Coluna do Pedro Zambarda
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Por que Geraldo Alckmin pode ser o melhor candidato do PSDB em 2018?

Além da candidatura de Lula, os tucanos passam pelo burburinho da tentativa de João Doria sair da prefeitura de São Paulo e tentar a presidência. Mas seu padrinho político, o governador do estado, ainda é o mais indicado para a vaga.

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Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho tinha 19 anos quando se filiou em MDB em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Tornou-se vereador e presidente da Câmara em 1972, com 1447 votos. Em 76 foi eleito prefeito de Pinda, o mais jovem da cidade aos 22 anos, no último ano do seu curso de Medicina. No ano de 86, foi eleito deputado com 96232 votos.

Do MDB foi ao novo PMDB em 1980 e ao PSDB em 88. Vice de Mario Covas, falecido em 2001, candidatou-se ao cargo de governador no ano seguinte. Foi para o segundo turno com José Genoíno e venceu com 12 milhões de votos.

Perdeu para Lula do PT na disputa presidencial de 2006, com 37,6 milhões de votos.

Depois da derrota, Alckmin amargou mais uma perda, da prefeitura, com 1,4 milhão de votos para a prefeitura em 2008. Apoiou Gilberto Kassab, homem de José Serra, no mesmo período, que venceu a disputa contra Marta Suplicy.

Em 2010 ele voltou a vencer. Ganhou novamente o governo do estado de São Paulo com 11,5 milhões de votos. E ganhou em primeiro turno, para um quarto mandato, em 2014 com 12,2 milhões de votos.

Por que dei todos estes números?

Aos 64 anos, Alckmin foi um fenômeno eleitoral muito maior do que José Serra (75), que acumulou muito mais cargos do Poder Legislativo do que do Executivo, como os de deputado, senador e ministro. Serra sempre foi homem indicado pelo governo federal e se frustrou por não se tornar um sucessor à altura de Fernando Henrique Cardoso.

Geraldo Alckmin também acumula menos acusações de corrupção na Operação Lava Jato do que seu companheiro Aécio Neves, que tem 57 anos e é um dos nomes mais jovens do PSDB à presidência. Aécio ficou acuado ao ser grampeado negociando R$ 2 milhões de campanha e ações dentro do governo Michel Temer.

O único capaz de minar uma candidatura Alckmin seria seu pupilo João Doria Jr., que venceu Fernando Haddad em primeiro turno e tem 59 anos. Doria, que fez carreira atrás de Franco Montoro em cargos de confiança e na iniciativa privada com seu grupo empresarial que é próximo do poder público tucano, parece ter errado a estratégia de combate ao crack em São Paulo. Ele conquista likes e reações no Facebook, mas é constantemente criticado por FHC e Serra por dar mais importância ao celular que usa do que a sua gestão.

E para Doria se candidatar, ele teria que contrariar Geraldo Alckmin que deseja há anos uma nova disputa presidencial contra Lula e o PT, vingando-se de 2006. Quem colocou João Doria Jr. na prefeitura foi o grupo de Alckmin no PSDB, contra os serristas que queriam Andrea Matarazzo. A traição, neste caso, seria enorme, fraturando o que restou do tucanato.

No longo texto publicado na revista Piauí sobre o golpe contra Dilma e sua derrota nas eleições, o ex-prefeito Fernando Haddad afirma que Serra queria o impeachment, Aécio queria recall das eleições de 2014 para vencer e Alckmin era o único que tolerava deixar o governo do PT terminar para tentar mais uma vez.

Geraldo Alckmin pode esperar porque é democrata. E porque é fenômeno eleitoral, mesmo colocando sua Polícia Militar para bater em professores e estudantes.

Ele é, por incrível que pareça, o melhor nome do PSDB para as eleições presidenciais de 2018.

Por que Dallagnol, da Força-Tarefa da Lava Jato, é criticado por palestras?

Considerações sobre o procurador do Ministério Público de Curitiba que diz que Lula é o chefe do "esquema criminoso de poder", mas não consegue explicar suas próprias fontes de renda.

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Fora a figura do juiz de primeira instância Sérgio Fernando Moro, a segunda figura mais conhecida da Força-Tarefa de Curitiba é o procurador Deltan Dallagnol. Evangélico da Igreja Batista e surfista, é Dallagnol o autor e apresentador do famoso power point que apontava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o único culpado das corrupções do Petrolão e do PT.

O procurador foi alvo de uma reportagem do Diário do Centro do Mundo, feita pelo jornalista Joaquim de Carvalho (foto acima), por especulações utilizando imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. Criado pelo governo Dilma Rousseff, ele foi desenhado para disseminar moradias populares e não para renda imobiliária. Joaquim realça que Dallagnol não cometeu crime, mas tomou uma atitude imoral considerando seu cargo como procurador do Ministério Público encarregado de uma das maiores investigações de corrupção do país.

Na época, o repórter do DCM conseguiu entrevistar Deltan Dallagnol. Após um encontro pessoal com o procurador em Curitiba, durante o depoimento de Lula, ele não respondeu mais os contatos de imprensa do site de esquerda.

Mas esta não é a única controvérsia de Dallagnol.

O procurador passou a ganhar entre R$ 30 e 40 mil em conferências na agência MotiveAção Palestras. A empresa trabalha também com a jornalista Ana Paula Padrão e Caio Ribeiro. O nome da companhia, como já deixa subentendido, traz histórias de superação e autoajuda.

A carreira rentável do procurador veio à público no dia 15 de junho. Dois dias depois, a empresa tratou de apagar referências a ele no site. Medo de retaliação política?

A defesa de Lula processa o procurador pelo power point, enquanto Deltan Dallagnol acusa o ex-presidente de ser um "general em crime de guerra".

O caso de enriquecimento do procurador do Ministério Público não é um caso isolado. Sérgio Moro fez uma palestra vazia para a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER). Fez um pronunciamento de graça para as Editoras Abril e Globo? Todos os envolvidos na Lava Jato não estão ganhando com tamanha publicidade na grande imprensa?

Lembrando que o próprio Lula fez dinheiro em palestras internacionais. Seu Instituto Lula chegou a arrecadar R$ 300 mil por palestra, valor similar ao de ex-presidentes como Bill Clinton e Barack Obama, embora elas sejam objeto de investigação no Petrolão.

Quem vai investigar as palestras dos "investigadores-acusadores" da Lava Jato? Deltan Dallagnol merece a polêmica que carrega hoje na imprensa.

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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.