Coluna do Pedro Zambarda
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Alexandre Moraes no STF é a prova que o golpe de Temer funcionou

Ex-advogado do PCC, falastrão, próximo ao presidente Michel Temer e jovem, Alexandre de Moraes é o nome forte do PSDB que assume o lugar de Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) morto num acidente em Paraty. O jovem careca também é a prova que o golpe de impeachment de Temer vai muito bem, obrigado.

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta segunda (6) ao Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de inquérito contra o ex-presidente José Sarney, os senadores do PMDB Romero Jucá e Renan Calheiros, além do ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado. O pedido vem sob a acusação de embaraço às investigações na Operação Lava Jato.

Ação tardia e negligente de Janot.

Nesta mesma segunda-feira, Michel Temer coloca como ministro do mesmo Supremo o advogado Alexandre de Moraes. Homem forte de Geraldo Alckmin no PSDB, prestou concurso com Fernando Capez, o atual presidente da Assembleia Legislativa. Cresceu entre os quadros tucanos, enquanto Capez enfrenta um processo expressivo na investigação do roubo da merenda nas escolas públicas paulistas.

Moraes teria sido advogado do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi secretario dos transportes na prefeitura de Gilberto Kassab e secretário na área de segurança do governador Alckmin. Crescendo tanto na ala serrista quanto no setor de Geraldo Alckmin, Alexandre de Moraes tornou-se uma promessa tucana para os próximos anos.

Ele então se tornou a ponte entre Alckmin e Temer na pasta do Ministério da Justiça. Próximo da Polícia Federal, vazou informações sobre prisões da Lava Jato sem ter o aval adequado para isso. Tem 49 anos. Teori Zavascki, o titular de seu lugar antes de sua morte no acidente em Paraty, tinha 68 anos. O ministro Dias Toffoli é um dos poucos com a mesma idade.

Nenhum deles tem antecedentes com o PCC. Moraes era realmente o mais indicado para o maior cargo entre juízes constitucionalistas do país?

Nas gravações dadas em delações na Lava Jato, o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, dizia sobre um "grande acordo" para parar as operações com Michel Temer na presidência. Este seria o golpe de Estado real em operação no Brasil, funcionando via Parlamento.

Alexandre Moraes no STF é a prova que o golpe de Temer funcionou

Mas o estancamento da "sangria" não envolve só a presidência, como também o Supremo Tribunal e o Congresso. No STF, imaginava-se que Gilmar Mendes faria este trabalho sujo.

Agora Temer tem outro peão para suas ações: Alexandre de Moraes.

O golpe funcionou.

Os 28 anos entre o Muro de Berlim e Donald Trump

O mundo já foi "dividido entre comunismo e capitalismo". O mundo já viveu o nazismo de perto em uma guerra mundial. O mundo já viveu governos autoritários que se basearam no preconceito e na eliminação do diferente para sobreviver. O novo governo Donald Trump, pensando sempre "no bem-estar americano", está certo em botar barreiras contra imigrantes de países do Oriente Médio? O que quase três décadas do fim do Muro de Berlim nos ensinaram?

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Todas as pesquisas da mídia norte-americana apontavam vitória de Hillary Clinton e Donald Trump levou. E na primeira semana de governo, iniciado no dia 20 de janeiro, Trump matou árabes, prometeu aumentar impostos, barrou imigração de países do Oriente Médio e afetou até os imigrantes que já contavam com Green Card, o visto de permanência americana. Foi a vitória de uma visão econômica e política protecionista contra o globalismo que dominou políticos democratas e republicanos desde o fim da Guerra Fria.

Em 9 de novembro de 1989, o Muro de Berlim foi derrubado, unificando as Alemanhas divididas pelo "comunismo e o capitalismo" das disputas entre Estados Unidos e União Soviética. Existe ainda a Muralha da China, mas apenas como monumento. O nazismo parece uma lembrança distante, mas está aparentemente vivo no alt-right e em neofascistas como Richard Spencer - aquele que aparece em dois vídeos tomando porrada de black blocs ao dar entrevistas.

A base de apoio política de Trump é o alt-right, uma evolução natural do Tea Party do Partido Republicano. São direitistas extremos, partidários do conceito absurdo de "supremacia branca" e com um discurso aparentemente atraente para o americano médio e pobre.

Por isso, precisamos falar do Muro de Trump, que pode surgir na fronteira entre México e os EUA.

Primeiramente ele foi frontalmente rejeitado pelo presidente Enrique Peña Nieto, da nação mexicana. Donald Trump quer construir o muro para combater os ilegais e utilizar mão-de-obra mexicana ou impostos de imigração para financiar a aventura.

Trump ressuscita um nacionalismo incompatível com o mundo atual, mas certamente alinhado com a extrema-direita europeia, que rejeita a União Europeia e os programas do Estado do Bem-Estar Social. E a via deste nacionalismo é a do protecionismo que muitas vezes se ergue sem lógica.

Parece que, quase 28 anos depois do fim do Muro de Berlim, não aprendemos nada.

Vivemos em sociedades cada vez mais polarizadas por ideologias fantasmas e com cada vez menos diálogos entre oposições. O Brasil tem seu revival da Guerra Fria, enquanto o governo americano flerta com conceitos que seriam aplaudidos pelo nazismo alemão.

Eu nasci no ano que caiu o Muro de Berlim. Não posso ser à favor do Muro de Trump.

O que aprendemos, 28 anos depois? Este é um texto com mais dúvidas do que respostas.

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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.