Afirmou Luiz Inácio Lula da Silva em 2009, ao ser questionado sobre suas relações com aliados como José Sarney, Fernando Collor e Renan Calheiros. Até hoje ele mantém uma relação favorável com Renan, embora ele tenha votado à favor do impeachment de Dilma Rousseff.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

2. “O senhor se sente responsável por 600 milhões de pessoas que já perderam o emprego no setor de óleo, gás e construção civil?”. Lula ao juiz Sérgio Moro, em maio, quando prestou depoimento em Curitiba. O total da população brasileira é de 200 mi.

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3. "A China é um shopping de oportunidades". Afirmou o ex-presidente durante visita a Pequim em maio de 2004. Uma pena que Lula não considerou fortalecer a economia brasileira ao invés de apostar apenas nas commodities chinesas.

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4. “Seria falso dizer que vou anular tudo”. Disse Lula em texto publicado no jornal Valor Econômico no dia 5 de julho de 2017 sobre as reformas de Michel Temer. No palanque, o ex-presidente fala que as medidas são puro golpe. A informação publicada no Valor na realidade é da rádio Arapuan, da Paraíba.

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5. "Uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele". Falou Lula em janeiro de 2010. Apesar do machismo forte no passado, o PT é um dos partidos com maior diversidade no Congresso e tem uma presidente mulher, Gleisi Hoffmann.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

6. "Sou liberal. Sou um cidadão na política um pouco pragmático e muito realista entre o que eu sonho e o que é a política real”. Lula em coletiva para blogueiros de esquerda em janeiro de 2016. Na ocasião ele falava que era menos esquerda do que Dilma Rousseff, mas nunca fez uma autocrítica sobre seu pragmatismo político.

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7. "Você tem um amigo aqui". Lula disse a Fernando Henrique Cardoso em janeiro de 2003, antes de tomar posse como presidente da República. Tirando o fato que os dois são amigos historicamente e adversários políticos, o ex-presidente poderia ter um comportamento com mais reservas diante de um dos homens que futuramente sustentou o movimento que derrubou sua sucessora, Dilma Rousseff.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

8. “Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste país, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da igreja católica, nem dentro da igreja evangélica. Pode ter igual, mas eu duvido”. Lula num ataque de falta de humildade em entrevista a blogueiros no mês de janeiro de 2016.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

9. "O governo criou mecanismos para que nada fosse jogado embaixo do tapete". Disse Lula naquela mesma coletiva para blogueiros em 2016. Ele parece menosprezar as próprias investigações da Lava Jato.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

10. "O papel de qualquer presidente é vender os serviços do seu país. Essa é a coisa mais normal". Em outro comentário na coletiva de 2016, ele ressalta mais os ideais liberais do que a esquerda tradicional, ou mesmo a centro-esquerda social-democrata. Parece um neoliberal neste ponto da fala.

O que não se pode esquecer: apesar das pisadas de bola, Lula geralmente manda bem quando fala do combate à pobreza.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

"Quero saber se o povo está na merda, e eu quero tirar o povo da merda em que se encontra", disse em maio de 2009, ao garantir no Maranhão que suas obras de saneamento serão maiores que as dos governos anteriores. 

Este Lula manda bem, sobretudo para a esquerda política.

A política no Brasil hoje é 2018, com Lula ou Bolsonaro

Breves considerações sobre as pesquisas Datafolha e DataPoder360 e o que realmente chama atenção no noticiário político.

A política no Brasil hoje é 2018, com Lula ou Bolsonaro
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Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, foi condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Fernando Moro a nove anos e seis meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo triplex no Guarujá, acusado de desviar mais de R$ 2 milhões no processo. Jair Messias Bolsonaro, deputado federal, virou réu por incitação a estupro ao abordar de maneira violenta a deputada Maria do Rosário. A informação veio a tona em 2017. Fora isso, Bolsonaro também teria pego R$ 200 mil como verba de campanha do seu antigo partido, o PP, que seriam propinas da Odebrecht na Lava Jato. Ele nega as duas acusações.

O processo de Lula vai sair da primeira instância com Moro em Curitiba e vai para o TRF4 em Porto Alegre, uma instância superior. A previsão é que seja julgado até agosto de 2018, nas vésperas das eleições presidenciais que ele vai concorrer. Se for reafirmada a sentença de Sérgio Moro, que optou por não prendê-lo preventivamente, Luiz Inácio Lula da Silva será encarcerado.

Bolsonaro nem de longe enfrenta o mesmo risco. Os dois, no entanto, simbolizam as maiores figuras políticas do noticiário recente, sobretudo em pesquisas eleitorais pré-2018.

O ex-capitão militar é abertamente homofóbico, xenofóbico, machista e preconceituoso. Lula, embora tenha acusações de crimes graves na Justiça, defende as políticas sociais dos anos do PT no poder, entre 2003 e 2016. Justamente por isso, os dois polarizam forte, o primeiro para a extrema-direita que cresce no antipetismo, enquanto o outro se fia na centro-esquerda que pode chegar novamente ao governo federal.

Então vamos aos números que evidenciam isso.

O Datafolha realizou uma pesquisa entre os dias 21 e 23 de junho de 2017 com 2771 eleitores. Dentro de oito cenários, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece como favorito, oscilando entre 30% e 29%. Marina Silva, da Rede, venceria entre 22% e 27% num cenário sem PT ou sem investigados pela Lava Jato. Bolsonaro oscila entre 13% e 16% pela legenda PSC.

Em 15 de julho, o site Poder360 do jornalista Fernando Rodrigues (ex-UOL e Folha) publicou uma pesquisa chamada DataPoder360. Lá Jair Bolsonaro cresceu sete pontos percentuais em relação a junho. Com 21% das intenções de voto, empata agora tecnicamente com o ex-presidente, que tem a preferência de 26% dos eleitores.

Lula se mantém como favorito, mas apresenta queda no segundo cenário em que Doria é o pré-candidato tucano. O Nordeste é a região na qual o petista tem mais força. Registra 42% das intenções de voto no cenário 1, quando Alckmin é o concorrente, e 39% no cenário 2 (quando disputa com Doria). No Sudeste, até 56% dos eleitores declaram Bolsonaro como favorito.

A pesquisa DataPoder360 ouviu 2178 pessoas. Na simulação com Doria na disputa, acima de Alckmin (10%), ele aparece com 13%. Lula cai de 26% para 23%. E Jair Bolsonaro se mantém com 21% nas duas estatísticas.

Por todos estes dados, a condenação de Lula aumenta o poder de Bolsonaro nas pesquisas pré-eleitorais. A campanha pode mudar as estimativas, sobretudo com debates públicos em que Jair Bolsonaro é o menos preparado entre os candidatos.

Mas podemos dizer que Michel Temer, delação da JBS e Rodrigo Maia pouco importam. Os holofotes da grande política brasileira estão voltadas para o ano que vem.

E para Lula e Bolsonaro, muito além de suas ideologias. O foco está nas eleições e no Brasil que pode emergir depois do fim da Lava Jato.

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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.