Coluna do Pedro Zambarda
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Deflação e desempenho pífio do PIB: o miserável legado de Meirelles com Temer

Como o ministro da Fazenda que prometia desde as eleições de 2014 desempenhou um papel tão fraco na economia? E qual é o legado que Temer deixará? Uma crise econômica pior do que a de Dilma?

Deflação e desempenho pífio do PIB: o miserável legado de Meirelles com Temer
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Ex-BankBoston, Henrique Meirelles era homem forte do PSDB e fez carreira como presidente do Banco Central dos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva do PT. Junto de Antonio Palocci e Guido Mantega, foi creditado como um dos responsáveis pelo crescimento do Brasil junto ao boom das commodities. Com o impeachment de Dilma Rousseff, era esperado que Meirelles tirasse a economia do buraco, na sua pior recessão pós-ditadura, com Michel Temer. Não o fez.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve deflação de 0,23% no mês de junho, a primeira em 11 anos, puxada pelas contas de luz e alimentos, segundo o IBGE. Deflação é o contrário da inflação.  É a diminuição dos preços resultante da degradação do quadro econômico amplo. A inflação é o aumento dos preços com a consequente desvalorização da moeda. Numa situação, trata-se dos efeitos diretos de uma recessão, com redução direta do consumo, enquanto o segundo problema é uma consequência ruim de um crescimento mal-administrado do PIB.

A crise de 1929, que jogou os Estados Unidos na sua pior depressão antes de 2008, veio com uma consequente deflação. Se antes Meirelles trazia confiança, agora seu nome deve ser visto com dúvida.

A última vez que o índice teve variação negativa foi em junho de 2006, quando a taxa caiu 0,21%. O IPCA nunca foi tão baixo desde agosto de 1998, quando a taxa atingiu -0,51%. Na história recente do Brasil, constantemente marcada por inflação alta, só houve deflação no IPCA por no máximo três meses seguidos entre julho e setembro de 98. Se Temer e Meirelles recuperarem o índice, os motivos de preocupação caem.

No entanto, de acordo com 14 instituições consultadas pelo portal G1 da Globo, todas as projeções de crescimento para 2017 estão iguais ou abaixo de 1%. Há possibilidade de mais recessão. Após as delações da JBS, o banco Fator reduziu sua projeção de alta do PIB de 1% para 0,4% em 2017. Para 2018, também houve piora nas estimativas, com o crescimento esperado passando de 2,3% para 1,7%.

E é nesta altura dos números que a economia e a política se encontram: a roubalheira denunciada por Joesley Batista à Procuradoria-Geral da República envolvendo Michel Temer, R$ 500 mil para calar a boca de Eduardo Cunha e a propinagem pós-campanha para Aécio Neves podem produzir efeitos negativos reais para a economia brasileira.

Se Temer não cair, é este o legado que ele entregará ao Brasil, com um ano de recuo de 3,6% em 2016, menos de 1% de crescimento em 2017 e, se tudo der certo, crescimento de 1,7%. Ou seja, a desculpa de derrubar Dilma Rousseff por pedaladas fiscais foi furada. Especialmente se a justificativa é econômica.

Lembrando que Dilma não colocou Meirelles na Fazenda porque, de acordo com o jornalista Rodrigo de Almeida, ele tentou usar o câncer da ex-presidente para se lançar candidato pelo PT em 2010. Não conseguiu ser o homem de Lula no executivo e não conseguiu jamais a aprovação dela para entrar no governo. Atuou no board da JBS junto com Joesley Batista. Desagradou o executivo junto com Temer, que decidiu delatar.

Mesmo sendo o desastre que é, apesar da benção do mercado financeiro, Henrique Meirelles seria mantido num governo Rodrigo Maia, caso o Grupo Globo e as denúncias de corrupção derrubem o atual presidente.

Considerando todas estas amostras da macroeconomia, estamos mesmos condenados ao miserável legado de Michel Temer.

Recessão, desemprego batendo 14 milhões, crescimento pífio e corte de direitos sociais.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

Breves considerações sobre as falas contraditórias e as besteiras ditas pelo ex-presidente antes das eleições de 2018.

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Lula indiscutivelmente é o maior orador entre os políticos de esquerda no Brasil. É capaz de reunir milhares de militantes na rua, fala efetivamente com centrais sindicais e possui uma lábia inclusive para se comunicar com empresários e outras autoridades. De maneira até preconceituosa, muitos confundem tal capacidade com "malandragem".

Mas como todo político, Lula fala uma porção de besteiras. E algumas delas inclusive o comprometeram historicamente com a esquerda política, que pode torná-lo candidato em 2018.

Separamos 10 delas. Confira.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

1. "Nunca fiz concessão política. Faço acordo... Se Jesus viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria que chamar Judas para fazer coalizão". Afirmou Luiz Inácio Lula da Silva em 2009, ao ser questionado sobre suas relações com aliados como José Sarney, Fernando Collor e Renan Calheiros. Até hoje ele mantém uma relação favorável com Renan, embora ele tenha votado à favor do impeachment de Dilma Rousseff.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

2. “O senhor se sente responsável por 600 milhões de pessoas que já perderam o emprego no setor de óleo, gás e construção civil?”. Lula ao juiz Sérgio Moro, em maio, quando prestou depoimento em Curitiba. O total da população brasileira é de 200 mi.

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3. "A China é um shopping de oportunidades". Afirmou o ex-presidente durante visita a Pequim em maio de 2004. Uma pena que Lula não considerou fortalecer a economia brasileira ao invés de apostar apenas nas commodities chinesas.

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4. “Seria falso dizer que vou anular tudo”. Disse Lula em texto publicado no jornal Valor Econômico no dia 5 de julho de 2017 sobre as reformas de Michel Temer. No palanque, o ex-presidente fala que as medidas são puro golpe. A informação publicada no Valor na realidade é da rádio Arapuan, da Paraíba.

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5. "Uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele". Falou Lula em janeiro de 2010. Apesar do machismo forte no passado, o PT é um dos partidos com maior diversidade no Congresso e tem uma presidente mulher, Gleisi Hoffmann.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

6. "Sou liberal. Sou um cidadão na política um pouco pragmático e muito realista entre o que eu sonho e o que é a política real”. Lula em coletiva para blogueiros de esquerda em janeiro de 2016. Na ocasião ele falava que era menos esquerda do que Dilma Rousseff, mas nunca fez uma autocrítica sobre seu pragmatismo político.

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7. "Você tem um amigo aqui". Lula disse a Fernando Henrique Cardoso em janeiro de 2003, antes de tomar posse como presidente da República. Tirando o fato que os dois são amigos historicamente e adversários políticos, o ex-presidente poderia ter um comportamento com mais reservas diante de um dos homens que futuramente sustentou o movimento que derrubou sua sucessora, Dilma Rousseff.

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8. “Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste país, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da igreja católica, nem dentro da igreja evangélica. Pode ter igual, mas eu duvido”. Lula num ataque de falta de humildade em entrevista a blogueiros no mês de janeiro de 2016.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

9. "O governo criou mecanismos para que nada fosse jogado embaixo do tapete". Disse Lula naquela mesma coletiva para blogueiros em 2016. Ele parece menosprezar as próprias investigações da Lava Jato.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

10. "O papel de qualquer presidente é vender os serviços do seu país. Essa é a coisa mais normal". Em outro comentário na coletiva de 2016, ele ressalta mais os ideais liberais do que a esquerda tradicional, ou mesmo a centro-esquerda social-democrata. Parece um neoliberal neste ponto da fala.

O que não se pode esquecer: apesar das pisadas de bola, Lula geralmente manda bem quando fala do combate à pobreza.

10 falas de Lula que comprometeram a esquerda

"Quero saber se o povo está na merda, e eu quero tirar o povo da merda em que se encontra", disse em maio de 2009, ao garantir no Maranhão que suas obras de saneamento serão maiores que as dos governos anteriores. 

Este Lula manda bem, sobretudo para a esquerda política.

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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.