Coluna do Pedro Zambarda
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Quem é o movimento Direita São Paulo, que é anti-imigrantes?

Quem são? Onde vivem? O que querem?

Quem é o movimento Direita São Paulo, que é anti-imigrantes?
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Você provavelmente nem lembra, mas em outubro de 2016, quando Donald Trump nem sonhava em ser presidente, um grupo chamado Direita São Paulo fez um protesto a seu favor... na Avenida Paulista. O grito de guerra deles era: "O mundo decente quer Trump presidente". Brigaram com punks e anarquistas na rua naquele dia, pedindo intervenção da PM paulista.

Alguns meses depois, o desejo deste novo segmento reacionário foi realizado. Donald Trump já bombardeia a Síria, continuando com o mau legado de Obama, e ainda ameaça a Coreia do Norte sem razão justa. São ações que podem prejudicar o mundo todo.

Eles são xenofóbicos, racistas e conseguem agradar aquela sua tia branca de classe média.

Mas eles não ficaram só nessa doideira de apoiar um presidente americano do Brasil.

De acordo com uma reportagem do G1, seis pessoas foram presas, entre elas, palestinos, na noite desta 2 de maio de 2017 após protestarem contra um ato dos movimentos Direita São Paulo e Juntos pelo Brasil na Avenida Paulista. Os grupos de direita faziam uma manifestação contra a Lei de Migração, aprovada no Senado. Cerca de oito pessoas ficaram feridas.

Eu estava na avenida naquele dia, do outro lado da rua, próximo à Rua Augusta. Tive que descer de um ônibus que vinha do aeroporto de Congonhas após disparos de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. O grupo era pequeno, mas chamou atenção, novamente, por sua xenofobia.

Entre os presos naquele dia, que respondem por explosão, lesão corporal, associação criminosa e resistência, está o palestino Hasan Zarif, proprietário do bar Al Janiah, no Centro de São Paulo. Ele é líder do movimento Palestina para Tod@s. Na ocasião, a vereadora Sâmia Bonfim (PSOL), representante da comissão de direitos humanos na Câmara dos Vereadores, foi à delegacia se assegurar se os direitos dos imigrantes e dos brasileiros estão sendo garantidos no incidente.

O caso parece isolado, mas mostra um mal maior à vista.

Todos os integrantes do Direita São Paulo, sem exceção, são devotos e possíveis eleitores do deputado Jair Bolsonaro caso ele concorra às eleições presidenciais.

Ao que tudo indica, se um grupo deste tipo crescer nos próximos meses, podemos mesmo esquecer da polarização PT e PSDB. A briga será mesmo entre brasileiros democratas e outros compatriotas que saúdam a ditadura militar, a violação dos direitos humanos, a homofobia, a xenofobia e formas variadas de preconceito.

Quando me xingam e me criticam, os fãs de Bolsonaro dizem que eu não entendo o que é fascismo.

Fascismo é, de uma forma simplificada e rasteira, odiar o diferente em todas as suas formas.

O grupo Direita São Paulo está indo em passos firmes rumo a esta direção.

10 fatos que mostram que a Greve Geral foi um sucesso

A Greve Geral de 28 de abril de 2017 e o Primeiro de Maio mostraram uma renovação das forças de esquerda no Brasil. Elenco 10 fatos que provam seu sucesso.

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1. De acordo com as centrais sindicais, 130 municípios pararam e 38 deles ficaram sem transporte público urbano.

2. 70 mil se mobilizaram só em São Paulo no dia 28 de abril.

3. Os organizadores estimam que a greve afetou 40 milhões da força de trabalho brasileira, valor muito maior do que menos de 10 milhões mobilizados pelo MBL ou movimentos da direita. Isso foi de uma certa forma uma homenagem a primeira Greve Geral que ocorreu há 100 anos atrás, em 1917.

4. Senadores como Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann, além do deputado Ivan Valente, estudam criar uma PEC de antecipação de eleições, o que ganhou força com a greve.

5. A tentativa de furar a greve feita pelo prefeito João Doria Jr. com Uber e 99Taxis de graça aos funcionários da prefeitura foi denunciada num Google Docs que o governante lançou internamente na sua gestão. O caso gerou um mal-estar entre ele e as empresas envolvidas, que não tinham como financiar a iniciativa.

6. Apesar do pouco destaque na mídia tradicional e do foco em depredações, os atos serviram para conscientizar sobre os direitos de greve dos trabalhadores registrados.

7. Professores e educadores protestaram contra o sucateamento do seu setor e a ausência de aposentadoria no plano de Michel Temer.

8. Os atos também serviram para unificar os insatisfeitos com o governo Temer e seus aliados.

9. Mesmo com dois caminhões de som barrados - um na Paulista e outro na Consolação - a CUT fez um bem-sucedido ato de Primeiro de Maio em São Paulo. Contou com a presença de 200 mil trabalhadores e shows de rua.

10. Eu me feri cobrindo a manifestação pelo Diário do Centro do Mundo, com cortes superficiais provocados pelas balas de borracha da Polícia Militar de São Paulo ao fotografar o momento que manifestantes derrubaram a cerca na casa do presidente Michel Temer. O Portal Comunique-se, que cobre jornalismo, deu destaque ao caso, assim como a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), que veio me entrevistar para armazenar num banco sobre agressões da PM no Brasil. O caso do estudante de sociologia Mateus Ferreira, agredido covardemente em Goiânia e deixado em coma, também mereceu destaque. Ele passa bem. A grande mídia, embora tenha condenado depredações de black blocs, não conseguiu sufocar a mensagem das ruas contra as reformas forçadas e autoritárias do governo Temer.

Hikayeyi okudun
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tarafından yazıldı
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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.