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10 lançamentos de games em 2017 que provam que os anos 90 não morreram

Mega Drive novo? Apps gratuitos de jogos clássicos? Saiba o que saiu neste ano mas poderia ter saído em 1993, em 1997, naquela década maravilhosa.

10 lançamentos de games em 2017 que provam que os anos 90 não morreram
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Nostalgia é um fator importante no mercado de videogames. Em 2017, dentro e fora do Brasil, novos jogos e aparelhos novos brincam com este conceito. Muitos deles remente à década de 90 dos games eletrônicos.

Confira uma lista de 10 lançamentos que mostram o poder da nostalgia.

1. Mario Odyssey vai chegar no dia 27 de outubro de 2017. E é o segundo grande lançamento para Nintendo Switch neste ano. O game traz o nosso encanador bigodudo num mundo aberto sem fases lineares. Você utiliza um chapéu mágico que é capaz de tomar conta do corpo dos inimigos, mas o gameplay lembra Mario 64 (1996). Durante a E3 2017, as cidades do game se tornaram cenário do booth oficial da Nintendo. Foi o jogo da maior feira do mundo no setor para sites como IGN e UOL Jogos.

2. The Legend of Zelda Breath of the Wild chegou no dia 3 de março e pode ser jogo do ano. Com nota 97 no Metacritic, foi o game de estreia do Switch e é muito parecido, em parte, com Ocarina of Time (1998).

3. Um Super Nintendo Mini oficial foi anunciado para 29 de setembro. E ele virá com 21 games, incluindo alguns inéditos, como Star Fox 2, além de versões americana e europeia do hardware. O videogame é original de 1990. Um deleite para os fãs da Big N.

4. Um novo Mega Drive foi lançado em maio de 2017 no Brasil, pela Tectoy. O videogame chegou ao mercado por R$ 449, compatibilidade com cartuchos e o jogo brasileiro “Turma da Mônica na Terra dos Monstros”. O aparelho foi lançado originalmente 1988 no Japão, mas chegou em terras brasileiras em 90.

5. Mega Drive também foi anunciado para voltar nos Estados Unidos com anúncio em junho. Com o nome "Genesis Flashback", o aparelho voltará com 85 games na memória.

6. A SEGA relançou o game Sonic The Hedgehog, o clássico de 1991, de graça para smartphones iOS e Android. O jogo faz parte do pacote SEGA Forever.

7. SEGA Forever relançou Kid Chameleon, clássico de 1992 do Mega Drive. O jogo também está de graça nos celulares Apple e Android.

8. Comix Zone, do Mega Drive, também voltou de graça no pacote SEGA Forever para iOS e Android. O jogo é originalmente de 1995.

9. Pokémon Gold e Silver, de 1999, serão relançados para Nintendo 3DS. Chegam em 22 de setembro de 2017.

10. Sonic Mania vai chegar em 15 de agosto de 2017 para PlayStation 4, Nintendo Switch e Xbox One. O jogo é uma óbvia homenagem ao porco-espinho 2D que rivalizou com o Mario nos anos 90 e sua produção tem participação de um desenvolvedor brasileiro chamado Lucas Carvalho, conhecido como Mídio.

Como o Japão ressurgiu relevante na E3 2017

Considerações de um repórter brasileiro sobre as novidades da E3, a maior feira de games do mundo, neste ano em Los Angeles (EUA).

Como o Japão ressurgiu relevante na E3 2017
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No ano de 2012, a Nintendo registrou seu primeiro prejuízo empresarial após 27 anos fazendo jogos digitais: de US$ 830 milhões. Em 2011 havia sido lançado seu console Wii U. Ele não vendeu 14 milhões de unidades e foi considerado um fiasco no mercado, tentando juntar as telas duplas do 3DS num aparelho de mesa.

A Nintendo de uma certa forma simboliza o Japão nos videogames. 

É a empresa que popularizou os consoles domésticos e salvou a indústria após a falência da norte-americana Atari em meado dos anos 1980, junto com a decadência dos fliperamas.

Naquele mesmo ano do primeiro preju da Big N, o desenvolvedor independente canadense Phil Fish disse que os jogos japoneses eram "uma merda" por serem fáceis demais num painel da GDC, evento de desenvolvedores nos EUA. Apesar da grosseria, registrada no documentário Indie Game que está na Netflix, Fish tem um ponto. De acordo com a BBC, em 2002 o Japão dominava 50% da produção global. Na mesma pesquisa, o percentual japonês caiu para 10% em 2010.

O que aconteceu?

Os japoneses da indústria global de jogos digitais se "ocidentalizaram". Embora o Nintendo Wii tenha revolucionado o mercado a partir de 2006, boa parte de seus games eram norte-americanos terceirizados. O "DNA do Japão" se perdeu com a ascensão de gigantes como a Microsoft e seu Xbox, além da Sony, que embora seja japonesa levou o PlayStation para fazer sucesso nos Estados Unidos.

Isso provocou uma tendência de decadência no mercado japonês. Embora a Big N vendesse ainda muito, seu nicho estava nos portáteis 3DS, que ainda faziam sucesso no Japão. A Square Enix não conseguia emplacar um novo episódio da franquia Final Fantasy como no final dos anos 90. Parecia que o império dos videogames seria governado pelos EUA ou por algum novo país que não dominou este segmento - como a Europa e o Canadá.

2017 veio para provar que estávamos errados na leitura. Embora o Japão tenha passado por uma crise econômica intensa após o acidente nuclear de Fukushima em 2011, a nação se recuperou e voltou a dominar o setor.

Como o Japão ressurgiu relevante na E3 2017

O primeiro sinal mais claro foi a presença de Shigeru Miyamoto, o criador de Mario e Zelda, na conferência pré-E3 da empresa francesa Ubisoft. O japonês apareceu com canhão em mãos para anunciar Mario + Rabbids Kingdom Battle, um jogo de RPG. Outros sinais estavam claros antes do maior evento de games do mundo em Los Angeles, que acompanhei nos Estados Unidos: o lançamento do Nintendo Switch e do game The Legend of Zelda: Breath of the Wild vão colocar a Nintendo no topo do mundo novamente.

Como o Japão ressurgiu relevante na E3 2017

Dentro da E3, no showfloor do evento, a Big N montou um estande baseado no mapa de mundo aberto de Super Mario Odyssey, game eleito como o melhor do evento segundo os maiores sites norte-americanos e de outros países. Fora isso, o espaço estava lotado quando a E3 abriu pela primeira vez para o público, vendendo 15 mil ingressos.

Como o Japão ressurgiu relevante na E3 2017

Realizada desde 1995, a Electronic Entertainment Expo (E3) era fechada para imprensa, convidados e personalidades da indústria dos games, tornando-se assim o evento mais relevante do setor. Com transmissões na internet e o aumento de jogos eletrônicos independentes em diversos países - incluindo o Brasil -, a feira decidiu se abrir para gerar novas atrações.

Em 2016, a E3 atraiu 50 mil pessoas. Neste ano, o montante subiu para 60 mil. Está distante dos 300 mil da BGS em São Paulo, que é um evento que depende essencialmente de visitantes. Mas o evento em LA agora coloca público e estrelas como Miyamoto cada vez mais próximos.

Isso favoreceu o ressurgimento do Japão. A SEGA, que faliu na produção de consoles após seu Dreamcast no começo dos anos 2000, esteve presente e forte com Sonic Mania. Square Enix marcou presença com um DLC de Final Fantasy 14. Capcom ressaltou Marvel vs Capcom Infinite, além da história de Street Fighter. A Bandai Namco surpreendeu a todos com Dragonball Fighter Z, apresentado na conferência da Microsoft como o jogo de luta mais promissor do ano para categorias competitivas como o EVO. O jogo de Goku também foi tão premiado quando Mario Odyssey, sobretudo em indicações.

Como o Japão ressurgiu relevante na E3 2017

Na área de palestras, o chamado E3 Coliseum, Hideo Kojima, o designer japonês criador da franquia Metal Gear na empresa Konami, fez a palestra mais lotada do evento falando sobre sua paixão pelo cinema e como ele é diferente de produzir games - traçando uma metáfora bizarra com o preparo de sushis. Kojima é um dos devs que optou por um caminho alternativo. Demitido da Konami, criou sua própria empresa em 2016 e agora desenvolve um game chamado Death Stranding.

O Japão tem muitos exemplos não listados neste texto com detalhamento, como o império da From Software e de jogos como Dark Souls. Mas isto é assunto pra outros textos.

O que importa é dizer que os nossos amigos nipônicos voltaram com tudo e "venceram" a E3 deste ano.

Leia mais textos da cobertura do Drops de Jogos/revista Mundo360 na maior feira de games do mundo.

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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.