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Manual Inútil da Televisão, de Paulo Henrique Amorim, é melhor que Quarto Poder

Uma resenha do livro de PHA lançado no final de 2016.

Manual Inútil da Televisão, de Paulo Henrique Amorim, é melhor que Quarto Poder
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Em 2015, o jornalista Paulo Henrique Amorim (atual Record e blog Conversa Afiada) lançou o livro "O Quarto Poder: Uma outra história". Embora ele negue em entrevistas que se trata de uma autobiografia, trata-se de um manuscrito de suas memórias como jornalista. Do suicídio de Getúlio Vargas até os anos do PT no poder, PHA conta bastidores da vida política e da imprensa, entre o papel e a televisão.

E fala muito mal da Globo, "porque Roberto Marinho merece". Resenhei este livro aqui.

Este não foi o primeiro livro de Amorim, mas é o primeiro desde quando o seu blog Conversa Afiada aguçou na crítica de mídia e de jornalistas alinhados com o PSDB e políticos conservadores. Não poupa ninguém. De Paulo Francis até Elio Gaspari. De Roberto Marinho até Otávio Frias Filho. E conclui que o "quarto poder da imprensa", na verdade, é o Primeiro Poder. As principais decisões políticas passam pela publicidade e pelo jornalismo. A comunicação contribui para eleger presidentes, derrubá-los e mantê-los.

"Manual Inútil da Televisão", lançado no final de 2016, é um excelente complemento. E trata-se de um livro melhor. Com a mesma linguagem do blog Conversa Afiada, mas sem os charges horríveis e irônicos, o texto da nova obra é direto e fala apenas sobre TV.

Manual Inútil da Televisão, de Paulo Henrique Amorim, é melhor que Quarto Poder

PHA fala sobre como criou o escritório em Nova York da revista Veja, faz listas de como se comportar em entrevistas de televisão, fala sobre sua amizade com Lucas Mendes (atual apresentador do Manhattan Connection, sim, aquele do Diogo Mainardi), do criador da CNN Ted Turner e de como ele participou do World Report da emissora norte-americana. Participação que inclusive lhe rendeu o bordão: "Olá, tudo bem?".

Há também uma emocionante homenagem a Tom Jobim. E é tudo escrito em orações curtas, diretas e simples, como mandam os manuais da televisão e o bom jornalismo.

Mas meu trecho favorito, claro, é um que contém a acidez típica de PHA.

"A jornalista Dorrit Harazim talvez se lembre de ter escrito a crítica de um suposto livro do [Paulo] Francis sobre a eleição presidencial de Nixon versus McGovern, numa tentativa de reproduzir a série bem-sucedida do Theodore White, 'Como se faz um presidente'. Dorrit contou, em média, cinco erros factuais por página - até onde alcança a memória do que ela me disse. Dorrit cobriu a mesma eleição... Francis foi um dos mais bem-sucedidos impostores da imprensa e da televisão brasileiras".

Além da ironia e dos causos, Paulo Henrique também narra entrevistas com a princesa Diana, Hugh Hefner, Madonna (em que ela fala sobre xixi) e coberturas de guerra.

Vale a leitura para os incautos que insistem em chamar o dono do Conversa Afiada de "petista".

A ascensão e queda do Movimento Brasil Livre nas ruas

Sobre o fiasco dos protestos de 26 de março de 2017. Sobre a ascensão e queda de Kim Kataguiri. Sobre como uma narrativa supostamente "isenta" de que o impeachment de Dilma Rousseff foi "regular". Sobre a narrativa do "MBL apartidário" e tantas outras inverdades que são passadas adiante.

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Em 26 de março de 2017, os organizadores do MBL e do Vem Pra Rua não souberam precisar quantas pessoas estavam na Avenida Paulista. 15 mil, como dizem os esquerdistas? 100 mil? Quantos? Cadê os milhões? No Rio de Janeiro, foi a mesma coisa. Em Recife, a manifestação durou três horas. Salvador reuniu 1,5 mil. Curitiba reuniu cinco mil.

Em 13 de março de 2016, foram mais de um milhão somente em São Paulo. Um ano depois, nem 500 mil somaram todo o Brasil. O que aconteceu?

A ascensão e queda do Movimento Brasil Livre nas ruas

Militantes de extrema-direita tentaram bombar os protestos com vídeos no Facebook. Na rua, militantes pró-ditadura militar pediram que o ex-presidente Lula fosse enforcado. Havia quem defendesse o retorno à monarquia. O zoológico se formou na rua vazia.

A ascensão e queda do Movimento Brasil Livre nas ruas

Novamente: O que aconteceu? O pixuleco, o boneco inflado, de Lula murchou?

As informações estão nos sites EXAME.com, Folha de S.Paulo e Estado de S.Paulo. Na minha reportagem publicada no Diário do Centro do Mundo, eu defini o protesto como um "fiasco" da "direita xucra", como vociferou Reinaldo Azevedo em diferentes ocasiões.

A ascensão e queda do Movimento Brasil Livre nas ruas

Isso aconteceu porque o MBL de Kim Kataguiri entrou na espiral de decadência. Numa campanha de marketing muito bem planejada, seus dirigentes foram vendidos em 2015 como jovens manifestantes apolíticos. No mesmo ano, Kim se tornou um dos jovens mais influentes segundo a revista norte-americana TIME.

No ano seguinte, o mesmo que Kim me mandou sua foto de traseiro, eles ganharam um apoio ostensivo dos grupos Globo, Folha, Estado e Abril para promover seus protestos. Kim Kataguiri ganhou uma coluna na Folha de S.Paulo. Fernando Holiday tornou-se vereador.  Rubinho Nunes tentou a prefeitura de Vinhedo. Os protestos foram apoiados, às escondidas, por DEM, PSDB, Pros e PMDB. Dilma Rousseff perdeu seu governo e Michel Temer assumiu, recebendo Kim e movimentos correlatos, como Vem Pra Rua e outros.

O golpe contra a esquerda e aos direitos do povo aconteceu. Mas a farsa do MBL caiu.

Em três anos. Não dá nem um mandato.

São jovens políticos tradicionalíssimos. Representantes das oligarquias de sempre.

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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.