Coluna do Pedro Zambarda
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O depoimento de Lula ao juiz Moro em 10 pontos

O dia de 10 de maio de 2017 foi histórico pelo primeiro encontro, frente a frente, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o juiz de primeira instância Sérgio Moro em Curitiba. O depoimento foi de mais de quatro horas, quase cinco. É necessário resumir seus principais pontos.

O depoimento de Lula ao juiz Moro em 10 pontos
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Diferente de outros textos desta coluna, este texto não será opinativo, mas sim um resumo em 10 pontos do depoimento de Lula diante do juiz Sérgio Moro. É um texto factual.

O autor ouviu as quase cinco horas de gravação disponibilizadas pela Justiça para fazer o resumo a seguir.

1 - O processo abordado no depoimento de 10 de maio é referente a três operações envolvendo a construtora OAS, a Petrobras e o triplex no condomínio Solaris no Guarujá, em São Paulo. O enfoque de Moro foi questionado em inúmeros momentos pelos advogados Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio quando ele fez perguntas englobando o sítio de Atibaia atribuído ao ex-presidente. Isso foi fonte de atritos e discussões durante todo o depoimento.

2 - De acordo com o delator Léo Pinheiro, da OAS, as contas utilizadas para propina eram chamadas de "Zeca Pagodinho". Lula deu risada do questionamento sobre o uso do suposto dinheiro, que diz que soube pela imprensa.

3 - O tom do depoimento, apesar dos atritos sobretudo envolvendo advogados de Lula, da Petrobras e representantes do Ministério Público, foi pacífico entre o ex-presidente e o juiz. Embora Luiz Inácio Lula da Silva tenha questionado abertamente a suposta parcialidade de Sérgio Moro, o respeito entre as partes, objetivamente falando, foi mantido.

4 - Lula assumiu uma postura que pode ser considerada ousada e moralmente controversa a respeito das visitas ao triplex, ocorridas em agosto de 2014. Ele recontou a história da cota que dona Marisa Letícia recebeu da Bancoop em 2005, comprovou que ela solicitou o apartamento, questionou o tamanho dele para a família e reafirmou que não assinou documentos de posse. De fato, nem Moro ou o Ministério Público possuem documentos que comprovam que ele é o dono. E Lula colocou a operação nas mãos da ex-esposa falecida: "Ela desistiu da compra porque não gostava da praia". A imprensa deu como destaque no dia seguinte que ele jogou a culpa na defunta. Mesmo considerando a frase solta, ao analisar o depoimento com contexto ele se parece mais uma narração do que de fato foi feito. Ele defendeu-se colocando que não visitou o imóvel além do que foi registrado uma única vez, independente do julgamento moral do caso. Lula também declarou, em outra ocasião, que se sente afetado nas partes do processo que dizem respeito à falecida Marisa Letícia.

5 - A defesa de Lula frisou a relação entre a delação premiada do doleiro Alberto Youssef e os procedimentos do juiz Sérgio Moro no atual processo, além do vazamento considerado ilegal de conversas pessoais de sua esposa quando o ex-presidente quase se tornou ministro de Dilma. O ex-presidente fez uma ponte dos atuais procedimentos da Operação Lava Jato e a investigação do Banestado, escândalo público que sofreu pressões do governo Fernando Henrique Cardoso envolvendo o próprio Moro - fatos que foram admitidos por procuradores como o próprio Carlos Lima, hoje na Lava Jato.

6 - Numa parte muito questionada pela defesa, Moro reproduziu perguntas formuladas por ele e pela Força-Tarefa da Lava Jato para saber a opinião de Lula sobre o processo do Mensalão. O debate acabou em bate-boca.

7 - Lula explicou o processo de nomeações dentro da Petrobras, incluindo Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Renato de Souza Duque. Falou que as bancadas dos partidos indicam nomes que são direcionados ao ministro da Casa Civil (José Dirceu, na época). Disse que não tem controle pleno do processo, mas que os partidos fazem uma varredura para saber antecedentes dos executivos. Comentou sobre a indicação do PP de Roberto Costa e disse que a corrupção da Petrobras só se tornou pública de um grampo dele com o doleiro Youssef. Disse que não conhece Cerveró. Sobre a indicação de Renato Duque, feita pelo PT, afirmou que o questionou sobre corrupção - e que ele negou acusações.

8 - Lula questionou o fato de Moro se inspirar na Operação Mãos Limpas, que resultou na eleição de Berlusconi na Itália apesar da caça aos corruptos, e se declarou vítima do julgamento que é feito dentro da imprensa. Sérgio Moro relembrou que é "atacado" por blogs de esquerda.

9 - Lula questionou o fato de Léo Pinheiro falar que ele destruiu as provas de corrupção levando em conta a redução de penas significativa de delatores. Em diferentes momentos, o ex-presidente citou o fato do doleiro Alberto Youssef ter sido beneficiado do procedimento. O contraventor permaneceu preso em torno de um ano na Lava Jato e agora foi posto em liberdade condicional com tornozeleira.

10 - Os vazamentos seletivos para veículos como Antagonista e a própria Globo foram assunto entre a acusação e a defesa. Na ocasião do depoimento, Moro proibiu a entrada de celulares. O Antagonista continuou dando informações e detalhes antes das 19hrs, momento do fim da gravação. Os veículos que seguiram a divulgação oficial, como o jornal O Estado de S.Paulo, publicaram textos e vídeos a partir de 19h30.

Assista todos os vídeos e tire suas conclusões.

Quem é o movimento Direita São Paulo, que é anti-imigrantes?

Quem são? Onde vivem? O que querem?

Quem é o movimento Direita São Paulo, que é anti-imigrantes?
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Você provavelmente nem lembra, mas em outubro de 2016, quando Donald Trump nem sonhava em ser presidente, um grupo chamado Direita São Paulo fez um protesto a seu favor... na Avenida Paulista. O grito de guerra deles era: "O mundo decente quer Trump presidente". Brigaram com punks e anarquistas na rua naquele dia, pedindo intervenção da PM paulista.

Alguns meses depois, o desejo deste novo segmento reacionário foi realizado. Donald Trump já bombardeia a Síria, continuando com o mau legado de Obama, e ainda ameaça a Coreia do Norte sem razão justa. São ações que podem prejudicar o mundo todo.

Eles são xenofóbicos, racistas e conseguem agradar aquela sua tia branca de classe média.

Mas eles não ficaram só nessa doideira de apoiar um presidente americano do Brasil.

De acordo com uma reportagem do G1, seis pessoas foram presas, entre elas, palestinos, na noite desta 2 de maio de 2017 após protestarem contra um ato dos movimentos Direita São Paulo e Juntos pelo Brasil na Avenida Paulista. Os grupos de direita faziam uma manifestação contra a Lei de Migração, aprovada no Senado. Cerca de oito pessoas ficaram feridas.

Eu estava na avenida naquele dia, do outro lado da rua, próximo à Rua Augusta. Tive que descer de um ônibus que vinha do aeroporto de Congonhas após disparos de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. O grupo era pequeno, mas chamou atenção, novamente, por sua xenofobia.

Entre os presos naquele dia, que respondem por explosão, lesão corporal, associação criminosa e resistência, está o palestino Hasan Zarif, proprietário do bar Al Janiah, no Centro de São Paulo. Ele é líder do movimento Palestina para Tod@s. Na ocasião, a vereadora Sâmia Bonfim (PSOL), representante da comissão de direitos humanos na Câmara dos Vereadores, foi à delegacia se assegurar se os direitos dos imigrantes e dos brasileiros estão sendo garantidos no incidente.

O caso parece isolado, mas mostra um mal maior à vista.

Todos os integrantes do Direita São Paulo, sem exceção, são devotos e possíveis eleitores do deputado Jair Bolsonaro caso ele concorra às eleições presidenciais.

Ao que tudo indica, se um grupo deste tipo crescer nos próximos meses, podemos mesmo esquecer da polarização PT e PSDB. A briga será mesmo entre brasileiros democratas e outros compatriotas que saúdam a ditadura militar, a violação dos direitos humanos, a homofobia, a xenofobia e formas variadas de preconceito.

Quando me xingam e me criticam, os fãs de Bolsonaro dizem que eu não entendo o que é fascismo.

Fascismo é, de uma forma simplificada e rasteira, odiar o diferente em todas as suas formas.

O grupo Direita São Paulo está indo em passos firmes rumo a esta direção.

Hikayeyi okudun
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tarafından yazıldı
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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.