Coluna do Pedro Zambarda
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Saiba sete grampos que mostram o quanto Aécio está enrascado na Justiça

Alvo da delação da JBS, o senador Aécio Neves pode ser preso ou perder seu mandato de vez nos próximos dias. Confira sete gravações feitas por Joesley Batista e por executivos de suas empresas que comprometem o tucano.

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1 - O senador Aécio Neves (PSDB) pediu R$ 2 milhões referentes a sua dívida de campanha. Ele pede a Joesley Batista da JBS. O empresário sugere ou mandar um homem, ou eles próprios tratarem da propina, grampeando Aécio. Aécio diz neste áudio que vai enviar seu primo Fred (Frederico Pacheco de Medeiros) para receber o dinheiro. E sugere que ele pode ser morto antes de delatar.

2 - Aécio tentou intimidar deputado Rogério Corrêa, do PT, que o denunciou na Lista de Furnas. Ele fala com o petista Gabriel Guimarães e pede o favor com o governador Fernando Pimentel, do mesmo partido.

3 - O senador pede ajuda ao ministro do STF, Gilmar Mendes, para livrá-lo de acusações. Ele solicita uma ligação ao senador tucano Flexa Ribeiro, para votar em conjunto contra a questão do abuso de autoridade no Congresso.

4 - Andrea Neves, operadora de Aécio, liga para o senador para achacar o assessor do governador do Paraná, Beto Richa, chamado Valdir Rossoni. O político denunciou propinas da Odebrecht que supostamente abasteceram Aécio Neves no exterior. Em seguida ele cobra Richa.

5 - Aécio fala da suposta fragilidade de Eunício Oliveira e Rodrigo Maia no Congresso para aprovar as reformas do governo Temer. Ele fala com o empresário Joesley Batista sobre as votações.

6 - Aécio Neves negocia com Douglas Tavolaro, vice-presidente de jornalismo da Record, uma entrevista de Michel Temer. Com o ministro Moreira Franco, da Casa Civil, ele vê uma negociação com a Caixa Econômica Federal para a televisão do bispo Edir Macedo.

7 - Com o senador Zezé Perrella, Aécio reclama de uma entrevista na rádia Itatiaia em que ele não o protegeu. Lembra das campanhas dele, do senador e de Antonio Anastasia, que receberam o mesmo financiamento. Ao relembrar do escândalo do Helicoca, Zezé falou uma frase a ser imortalizada: "eu não fiz nada errado. Eu só trafico droga". Aécio Neves dá risada nesta parte, que aparece no minuto três.

Conheça cinco restaurantes e hotéis que foram palco de corrupção dos políticos

Maletas de dólares? Negociações de propinas? Suposto envolvimento de jornalistas? Restaurantes e hotéis de luxo foram cenários destas negociações. Confira uma seleção dos mais famosos.

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A delação da JBS em maio de 2017 implodiu o mundo político brasileiro e o governo Michel Temer, construído a partir da queda do PT e de Dilma Rousseff. Nas negociações de propinas reveladas em grampos telefônicos, malas de dinheiro e propinas foram negociadas em hotéis e restaurantes famosos. Alguns locais foram palco de escândalos anteriores ao da Operação Lava Jato em si.

Listamos aqui cinco destes estabelecimentos e o que ocorreu nestes locais. Confira.

Conheça cinco restaurantes e hotéis que foram palco de corrupção dos políticos

1. Restaurante Fasano

Fundado em 1930 e localizado no Jardins, o Fasano foi criado por uma família de italianos próxima aos familiares de Mino Carta e Diogo Mainardi. O local também é ponto de encontro do alto escalão da revista Veja. Na véspera do encontro com Michel Temer no Jaburu, no dia 7 de março, Joesley Batista da J&F/JBS se reuniu com Rodrigo Rocha Loures, emissário do presidente no PMDB, para organizar uma agenda de encontros empresariais privados. Rocha Loures foi grampeado e gravado com malas de dinheiro e teve prisão decretada no dia 3 de junho.

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2. Hotel Unique

Localizado na Brigadeiro Luís Antônio, na região dos Jardins, ele é caracterizado por seu design em formato de barco (de Ruy Ohtake) que abriga 95 apartamentos, incluindo 10 suítes e o terraço com o restaurante Skye. O local teve o encontro entre Aécio Neves e Joesley Batista. O senador cobrou do empresário do setor de carnes e bens de consumo uma dívida de R$ 80 milhões que ele contraiu na campanha de 2014.

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3. Restaurante Gero

Espaço também da família Fasano, o restaurante Gero teve o encontro entre o senador Aécio e o empresário Alexandre Accioly. Na ocasião teriam sido negociadas propinas da Odebrecht para o tucano do PSDB e eles teriam encontrado Diogo Mainardi, ex-colunista da Veja e atual dono do site Antagonista. Diogo nega o encontro e ainda aproveitou a denúncia para atacar sites de esquerda.

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4. Restaurante Piantella

Um dos estabelecimentos mais conhecidos de Brasília, o Piantella foi criado por volta da década de 1980 e é o local para encontrar políticos e empresários poderosos. Foi nesta localização que a jornalista Míriam Dutra, ex-TV Globo, conheceu e passou a se tornar amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O caso transformou-se em escândalo quando o filho de Míriam, Tomas, nasceu e teve a paternidade atribuída a FHC. O ex-presidente fez dois testes de DNA que supostamente atestam que o jovem não é seu filho, mas Míriam Dutra foi obrigada a deixar o país e teve sua vida na Espanha paga pela TV Globo e pela empresa de free shop em aeroportos Brasif. O esquema teve supervisão do próprio Fernando Henrique e de José Serra, que visitou a ex-amante em uma das ocasiões.

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5. Pizzaria Camelo

Pizzaria localizada no Jardins, a Camelo existe desde 1957 e serve pizzas que oscilam de R$ 30 até R$ 90. Foi lá que o ex-deputado Rocha Loures retirou uma mala de R$ 500 mil de propina da JBS em 28 de abril de 2017. O aliado de Michel Temer foi fotografado com o dinheiro, que foi rastreado pela Polícia Federal.

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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.