Coluna do Pedro Zambarda
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O que Michel Temer está fazendo com o desemprego no Brasil?

Os dados do IBGE sobre o governo pós-impeachment de Dilma são assustadores.

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O PMDB, partido do presidente Michel Temer, fez um post deprimente nesta quinta-feira (23). Nele, a legenda defendia o governo atual afirmando que Dilma quebrou a Petrobras, trouxe desemprego recorde e trouxe o "bolivarianismo". Deu 4,3 mil curtidas e muitas críticas nos comentários. Muita gente suspeita diz que eram apenas os fãs de Dilma Rousseff, mas o brasileiro médio está sentindo na pele que Temer não está sendo bom para o país.

O IBGE divulgou hoje os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 22,2% no quarto trimestre de 2016, resultado superior ao do terceiro trimestre (21,2%) e ao do quarto trimestre de 2015 (17,3%).

O número é equivalente a 24,3 milhões de pessoas sem emprego no Brasil. Na época do impeachment de Dilma, dizia-se que a ex-presidente tinha tomado 13 milhões de trabalhos. A impressão é que a perda de emprego segue em expansão, por mais que economistas consultados pela TV Globo falem com calma sobre os efeitos nefastos da economia.

O Banco Central segue mantendo juros em 12,25%, uma baixa em relação a 14,25% no final de 2016, mas mantendo os lucros dos bancos e de quem é rentista.

Segundo o IBGE, o desemprego é maior entre pretos e pardos. A taxa de desemprego entre a pessoas que se declararam de cor preta foi de 14,4% no quarto trimestre de 2016; entre a população parda, foi de 14,1%.

A pesquisa mostrou também que a proporção de empregados domésticos com carteira assinada caiu para 31,9% no quarto trimestre de 2016. Um ano antes, o total de empregados domésticos com carteira assinada era de 33,3%.

Há quem culpe Dilma pelos efeitos nefastos de uma economia que não mexe no andar de cima, mas Temer caminha para completar um ano de governo como interino e seis meses como presidente efetivo.

O quadro econômico do governo Michel Temer é desastroso.

Do Tea Party ao Alt-Right: O fascismo ressurgiu nos Estados Unidos?

A eleição de Donald Trump levantou as orelhas de muita gente: Discurso de ódio voltou? É normal ver um presidente em sua primeira semana de mandato afirmando que a CNN é uma emissora "fake news"? E quem é a base de sustentação de Trump? Vamos entender um pouco sobre isso através de dois grupos.

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Nascido em 2009 e ganhando força em 2011 com a candidata a vice-presidência Sarah Palin, o Tea Party se inspirou em movimentos revolucionários em 1773 contra a taxação do governo britânico colonial nos Estados Unidos. A ideia deste grupo de extrema-direita era ir contra o plano de saúde pública de Barack Obama e qualquer iniciativa estatizante da centro-esquerda americana.

Palin concorreu com o moderado John McCain e perdeu para Obama. Tornou-se governadora da região do Alasca e personagem folclórica dos EUA. Mas as sementes ideológicas dela do radicalismo do Partido Republicano contra os democratas estavam plantadas.

O supremacista branco Richard Spencer deu origem ao Alt-Right em 2010. Ele é autor de livros e cuida de publicações. Com a força da propaganda, espalhou a ideia de fazer uma "limpeza étnica pacífica". O discurso dele se aproxima de maneira perigosa do neonazismo europeu e mundial.

Mesmo com ideias que parecem com as de Hitler, Spencer ainda é entrevistado pela imprensa e é visto com bons olhos pelo americano médio, caipira e reacionário. Isso rendeu memes com dois socos que ele sofreu de Black Blocs durante reportagens.

Ele, no entanto, reivindica um papel relevante a vitória de Donald Trump contra Hillary Clinton. "Hail Trump, hail our people, hail victory", diz Richard Spencer num vídeo aberto do YouTube.

A sua ideia é proteger a "sua gente" - branca, hétero e classe média (sendo que muitos deles perderam emprego na era Obama).

Isso abre espaço para defender a eliminação do outro, física ou ideologicamente. O Alt-Right hoje é xenofóbico, anti-Movimentos Negros, homofóbico e dá todo o respaldo para as políticas de Trump nos dias atuais agradarem o americano braco prejudicado na recessão econômica.

Tea Party não é a mesma coisa que Alt-Right. Alt-Right não é a mesma coisa que Donald Trump. Mas os três mostram uma linha de evolução natural de uma extrema-direita nos Estados Unidos, que chama qualquer esquerdismo ou política pública de "extrema-esquerda". Ou "comunismo".

Benito Mussolini criou o Partido Fascista em 1919 em Milão. A ideia era um nacionalismo inconsequente e um louvor da cultura romana, típica da Itália.

Mussolini deu as bases para o hitlerismo alemão.

Estamos vendo isso acontecer de novo nos Estados Unidos?

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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.