Coluna do Pedro Zambarda
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A ascensão e queda do Movimento Brasil Livre nas ruas

Sobre o fiasco dos protestos de 26 de março de 2017. Sobre a ascensão e queda de Kim Kataguiri. Sobre como uma narrativa supostamente "isenta" de que o impeachment de Dilma Rousseff foi "regular". Sobre a narrativa do "MBL apartidário" e tantas outras inverdades que são passadas adiante.

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Em 26 de março de 2017, os organizadores do MBL e do Vem Pra Rua não souberam precisar quantas pessoas estavam na Avenida Paulista. 15 mil, como dizem os esquerdistas? 100 mil? Quantos? Cadê os milhões? No Rio de Janeiro, foi a mesma coisa. Em Recife, a manifestação durou três horas. Salvador reuniu 1,5 mil. Curitiba reuniu cinco mil.

Em 13 de março de 2016, foram mais de um milhão somente em São Paulo. Um ano depois, nem 500 mil somaram todo o Brasil. O que aconteceu?

A ascensão e queda do Movimento Brasil Livre nas ruas

Militantes de extrema-direita tentaram bombar os protestos com vídeos no Facebook. Na rua, militantes pró-ditadura militar pediram que o ex-presidente Lula fosse enforcado. Havia quem defendesse o retorno à monarquia. O zoológico se formou na rua vazia.

A ascensão e queda do Movimento Brasil Livre nas ruas

Novamente: O que aconteceu? O pixuleco, o boneco inflado, de Lula murchou?

As informações estão nos sites EXAME.com, Folha de S.Paulo e Estado de S.Paulo. Na minha reportagem publicada no Diário do Centro do Mundo, eu defini o protesto como um "fiasco" da "direita xucra", como vociferou Reinaldo Azevedo em diferentes ocasiões.

A ascensão e queda do Movimento Brasil Livre nas ruas

Isso aconteceu porque o MBL de Kim Kataguiri entrou na espiral de decadência. Numa campanha de marketing muito bem planejada, seus dirigentes foram vendidos em 2015 como jovens manifestantes apolíticos. No mesmo ano, Kim se tornou um dos jovens mais influentes segundo a revista norte-americana TIME.

No ano seguinte, o mesmo que Kim me mandou sua foto de traseiro, eles ganharam um apoio ostensivo dos grupos Globo, Folha, Estado e Abril para promover seus protestos. Kim Kataguiri ganhou uma coluna na Folha de S.Paulo. Fernando Holiday tornou-se vereador.  Rubinho Nunes tentou a prefeitura de Vinhedo. Os protestos foram apoiados, às escondidas, por DEM, PSDB, Pros e PMDB. Dilma Rousseff perdeu seu governo e Michel Temer assumiu, recebendo Kim e movimentos correlatos, como Vem Pra Rua e outros.

O golpe contra a esquerda e aos direitos do povo aconteceu. Mas a farsa do MBL caiu.

Em três anos. Não dá nem um mandato.

São jovens políticos tradicionalíssimos. Representantes das oligarquias de sempre.

Tudo o que o MBL não gosta é "extrema-esquerda"

Sobre os textos de humor involuntário do Movimento Brasil Livre, liderado por Kim Kataguiri.

Tudo o que o MBL não gosta é "extrema-esquerda"
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O MBL é um movimento político que, embora faça sucesso entre pessoas que não entendem muito de política, me causa risos involuntários. Formado por filhos de políticos do DEM e PSDB da cidade de Vinhedo, no interior de São Paulo, eles são liderados pelo moço japonês da foto acima. Uma das 100 pessoas mais importantes segundo a revista TIME, ex-colunista da Folha de S.Paulo, Kim Kataguiri é uma figura sui generis.

Articulado como a maioria das mobilizações de hoje, à esquerda e à direita, o Movimento Brasil Livre manifesta-se também na imprensa. E não na grande imprensa. Tem seus veículos oficiais: Folha Política, o canal Ficha Social no YouTube, o YouTuber MamãeFalei, a fanpage Corrupção Brasileira Memes e o site Jornalivre.

É recorrente ler por lá que as figuras que eles não gostam, ou que criticam eles, são "jornalistas de extrema-esquerda". Eu mesmo fui pauta deles, e de aliados ideológicos do MBL, como o Instituto Liberal e o articulista Rodrigo Constantino (ex-Veja, atual ISTOÉ).

O Jornalivre me acusou, por exemplo, de dar uma "barrigada" ao entrevistar a vice-prefeita Nádia Campeão, da gestão Haddad. Veja bem, disseram que eu dei uma informação falsa quando isso foi documentado numa entrevista gravada e tratava-se de especulações sobre pesquisas eleitorais. Hilário.

O Instituto Liberal me chama de "indignado seletivo" e tenta relacionar textos que escrevi sobre videogames no Drops de Jogos, site que mantenho sem vinculação política nenhuma, com artigos que publiquei no Diário do Centro do Mundo.

Mas nem de longe eu sou o alvo favorito da trupe de Kim Kataguiri. A competente jornalista Tatiana Farah é chamada de "militante política" por ter sido repórter da Agência Pública de Jornalismo antes de entrar no BuzzFeed e denunciar o caixa dois do vereador Fernando Holiday, do DEM e do MBL. 

O portal Catraca Livre, que divulga todo o tipo de informação e é focado em eventos, também entrou no balaio.

É curioso. 

Para o Movimento Brasil Livre, tudo o que eles não gostam é "extrema-esquerda". A terminologia inclusive está errada. Eu nunca fui socialista, tive leves flertes com anarquismo, hoje sou um liberal e acredito em reformas sociais. Pela ciência política tradicional, eu seria enquadrado na centro-esquerda, não na extrema-esquerda comunista ou mesmo num anarquismo absoluto.

Extremo é o aliado deles, o proeminente colunista Reinaldo Azevedo, que em um dos seus delírios chegou a publicar que o PT faria uma "revolta armada" no Brasil. 

Os extremos da política pensam desta forma.

Sou um moderado. Mas, pro MBL, tudo o que eles não gostam é "extrema-esquerda".

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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.