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Cinco influências vivas de Castlevania: Symphony of the Night em seus 20 anos

Drácula voltou à moda em 2017, duas décadas depois do lançamento de um de seus jogos mais famosos para PlayStation. Confira curiosidades sobre Symphony of the Night.

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(Fotos: Divulgação/Konami/Kickstarter/Netflix)

Os anos 90 nos videogames estão atuais como nunca, com o retorno expressivo de consoles antigos como Mega Drive e SNES além do aniversário de décadas de aniversários de inúmeros títulos. 1997 foi um grande ano nos jogos eletrônicos e este título evidencia isso.

Cinco influências vivas de Castlevania: Symphony of the Night em seus 20 anos

Castlevania: Symphony of the Night foi lançado no dia 20 de março de 1997 e fez história nos videogames, entre tantos jogos da saga de vampiros. Ambientado em 2D, o game foi inovador em inúmeros aspectos naquele ano, o que o torna um título querido até os dias atuais.

Em uma franquia com mais de 30 games, é difícil de se destacar. Mas Symphony of the Night se tornou um clássico "cult" da série, sendo um fracasso no PlayStation dentro dos Estados Unidos e resgatado em 2006 numa nova versão para Xbox 360.

Confira cinco fatos que mostram que Castlevania: Symphony of the Night continua atual como nunca.

1. Um herói vampiro

Diferente dos jogos anteriores desde 1986, Symphony of the Night trouxe um protagonista direto do universo dos chupadores de sangue. Alucard é um vampiro que surge após a queda do caçador Richter Belmont e o ressurgimento de seu pai Drácula.

A motivação dele é justamente acabar com os delírios de seu progenitor. Originalmente, Alucard era um inimigo no jogo Castlevania III: Dracula's Curse de 1989. No entanto, naquele título ele parece um vampiro comum, enquanto a releitura de Castlevania: Symphony of the Night o transformou num jovem de cabelos loiros quase pálidos e belo, praticamente andrógino.

2. Primeiros traços femininos na série

Hoje muito mais comum, a indústria de jogos eletrônicos tinha poucas artistas femininas. Mas Symphony of the Night trouxe o trabalho de uma delas para os holofotes.

Ayami Kojima se destacou na produção do game por dar os traços principais para Alucard, Drácula e todos os personagens. Seu primeiro trabalho em Castlevania seria tão marcante e que repercutiria em games posteriores. 

A artista e designer japonesa depois trabalhou em Castlevania Chronicles (2001), Castlevania: Harmony of Dissonance (2002), Castlevania: Aria of Sorrow (2003), Castlevania: Lament of Innocence (2003), Castlevania: Curse of Darkness (2005), Castlevania: The Dracula X Chronicles (2007) e Castlevania: Harmony of Despair (2010).

3. Mundo aberto como parâmetro

Embora a série Metroid já tenha feito isso na Nintendo, foi em Symphony of the Night que consolidou a mecânica de "mundo aberto em 2D". O que isso significou? Você não precisava deslocar apenas o herói do ponto A até o ponto B, de maneira linear. É possível entrar e sair das mesmas salas e desvendar mistérios diferentes.

Metroid e Castlevania consolidaram tão bem essas mecânicas que hoje elas são conhecidas como "metroidvania". A desenvolvedora brasileira JoyMasher, que fez os games Oniken e Odallus: The Dark Call, utilizam o mundo aberto em seus games retrô.

Grandes títulos em 3D também utilizam. GTA V, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain e outros são alguns exemplos de 2015 para cá do mundo aberto em três dimensões, ainda mais amplo do que o 2D.

4. Ele fez um sucessor espiritual

Cinco influências vivas de Castlevania: Symphony of the Night em seus 20 anos

O produtor e programador Koji Igarashi abriu uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter para um novo game independente chamado Bloodstained: Ritual of the Night. A meta da vaquinha era de apenas US$ 500 mil, mas ele conseguiu US$ 5,5 milhões.

Bloodstained será em 2,5D, ou seja, em 2D com gráficos 3D. O título está sendo desenvolvido com o motor gráfico Unreal 4 e está previsto para 2018.

O nome é inspirado numa maldição de um cristal que mina a vida dos protagonistas. Embora o título do jogo faça uma referência a sangue, Igarashi já disse em entrevistas que a história não tem nada a ver com o Drácula de Castlevania.

5. Influências na série da Netflix

Cinco influências vivas de Castlevania: Symphony of the Night em seus 20 anos

Embora seja uma adaptação do jogo Castlevania III: Dracula's Curse (1989), a série da Netflix baseada em Castlevania traz elementos de Symphony of the Night. Em apenas quatro episódios, ela aprofunda a história de Trevor Belmont e Drácula em Wallachia, na Romênia.

A animação, no entanto, apresenta Adrian Tepes, o filho de Drácula e Lisa, com o mesmo design de Castlevania: Symphony of the Night. O vampiro, cujo codinome é Alucard (Drácula ao contrário), é mostrado com o desenho de Ayami Kojima: Pálido, com semblante bastante feminino e munido de uma espada.

O game de 97 está mais vivo do que nunca. Gostou de saber as curiosidades? Ouça então o programa da Rádio Geek, parceira do Drops de Jogos, especial sobre Symphony of the Night.

O preço absurdo do SNES Classic no Brasil não é culpa apenas dos impostos

Sim, os impostos voltam a assombrar o mercado brasileiro de games com um console que tem mais de 20 anos. Não, a culpa não é só do governo.

O preço absurdo do SNES Classic no Brasil não é culpa apenas dos impostos
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(Foto: Divulgação/Nintendo)

Neste mês de setembro circulou uma notícia que mais uma vez deprime o mercado brasileiro. Além dos jogos para consoles custando entre R$ 250 e R$ 300 novos, a indústria agora está explorando consoles antigos por preços abusivos.

O SNES Classic, uma versão em miniatura do videogame original de 1990,  chega no dia 20 de outubro de 2017 ao Brasil. O aparelho foi anunciado numa propaganda da revista GameInformer Brasil e agora surgiu o seu preço oficial. Ele chega ao nosso país pela JVLat por R$ 999.

Sim, acredite se quiser, o aparelho com mais de 20 anos de história chegará por praticamente mil reais.

Quanto ele custa nos Estados Unidos? O preço oficial internacional é de US$ 80, o que equivale a na conversão direta a R$ 320.

Com os impostos que incidem sobre o produto, uma taxação que ultrapassa 80%, o novo Super Nintendo com o jogo inédito Star Fox 2 deveria custar, se muito, R$ 500. O preço é equivalente aos R$ 450 do Mega Drive relançado pela Tectoy, que eu critiquei anteriormente aqui no Storia.

O que aconteceu?

 A JVLat, a Juegos de Vídeo Latinoamerica, é uma revendedora que já foi a representante da Nintendo no Brasil com sua subsidiária Gaming do Brasil. Com a saída da gigante japonesa em 2015, muito provavelmente a empresa está praticando os preços do chamado "Custo Brasil".

No mercado cinza brasileiro, onde predomina a pirataria e o contrabando,  o NES Mini (Nintendinho) custa até R$ 1,5 mil. O que aconteceu para o SNES chegar até este patamar. Segundo a Nintendo, é a "escassez do produto".

Na prática, o que a gigante está fazendo é jogando com demanda e oferta. Como existe um grande público brasileiro que gosta de jogos retrô dos anos 90, eles jogaram no teto de quanto poderiam cobrar oficialmente pelo produto.

É a mesma história do PlayStation 4 lançado oficialmente por R$ 3999 em 2013, em pleno governo Dilma. Os impostos ajudam a explicar parte do problema, mas as empresas internacionais aproveitam para cobrar o máximo que podem de consumidores fora do seu país de origem.

Em dois anos, o PS4 já era encontrado em varejistas oficiais por cerca de R$ 2 mil. Metade do preço de lançamento oficial com produção no Brasil - no parque industrial de Manaus.

Há também um quadro peculiar das desenvolvedoras japonesas no começo dos anos 2000. Depois do Nintendo Wii, que foi um sucesso no mundo todo, o Japão enfrentou uma crise econômica severa com os tsunamis e o desastre nuclear de Fukushima. Isso fez o mercado nipônico se fechar. A Big N só retomou a liderança nas norte-americanas em 2017, com o lançamento e o sucesso do Nintendo Switch.

E qual o peso dos impostos?

Para além do Custo Brasil, há uma incidência tributária a partir de 72% em games eletrônicos e componentes do segmento, porque ele é qualificado como "jogo de azar", mesmo caso dos bingos. Há uma proposta no Senado Federal para reduzir a incidência de impostos para 9%, com 75 mil assinaturas eletrônicas. Em 2011, embora sem efeitos práticos para os videogames, o governo Dilma criou a Lei do Bem, que barateou tablets e smartphones produzidos no Brasil através de isenções tributárias.

Com a crise econômica que se instalou em 2012 e ganhou força em 2014, é pouco provável que o governo federal e os estaduais reduzam ICMS e outros tributos. No entanto, há uma proposta da Ancine, a agência do audiovisual, que pretende simplificar impostos para financiar a produção de games nacionais. A entidade injetou R$ 20 milhões no setor produtivo em dois editais nacionais e acredita nas potencialidades brasileiras.

Por isso, antes de tacar pedras no governo no caso do SNES Classic, pense que há uma conjuntura que facilita os preços abusivos no Brasil.

E, se for possível, não gaste R$ 1 mil num Super Nintendo relançado em 2017. 

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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.