Coluna do Pedro Zambarda
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Seria João Doria Jr. um novo José Serra?

Temos um novo político tucano megalomaníaco? Por que um partido tradicional tem tantos problemas para formar novos quadros?

Seria João Doria Jr. um novo José Serra?
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(Foto: Cris Castelo Branco/Governo do Estado de SP/Fernando Pereira /SECOM-PMSP/Fotos Públicas)

Desde o final do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002, o PSDB busca um sucessor do ex-presidente. E desde aquele governo, o PT ganhou sucessivamente. Um dos discípulos do "Príncipe dos Sociólogos" tentou e perdeu. Será que outro oportunista conseguirá?

José Serra era prefeito de São Paulo em 2006, quando deixou o cargo para Gilberto Kassab, lançou-se para a campanha rumo ao governo do Estado e venceu. O tucano achou que aquilo foi um sinal, já que seu companheiro de partido, Geraldo Alckmin, perdeu para Lula que se reelegeu mesmo com o escândalo do Mensalão.

Naquela ocasião, o jornalista Gilberto Dimenstein, na época da Folha de S.Paulo, fez o ex-prefeito assinar uma carta se comprometendo a não descumprir o mandato. Ele não honrou promessa alguma, mirando cargos públicos mais altos.

Imaginando que seria mais fácil, Serra lançou-se para a Presidência da República em 2010 contra uma "invenção política de Luiz Inácio Lula da Silva", segundo os próprios tucanos. Para isso, largou o governo do Estado de São Paulo nas mãos de Alberto Goldman. 

Perdeu para a novata Dilma Rousseff, que conquistou 55 milhões de votos.

Derrotado, José Serra tentou novamente a prefeitura de São Paulo contra Fernando Haddad em 2012. Daquela vez o tucano perdeu para o PT na maior metrópole brasileira, berço natural do PSDB.

O fracasso de Serra como sucessor de FHC se reflete não somente na indecisão do partido para definir candidato em 2018, mas sobretudo na ganância entre os seus integrantes. Ser um sucessor político de Fernando Henrique Cardoso se tornou uma meta dentro da legenda.

Geraldo Alckmin, que enfrentou Lula em 2006, tenta ocupar o lugar de José Serra no ano que vem. Mas é outro nome, criado pelo atual governador de São Paulo, que parece imitar Serra nos seus métodos.

Doria, o homem da discórdia

Desde as prévias das eleições de 2016, o empresário João Doria Jr. causou controvérsias dentro do PSDB. Venceu com métodos escusos as prévias do PSDB contra Andréa Matarazzo. O outro pré-candidato saiu da legenda dos tucanos e foi para o PSD de Gilberto Kassab. Matarazzo, na época, acusou Doria e "pagar filiados" tucanos. A intriga chegou a descambar para agressões físicas entre os peessedebistas na unidade do partido do Tatuapé. Fora da legenda, Andréa Matarazzo se tornou vice de Marta Suplicy, a novata no PMDB que tentou disputar contra Doria e Haddad a prefeitura de São Paulo.

João Doria venceu com mais de um milhão de votos com a máxima: "sou gestor, não político". Vendeu um populismo de direita com a alcunha de "João Trabalhador". Se vestiu de gari, cadeirante e diversas profissões de classes mais humildes.

Mas manteve o jeito de empresário antes de ingressar na política. Viajou para os Emirados Árabes, percorreu o nordeste brasileiro e o interior de São Paulo. Não explicou, como prefeito, qual dinheiro usou nessas iniciativas. Agora, Doria é alvo de um inquérito aberto no Ministério Público pela bancada do PT na Câmara Municipal. Precisará se explicar perante às autoridades.

Só que o "gestor" não está preocupado. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo em setembro, Doria deu espaço para empresas do LIDE, seu antigo encontro de executivos, dentro da Prefeitura de São Paulo, o que configura um claro conflito de interesses.

O que interessa para ele é a meta. Isto é: a Presidência da República.

O último trampolim de Serra e a Revista Istoé

A última tentativa de José Serra para tentar a Presidência foi se tornar ministro das Relações Exteriores do governo Michel Temer. Devido a problemas de saúde, principalmente dores na coluna, ele teve que deixar o cargo assumido no mês de fevereiro de 2017.

Se o governo Temer resultasse num bom legado político e econômico, Serra almejava herdá-lo. Não aguentou até o fim do mandato. Aloysio Nunes assumiu seu cargo nas Relações Exteriores e ele retornou ao Senado.

Nos bastidores, o que contam é que Serra tentou imitar Fernando Henrique Cardoso. Em 1994, com a criação do Plano Real no governo Itamar Franco, FHC usou o cargo no Ministério da Fazenda para se lançar presidente da República, venceu e conseguiu aprovar a própria reeleição.

O tucanato parece seguir de forma quase copiada os passos do "Príncipe".

Doria, mesmo auxiliado por Alckmin nas eleições contra Haddad, parece se voltar contra os anseios políticos do governador. O prefeito de São Paulo deu uma entrevista à revista Istoé se vendendo como o anti-Lula. Por mais que ele negue, João Doria está em campanha ativamente pela Presidência. E isso desagrada quem via a candidatura Geraldo Alckmin como certa.

Neste aspecto, tanto Doria quanto Serra são iguais: o que vale é a oportunidade para chegar no mais alto cargo. Mas nenhum dos dois até o momento parece ter a mesma esperteza política de Fernando Henrique. 

Ou mesmo a resiliência de Lula, seu maior adversário, que perdeu três eleições presidenciais até chegar lá.

Doria, Alckmin e Aécio acabam com o poder eleitoral do PSDB em 2018

O partido que mais fez oposição ao PT em mais de 10 anos segue fraco para a disputa no ano que vem. O que os tucanos podem fazer? Eles deixaram de ser considerados como direita?

Doria, Alckmin e Aécio acabam com o poder eleitoral do PSDB em 2018
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(Foto: Lula Marques/AGPT/Sergio Dutti/A2img/ANDRÉ LIMA/Fotos Públicas)

O tucanato parece se desfazer na escolha de nomes para a corrida à Presidência em 2018. Não chegam a um consenso e estão cada vez mais atingidos pelos escândalos que antes emplacavam só no PT.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, vota com a Casa nesta terça-feira, 3 de outubro, se derruba ou não o pedido de afastamento do mandato e o recolhimento noturno impostos pelo STF ao senador Aécio Neves. A decisão dos parlamentares foi tomada mesmo após a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, indicar com um acordo para evitar uma crise institucional e marcar para a semana que vem o julgamento da ação.

Caso o Senado realmente poupe Aécio, a Casa vai desafiar diretamente uma decisão do Supremo Tribunal Federal, provocando uma crise institucional entre os Três Poderes. Mas, para além das intrigas entre as autoridades brasileiras, a atual crise política exibe as entranhas de uma crise interna do PSDB.

Tucanos em baixa

A pesquisa Datafolha divulgada neste mês mostra que tanto João Doria Jr. quanto Geraldo Alckmin só aparecem com 8% das intenções de voto, abaixo de Marina Silva (14%) e Jair Bolsonaro (16%). Os dois aumentam para 10% sem Lula na disputa, mas Marina Silva dispara para 23%. Ciro Gomes também empata com os dois tucanos se o ex-presidente petista estiver fora da corrida presidencial.

No segundo turno, Lula liquida os dois chegando a 48%. Tanto Alckmin quanto Doria não saem de 32%. No ano passado, Aécio Neves aparecia no Datafolha com 11%. Acuado pela delação premiada de Joesley Batista, nem aparece nos levantamentos atuais.

No final de setembro, o DEM, partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, encomendou uma pesquisa sobre a confiança nos partidos. O PSDB chegou a ter rejeição de 75%, segundo o instituto GPP que fez o levantamento.

O índice é o mesmo do PMDB. Os dois lideram como os maiores rejeitados. Já o PT de Lula tem 62% de rejeição. E 28% dos eleitores aprovam o Partido dos Trabalhadores.

Os tucanos, portanto, estão em baixa.

Sem rumo

O site da revista Exame entrevistou quatro analistas políticos para entender o momento do PSDB. Para Hilton Cesário Fernandes, professor de pós-graduação em Ciência Política na FESPSP, existe uma “guerra fria”  entre Geraldo Alckmin e João Doria Jr. com o propósito de testar os eleitores. Mesmo com o clima ruim de traição entre o governador, que foi mentor político do prefeito de São Paulo, os dois tentam captar quem estaria disposto a apoiá-los na Presidência da República.

Um dos sinais claros do teste é a articulação que existe entre João Doria e o MBL, o maior dos grupos pró-impeachment de Dilma Rousseff. O prefeito aposta pesado no antipetismo se comportando como o "anti-Lula", nas palavras do próprio. Alckmin toma uma postura mais conservadora e menos extremista pela direita.

Bolívar Lamounier, cientista político e sócio-diretor da Augurium Consultoria, diz que o normal seria o PSDB abandonar o nome de Doria e selecionar Geraldo Alckmin como seu candidato. Sérgio Praça, professor do FGV CPDOC, espera que João Doria Jr. saia do partido. Carlos Ranulfo Felix de Melo, professor de Ciência Política da UFMG, afirma que o PSDB perderá protagonismo com a queda do PT e a ascensão de novas lideranças de direita e de extrema-direita, como Jair Messias Bolsonaro.

Para comprovar o que o último especialista diz, basta ver a caixa de comentários nas notícias de escândalos envolvendo o PSDB ou João Doria. No canal do YouTube da Jovem Pan, um leitor chama os âncoras do programa Os Pingos nos Is de "socialistas fabianos" por destacarem as qualidades de Doria. O verdadeiro candidato para eles é, no caso, Bolsonaro.

O Senado pode colocar o fim na carreira política de Aécio Neves, um dos grandes nomes entre os tucanos que perdeu para Dilma nas eleições de 2014. Dependendo da decisão dos congressistas, ele pode ser colocado atrás das grades pelo Supremo e pela Lava Jato.

Enquanto isso, seu partido permanece sem rumo. Aécio, Alckmin e Doria tiram o poder do PSDB para 2018 em suas intrigas internas.

Hikayeyi okudun
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tarafından yazıldı
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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.