Coluna do Pedro Zambarda
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Na treta entre Amazon e Doria, a Amazon está certa

Sobre a propaganda que criticou os muros pintados de cinza, doações para escolas, milhões em parceria, jabá e outros assuntos correlatos aos tucanos.

Na treta entre Amazon e Doria, a Amazon está certa
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No dia 27 de março, a Amazon fez uma campanha provocativa nas redes sociais, afirmando que projetaria frases da literatura nos muros cinzas pintados pelo prefeito João Doria Jr. Raivoso, o gestor tucano postou no dia seguinte em seu Facebook que a empresa americana estava sendo "oportunista".

Naquele mesmo dia, Doria deve ter feito alguns telefonemas. Empresas como Multilaser, KaBuM (que acumula reclamações de clientes e não paga corretamente seus pro-players nos eSports) e Microsoft anunciaram parcerias milionárias com a prefeitura. Doria "mitou" nas redes sociais. Seus seguidores foram ao delírio. "Lacrou".

Doria fez isso porque é adepto do jabá e da publicidade meio obscura. Tem uma certa alergia a dar satisfações para a população ou mesmo às licitações públicas.

A Amazon respondeu no dia seguinte oferecendo e-books e um projeto de e-readers gratuitos para instituições educacionais. Não recorreu ao governo Doria. Não recorreu à política. E manteve a crítica à "cidade dinza" de João Doria Jr.

A fanbase de Doria acha que ele venceu. A fanbase de Doria diz que a "Amazon é comunista". A fanbase de Doria resolveu xingar os publicitários da Amazon no Brasil.

Os fãs de Doria não sabem reconhecer que, entre empresas que recorrem ao jabá e fazem média com tucanos, a Amazon foi uma das poucas que praticou o liberalismo de verdade e resolveu oferecer um benefício real para a população.

Na treta entre Amazon e Doria, a Amazon está certa, mesmo que o engajamento de Doria no Facebook seja alto.

Manual Inútil da Televisão, de Paulo Henrique Amorim, é melhor que Quarto Poder

Uma resenha do livro de PHA lançado no final de 2016.

Manual Inútil da Televisão, de Paulo Henrique Amorim, é melhor que Quarto Poder
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Em 2015, o jornalista Paulo Henrique Amorim (atual Record e blog Conversa Afiada) lançou o livro "O Quarto Poder: Uma outra história". Embora ele negue em entrevistas que se trata de uma autobiografia, trata-se de um manuscrito de suas memórias como jornalista. Do suicídio de Getúlio Vargas até os anos do PT no poder, PHA conta bastidores da vida política e da imprensa, entre o papel e a televisão.

E fala muito mal da Globo, "porque Roberto Marinho merece". Resenhei este livro aqui.

Este não foi o primeiro livro de Amorim, mas é o primeiro desde quando o seu blog Conversa Afiada aguçou na crítica de mídia e de jornalistas alinhados com o PSDB e políticos conservadores. Não poupa ninguém. De Paulo Francis até Elio Gaspari. De Roberto Marinho até Otávio Frias Filho. E conclui que o "quarto poder da imprensa", na verdade, é o Primeiro Poder. As principais decisões políticas passam pela publicidade e pelo jornalismo. A comunicação contribui para eleger presidentes, derrubá-los e mantê-los.

"Manual Inútil da Televisão", lançado no final de 2016, é um excelente complemento. E trata-se de um livro melhor. Com a mesma linguagem do blog Conversa Afiada, mas sem os charges horríveis e irônicos, o texto da nova obra é direto e fala apenas sobre TV.

Manual Inútil da Televisão, de Paulo Henrique Amorim, é melhor que Quarto Poder

PHA fala sobre como criou o escritório em Nova York da revista Veja, faz listas de como se comportar em entrevistas de televisão, fala sobre sua amizade com Lucas Mendes (atual apresentador do Manhattan Connection, sim, aquele do Diogo Mainardi), do criador da CNN Ted Turner e de como ele participou do World Report da emissora norte-americana. Participação que inclusive lhe rendeu o bordão: "Olá, tudo bem?".

Há também uma emocionante homenagem a Tom Jobim. E é tudo escrito em orações curtas, diretas e simples, como mandam os manuais da televisão e o bom jornalismo.

Mas meu trecho favorito, claro, é um que contém a acidez típica de PHA.

"A jornalista Dorrit Harazim talvez se lembre de ter escrito a crítica de um suposto livro do [Paulo] Francis sobre a eleição presidencial de Nixon versus McGovern, numa tentativa de reproduzir a série bem-sucedida do Theodore White, 'Como se faz um presidente'. Dorrit contou, em média, cinco erros factuais por página - até onde alcança a memória do que ela me disse. Dorrit cobriu a mesma eleição... Francis foi um dos mais bem-sucedidos impostores da imprensa e da televisão brasileiras".

Além da ironia e dos causos, Paulo Henrique também narra entrevistas com a princesa Diana, Hugh Hefner, Madonna (em que ela fala sobre xixi) e coberturas de guerra.

Vale a leitura para os incautos que insistem em chamar o dono do Conversa Afiada de "petista".

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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.