Coluna do Pedro Zambarda
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O que sabemos sobre a delação de Marcelo Odebrecht, até agora

Entenda o que a mídia está cobrindo na Operação Lava Jato, o que está em cheque na delação e o que pode acontecer nas próximas semanas (e meses).

O que sabemos sobre a delação de Marcelo Odebrecht, até agora
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- As primeiras partes da delação de Marcelo Odebrecht, considerada como a "delação do fim do mundo", vieram a tona nesta quarta-feira, 1º de março. Quarta-feira de Cinzas pós-Carnaval;

- O depoimento foi feito em sigilo, conforme determinou o ministro Luiz Edson Fachin, que assumiu o caso depois da morte de Teori Zavascki. Em teoria, o teor da delação só deveria ir a público depois que ela fosse averiguada quanto a sua veracidade;

- Estavam presentes na sessão Luciano Feldens, advogado do empresário Odebrecht, Gustavo Guedes, de Michel Temer, José Eduardo Alckmin, advogado do PSDB no processo contra a chapa Dilma-Temer, e Renato Franco, que defende a ex-presidente Dilma Rousseff;

- Os primeiros veículos a divulgarem o teor da delação foi a coluna da Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, e o site Antagonista, da dupla Diogo Mainardi e Mario Sabino. Aparentemente as informações vazaram dos advogados, embora os jornalistas não abram suas fontes;

- Na delação, Marcelo fala de uma negociação em dinheiro para a campanha de Dilma Rousseff. O Antagonista crava que "Dilma sabia de tudo", e diz que uma das doações foi feita em 2009, ainda no governo Lula. A informação completa é que Marcelo Odebrecht tratou do tema com Antonio Palocci e, posteriormente, com Guido Mantega (italiano e pós-italiano, respectivamente);

- Marcelo Odebrecht comprova que existiu uma reunião com Michel Temer para acerto de caixa dois, mas desmente que valores foram tratados na reunião;

- A fala de Marcelo contradiz a do delator e ex-executivo da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que narrou um pedido de R$ 10 milhões vindo do próprio Temer. Em ambas as versões, os empréstimos foram feitos via Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil que passou por cirurgia na próstata e hoje está afastado;

- À agência Reuters, a defesa de Dilma Rousseff disse que Marcelo Odebrecht mentiu;

- Aécio Neves, candidato concorrente de Dilma, teria pedido R$ 15 milhões, que não foram entregues;

- Temer pediu a anulação da delação;

- A melhor coluna sobre o caso é de Kennedy Alencar, que atenta ao fato dos malefícios dos vazamentos seletivos na Lava Jato;

- O advogado de Marcelo Odebrecht disse que ele não tem mais nada a dizer. Mais pessoas da Odebrecht serão ouvidas. 

Carnaval botou o Fora Temer na boca da rua. De novo

O Jornal Nacional só deu a notícia no dia 28 de fevereiro, mas quem acompanhou os blocos em São Paulo e em Salvador sabe: O Fora Temer está com força total. O feriado não deve ter sido fácil para o presidente da República, ainda mais com a delação da Odebrecht ganhando traços mais nítidos.

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O Fora Temer andava meio adormecido. Ele apareceu no começo de 2017 em protestos fracos da esquerda em São Paulo, repercutindo o mesmíssimo discurso anti-golpe do ano passado. A direita debochava dele. O menino Fora Temer andava esquecido.

Eis que veio o Carnaval deste ano, com muito glitter, música, bloco de rua e Alessandra Negrini dominando São Paulo. 

O menino Fora Temer estava roncando e acordou estridente.

O Jornal Nacional e a TV Globo bem que tentaram disfarçar a fantasia dele na passarela. "Protesto contra todos os políticos". Todos? Será que não tem um foco especial num tal de Michel Temer?

Carnaval botou o Fora Temer na boca da rua. De novo

As fantasias de rua ironizaram os paneleiros que pediram o impeachment e os coxinhas que foram louvar o pato da Fiesp. O Carnaval, com gingado e festa, ironizou o golpe que tomou o Brasil de assalto. Caetano cantou a palavra no feriado.

Carnaval botou o Fora Temer na boca da rua. De novo

Teve quem fosse fantasiado com o áudio de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. Lá está a comprovação do pedido do senador Romero Jucá por um "pacto nacional com o Supremo, com tudo". É a safadeza institucionalizada.

Carnaval botou o Fora Temer na boca da rua. De novo

Pra rechear a festa do Fora Temer, Marcelo Odebrecht enfim abriu o bico para a tal da "delação do fim do mundo" na Quarta de Cinzas. Já pegou a campanha de Dilma Rousseff pelas pernas.

Vai pegar o presidente em exercício? Certamente.

O Fora Temer é tímido, mas já é um vício nacional.

Feliz ano novo. Porque 2017 começou pra valer com o Carnaval.

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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.